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política

Após decisão do STF, Dodge diz que MPF manterá combate à corrupção

 - REVISTA MAISJR

(Crédito: Reprodução) 

A procuradora-geral da Rep√ļblica, Raquel Dodge, disse que o Minist√©rio P√ļblico Federal (MPF) respeitar√° a decis√£o do Supremo Tribunal Federal (STF) de delegar √† Justi√ßa Eleitoral a compet√™ncia de julgar crimes eleitorais, como o de caixa dois, cometidos em conex√£o com crimes comuns (como corrup√ß√£o e lavagem de dinheiro), mas refor√ßar√° estrat√©gias para combater a corrup√ß√£o.

O tema entrou em debate no julgamento do plen√°rio, que come√ßou na tarde de ter√ßa (13) e terminou¬† nesta quinta-feira (14), que apura supostas pr√°ticas de corrup√ß√£o ativa e passiva, caixa dois e crimes financeiros pelo ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM/RJ) e pelo deputado federal Pedro Paulo Carvalho Teixeira (DEM/RJ). Os pol√≠ticos s√£o investigados pelo recebimento il√≠cito de R$ 18,3 milh√Ķes do Grupo Odebrecht para as campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014.

Dodge informou que o MPF utilizar√° de novos instrumentos jur√≠dicos, podendo, inclusive, acionar o Poder Legislativo, se este for considerado o melhor caminho para enfrentar o problema. ‚ÄúCorrup√ß√£o, lavagem de dinheiro e crime organizado s√£o prioridades no Minist√©rio P√ļblico Federal. ¬†As verbas p√ļblicas devem ser intoc√°veis por corruptos. Se desviadas, os infratores devem ser punidos‚ÄĚ, refor√ßou.

Votação

Votaram a favor do envio à Justiça Eleitoral, os ministros Marco Aurélio (relator), Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.  Derrotados, os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lucia,  defendiam a cisão da competência de julgar os processos entre a Justiça Eleitoral e a Justiça Federal.