PUBLICIDADE

sa√ļde

M√©dicos pelo Brasil √© um avan√ßo hist√≥ria para a sa√ļde, avalia AMB

O programa M√©dicos pelo Brasil, lan√ßado na √ļltima segunda-feira (01) pelo Minist√©rio da Sa√ļde, representa uma nova possibilidade para a medicina e a sa√ļde. Essa √© a posi√ß√£o da Associa√ß√£o M√©dica Brasileira (AMB) diante da proposta que substitui o programa Mais M√©dicos, que se apresentou inadequado e sem efetividade para solucionar os problemas da aten√ß√£o prim√°ria √† popula√ß√£o.

O lan√ßamento do programa tamb√©m marca uma posi√ß√£o importante para assegurar a qualidade do atendimento m√©dico no Brasil: a garantia do Exame Revalida como requisito m√≠nimo para que m√©dicos estrangeiros atuem no pa√≠s, dentro ou fora do M√©dicos pelo Brasil. O compromisso foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Sa√ļde, Luiz Henrique Mandetta, em reuni√£o com o presidente da AMB, Lincoln Ferreira, antes da coletiva de an√ļncio oficial do programa.

“O M√©dicos pelo Brasil indica o caminho para a resolu√ß√£o dos conflitos envolvendo os intercambistas que atuam no Mais M√©dicos. Entendemos que s√£o necess√°rias a√ß√Ķes humanit√°rias de acolhimento dos profissionais que est√£o em situa√ß√£o de ref√ļgio e vulnerabilidade no Brasil. Muitos deles n√£o t√™m, sequer, a documenta√ß√£o que comprova a forma√ß√£o em medicina. Por isso, √© leg√≠tima a ideia de apoio √† prepara√ß√£o deles para o Revalida. Por√©m, √© preciso consider√°-los inaptos para a pr√°tica de medicina no pa√≠s at√© que eles tenham o diploma comprovado e revalidado”, refor√ßa Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da AMB.

O presidente e o ministro da sa√ļde tamb√©m se comprometeram a manter a morat√≥ria que pro√≠be a abertura de novas escolas m√©dicas no Brasil, o que tem impacto significativo na qualidade da forma√ß√£o m√©dica no pa√≠s.

Carreira médica

O M√©dicos pelo Brasil prev√™ que os profissionais ser√£o selecionados por meio de prova objetiva e contratados via CLT e prop√Ķe a estratifica√ß√£o do Brasil em regi√Ķes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE) e da Organiza√ß√£o para a Coopera√ß√£o e Desenvolvimento Econ√īmico (OCDE): zona rural, semi-remota, remota e metropolitana. Os m√©dicos v√£o receber um adicional de sal√°rio de acordo com o grau de complexidade e dist√Ęncia do local onde v√£o atuar.

“Este √© um passo extremamente importante para instituirmos a carreira de m√©dico, uma reivindica√ß√£o hist√≥rica da AMB e das demais entidades m√©dicas. √Č um fator primordial e estrat√©gico de est√≠mulo √† migra√ß√£o e √† fixa√ß√£o do profissional de sa√ļde em √°reas de dif√≠cil acesso. A AMB sempre pontuou que n√£o faltam m√©dicos no Brasil. Faltava um programa que oferecesse a ele as condi√ß√Ķes necess√°rias para a pr√°tica digna da medicina.”, afirma Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

O Médicos pelo Brasil também vai corrigir um erro histórico do programa anterior: a má distribuição dos profissionais no território brasileiro. Atualmente, a maior parte dos integrantes do Mais Médicos atuam nas capitais, o que contradiz as propostas eleitoreiras que embasaram o projeto.

“A AMB entende que o M√©dicos pelo Brasil ser√° um instrumento real de promo√ß√£o da sa√ļde em √°reas remotas e com grande vulnerabilidade social. Seja no Brasil profundo ou nas regi√Ķes metropolitanas, a prioridade deve ser promover aten√ß√£o b√°sica nos lugares onde h√° √≠ndices de pobreza atenuados e indicadores sociais que justifiquem o fortalecimento da sa√ļde p√ļblica no local”, ressalta Lincoln Ferreira.

Qualificação 

Pelo projeto do M√©dicos pelo Brasil, est√£o aptos a serem integrados profissionais com t√≠tulo na especialidade de Medicina da Fam√≠lia e Comunidade. Como n√£o h√° profissionais titulados em n√ļmero suficiente para suprir todas as vagas do programa, a ideia √© criar condi√ß√Ķes para ampliar a forma√ß√£o na especialidade.

“A proposta de realizar a capacita√ß√£o do m√©dico √© extremamente inteligente. Assim, ser√° poss√≠vel oferecer uma oportunidade de amplia√ß√£o dos conhecimentos aos m√©dicos brasileiros e garantir a qualidade do atendimento √† popula√ß√£o”, pontua o presidente da AMB.