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política

Decotelli pede demiss√£o do Governo Federal

O pres¬≠i¬≠dente Jair Bol¬≠sonaro aceitou nes¬≠ta ter√ßa-feira, 30, a car¬≠ta de demis¬≠s√£o de Car¬≠los Alber¬≠to Decotel¬≠li, nomea¬≠do min¬≠istro da Edu¬≠ca√ß√£o na sem¬≠ana pas¬≠sa¬≠da. Depois de seu cur¬≠r√≠cu¬≠lo ter sido ques¬≠tion¬≠a¬≠do por uni¬≠ver¬≠si¬≠dades estrangeiras e pela Fun¬≠da√ß√£o Getulio Var¬≠gas, o gov¬≠er¬≠no pediu que o econ¬≠o¬≠mista deix¬≠as¬≠se o car¬≠go para qual nem chegou a ser empos¬≠sa¬≠do. Ele ficou cin¬≠co dias no car¬≠go. √Č o ter¬≠ceiro min¬≠istro da Edu¬≠ca√ß√£o de Bol¬≠sonaro em 1 ano e meio de gov¬≠er¬≠no.

Decotel¬≠li disse que a nota da Fun¬≠da√ß√£o Get√ļlio Var¬≠gas (FGV) afir¬≠man¬≠do que ele n√£o havia sido pro¬≠fes¬≠sor da insti¬≠tu¬≠i√ß√£o motivou sua sa√≠¬≠da da pas¬≠ta. O des¬≠men¬≠ti¬≠do tam¬≠b√©m foi deter¬≠mi¬≠nante para que o pres¬≠i¬≠dente Jair Bol¬≠sonaro (sem par¬≠tido) acat¬≠asse o pedi¬≠do de demis¬≠s√£o.

Ini¬≠cial¬≠mente, o reitor da Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade de Ros√°rio, na Argenti¬≠na, Fran¬≠co Bar¬≠to¬≠lac¬≠ci, afir¬≠mou que o ago¬≠ra ex-min¬≠istro n√£o pos¬≠sui o t√≠tu¬≠lo de doutor pela insti¬≠tu¬≠i√ß√£o. Logo depois, o Con¬≠sel¬≠ho Nacional de Desen¬≠volvi¬≠men¬≠to Cien¬≠t√≠¬≠fi¬≠co e Tec¬≠nol√≥gi¬≠co (CNPq) declar¬≠ou que que ele n√£o con¬≠cluiu nen¬≠hum pro¬≠gra¬≠ma de p√≥s-doutora¬≠do na Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade de Wup¬≠per¬≠tal, na Ale¬≠man¬≠ha.

Para se defend¬≠er das acusa√ß√Ķes, Decotel¬≠li afir¬≠mou que cur¬≠sou e foi aprova¬≠do em todas as mat√©rias necess√°rias, ten¬≠do par¬≠tic¬≠i¬≠pa¬≠do, inclu¬≠sive da cer¬≠im√ī¬≠nia de for¬≠matu¬≠ra na Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade de Ros√°rio.

Sobre o p√≥s-dou¬≠toura¬≠do na Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade de Wup¬≠per¬≠tal, na Ale¬≠man¬≠ha, disse que ‚Äúa pesquisa foi con¬≠clu√≠¬≠da‚ÄĚ e que ele tem a com¬≠pro¬≠va√ß√£o de que o tra¬≠bal¬≠ho foi reg¬≠istra¬≠do em um ‚Äúcart√≥rio acad√™mi¬≠co‚ÄĚ.

Entre os nomes que est√£o sendo indi¬≠ca¬≠dos a Bol¬≠sonaro para sub¬≠sti¬≠tuir Decotel¬≠li est√° o de Anto¬≠nio Fre¬≠itas, defen¬≠di¬≠do pelo mes¬≠mo grupo mil¬≠i¬≠tar e pelo dono da Unisa, Anto¬≠nio Veronezi, que tem exer¬≠ci¬≠do grande influ√™n¬≠cia no gov¬≠er¬≠no. Ele √© pro¬≠fes¬≠sor tit¬≠u¬≠lar de Engen¬≠haria de Pro¬≠du√ß√£o da Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade Fed¬≠er¬≠al Flu¬≠mi¬≠nense (UFF) e mem¬≠bro do Con¬≠sel¬≠ho Nacional de Edu¬≠ca√ß√£o (CNE). Na pro¬≠fus√£o de nomes sendo indi¬≠ca¬≠dos surgiu tam¬≠b√©m o de Gilber¬≠to Gon√ßalves Gar¬≠cia, que tem for¬≠ma√ß√£o em filosofia e foi reitor de v√°rias uni¬≠ver¬≠si¬≠dades pri¬≠vadas.

Out¬≠ro nome que surgiu foi o de Mar¬≠cus Vin√≠¬≠cius Rodrigues, que foi pres¬≠i¬≠dente do Insti¬≠tu¬≠to Nacional de Estu¬≠dos e Pesquisas Edu¬≠ca¬≠cionais (Inep/MEC) na gest√£o de Ricar¬≠do Velez. Ele √© engen¬≠heiro e lig¬≠a¬≠do ao mes¬≠mo grupo mil¬≠i¬≠tar de Decotel¬≠li. Rodrigues deixou o Inep depois de desen¬≠tendi¬≠men¬≠to com o grupo lig¬≠a¬≠do a Ola¬≠vo de Car¬≠val¬≠ho.

Al√©m dele, o evang√©li¬≠co Bened¬≠i¬≠to Guimar√£es Aguiar Neto, que foi reitor da Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade Pres¬≠bi¬≠te¬≠ri¬≠ana Macken¬≠zie e hoje √© pres¬≠i¬≠dente da Capes, no MEC, tam¬≠b√©m √© defen¬≠di¬≠do por Veronezi. Cor¬≠ren¬≠do por fora est√° o atu¬≠al reitor do Insti¬≠tu¬≠to Tec¬≠nol√≥gi¬≠co de Aeron√°u¬≠ti¬≠ca (ITA), Ander¬≠son Cor¬≠rea, que foi pres¬≠i¬≠dente da Capes j√° no gov¬≠er¬≠no Bol¬≠sonaro.

 

*Com infor¬≠ma√ß√Ķes do Estad√£o e Cor¬≠reio Braziliense

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