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1.0 - RADARpolítica

Cerca de um terço dos Vereadores do RJ são contra projeto de Crivella

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, terá trabalho nas próximas semanas para aprovar, na Câmara de Vereadores, o projeto de lei que pretende taxar em 11% para a Previdência todos os inativos e pensionistas vinculados à Prefeitura do Rio que recebem vencimentos mensais acima de R$ 5.645,80. O EXTRA ouviu 42 dos 51 vereadores. Todos foram procurados, mas nove parlamentares não se manifestaram ou não responderam à pesquisa. Dos consultados, 18 já garantiram ser contrários à intenção. O número equivale a mais de um terço da Casa.

— A taxação dos servidores não é uma opção para amenizar a crise financeira. Para piorar, a prefeitura não mostrar dados sobre como isso vai ajudar (nas contas) — alertou o vereador Paulo Pinheiro (PSOL).

Para o vereador Jones Moura (PSD), que é servidor licenciado, a conta do rombo da Previdência não pode cair no colo dos inativos:

— Não podemos concordar com mais uma medida que penaliza o servidor por erros das gestões passadas.

A esperança do governo é de convencer os indecisos ou os que aguardam a chegada do projeto para discussão. Foram 22 os que se mostraram abertos aos argumentos da prefeitura.

— Quero o ver o que será enviado. Ao votar o IPTU, o prefeito vendeu lebre por peixe. No final, votamos um projeto diferente do que pensávamos. Vamos aguardar para saber o que o governo pretende desta vez — disse Renato Moura (PDT).

O assunto promete, também, dividir a base governista. Vereadores de PMDB, PTB e PSD já se colocaram contra a taxação.

Diante da resistência da Câmara, a prefeitura já iniciou as conversas com os vereadores. O envio do projeto, antes programado para a segunda-feira passada, será feito nesta semana.

Por ser um projeto de lei, o prefeito precisará de maioria absoluta para aprovar o tema. Serão necessários 26 votos (metade mais um) entre os 50 votantes possíveis. O presidente da Casa, vereador Jorge Felippe, fica fora da votação. Também serão necessárias aprovações em duas discussões.

Fonte: Extra

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