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Lúpus – Uma Questão de Foco

Hoje (10), celebra-se o Dia Mundial do Lúpus, doença que atinge mais de 200 mil pessoas no Brasil. Autoimune, complexa e de difícil diagnóstico, mais de cinco milhões de pessoas são acometidas pelo problema no mundo. Uma doença autoimune, complexa, de difícil diagnóstico, silenciosa e muitas vezes confundida com outras doenças. Assim é o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que pode atingir vários órgãos, incluindo pele, articulações, rins, pulmões e coração.

O LES está relacionado à predisposição genética e pode ser desencadeado por fatores hormonais e ambientais, tais como: luz solar, infecções e alguns medicamentos. Atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil, mas boa parte da população desconhece a doença.Sem cura, a enfermidade está associada à predisposição genética, sendo que pode ser desencadeada por diversos fatores hormonais e ambientais. Entre os principais sintomas do Lúpus estão fadigas debilitantes, dores nas articulações, além de problemas como depressão, ansiedade e crises de pânico.

Uma pesquisa apontou que 36% da população  não sabe que o Lúpus é uma doença. 11% disseram achar que o Lúpus era uma bactéria e desconheciam as complicações do problema que pode acarretar, inclusive, em ataques cardíacos e anemia. Considerada uma doença rara, as mulheres são as mais afetadas pelo problema.A conscientização da sociedade é uma arma fundamental que poderá levar a um melhor entendimento da doença e, consequentemente, beneficiar milhares de pacientes. Por isso foi criada a campanha nacional Lúpus – Uma Questão de Foco, idealizada pela GSK com o apoio da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em Maio de 2015.

A iniciativa reuniu médicos e pacientes no intuito de esclarecer e engajar a população para a doença enfrentada principalmente por mulheres em idade fértil (aproximadamente 9 em cada 10 pacientes são do sexo feminino), que podem enfrentar complicações na gravidez, tendo chance de aborto. Sintomas desencadeados pela doença, como dores constantes nas articulações, podem impedir atividades simples do dia a dia, assim como prejudicar a rotina de trabalho – mais de 50% dos pacientes param de trabalhar em até 15 anos após o diagnóstico de LES. Não há cura para a doença, mas é possível controlar e conviver com ela com o acompanhamento médico regular.

A campanha conta atualmente com uma página no Facebook (Lúpus – Uma Questão de Foco) que tem como público-alvo pacientes, seus familiares e profissionais de saúde, trazendo informações sobre a doença, qualidade de vida e bem estar aos pacientes com LES.

 

Entendendo o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)Tipos de Lúpus

Existem três tipos da doença. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), no qual um ou mais órgãos internos são acometidos; o Lúpus Cutâneo, que é restrito à pele e o Lúpus Induzido por Drogas, que surge após a administração de medicamentos, podendo haver comprometimento cutâneo e de outros órgãos – em geral há melhora com a retirada do medicamento que desencadeou o quadro.

Sintomas mais frequentes do LES

Cansaço, desânimo, febre baixa, perda de apetite, queda de cabelo, inflamação nas articulações – sendo esta observada em mais de 90% dos pacientes. As lesões de pele mais características são manchas avermelhadas no rosto, conhecidas como “lesões em asa de borboleta”. Podem ocorrer ainda manifestações em outros órgãos como rins, pulmão, coração e cérebro.

Diagnóstico

Muitas vezes, o LES é confundido com outras doenças, por isso é comum a demora no diagnóstico. Este é feito pela presença de manifestações clínicas combinadas a resultados de exames laboratoriais.

Tratamento

Deve ser individualizado, dependendo das manifestações apresentadas. O médico reumatologista determinará o tratamento mais adequado, sendo fundamental sua revisão constante em consultas realizadas a cada 3 a 6 meses (em períodos de atividade da doença, pode ser necessário acompanhamento mais frequente).

Mito

O LES não é contagioso e também não é um tipo de câncer. Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico do paciente ataca o seu próprio organismo.

 

Fotos: Reprodução

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