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política

Procuradoria dá parecer favorável para afastamento de Flordelis como deputada

A Procuradoria de Justiça deu parecer favorável para que a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) seja afastada de seu cargo enquanto durar a primeira fase de seu processo criminal em que é acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. As informações são do jornal Extra.

Segundo a procuradora Maria Christina Pasquinelli Bacha de Almeida, ainda que o crime não tenha ligação com seu mandato como parlamentar, seu cargo poderia “dar ensejo à ingerência na produção de provas” afetando o processo, e também citou a possibilidade de intimidação de testemunhas.

“Não se pode esquecer, por outro lado, que dada a função exercida pela recorrida, e considerando a rede de relacionamentos travados durante o cumprimento de seu mandato, tem ela meios e modos de acessar informações e sistemas, abrindo-se-lhe um leque de oportunidades para descobrir paradeiros, moradias e locais de trabalho de testemunhas arroladas no processo”, disse a procuradora.

Este parecer foi dado em dezembro, em um recurso no Tribunal de Justiça. O promotor Carlos Gustavo Coelho de Andrade recorreu ao TJ após a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, ter negado o afastamento da deputada.

A decisão agora ficará a cargo dos desembargadores da 2ª Câmara Criminal. A defesa da parlamentar se manifestou no processo para que seja mantida a decisão da juíza Nearis.

Relembre o caso

No final de agosto de 2020, a Polícia Civil concluiu que Flordelis foi a mandante do assassinato de Anderson do Carmo. O inquérito aponta que a arma usada no crime foi comprada pela deputada. Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis, é apontado como autor dos disparos que mataram o pastor.

De acordo com as investigações, a deputada estaria insatisfeita com a forma com que o pastor geria o dinheiro da família. Além de Flordelis, mais dez pessoas foram denunciadas pelo assassinato do pastor na madrugada do dia 16 de junho de 2019 em Niterói. A deputada nega as acusações.

*Com informações da IstoÉ

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