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BNDES aprova R$ 5,2 bilhões para linha de transmissão de UHE Belo Monte (PA) ao RJ

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 5,2 bilhões para a Xingu Rio Transmissora de Energia S.A. (XRTE), empresa pertencente ao grupo chinês State Grid (maior do setor de energia do mundo), para implantação de sistema de transmissão que irá conectar a Estação Conversora Xingu (PA) à Estação Conversora Terminal Rio (RJ) para escoamento da energia gerada pela Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte, localizada no estado do Pará.

Essa linha de transmissão constituirá o 2º bipolo para transmitir à Região Sudeste a energia da UHE Belo Monte quando a usina estiver gerando a plena capacidade. Também financiado pelo BNDES, o 1º bipolo conecta a Estação Conversora Xingu (PA) à Estação Conversora de Estreito (MG) e já vem desde dezembro/2017 efetuando a transmissão da energia gerada pela hidrelétrica.

O empréstimo do BNDES para a XRTE representa 61% dos investimentos totais do projeto, no valor de R$ 8,5 bilhões. Estima-se que sejam criados 8 mil empregos diretos e 24 mil indiretos durante a fase de implantação do projeto. A linha de transmissão atravessará 79 municípios nos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Detalhamento – Entre os investimentos previstos estão a implantação da linha de transmissão de 800 kV, em corrente contínua, com 2.535 km de extensão, e as estações conversoras Xingu, em Altamira/PA, e Terminal Rio, em Nova Iguaçu/RJ. O BNDES financiará também investimentos sociais no valor de R$ 12 milhões na área de influência do projeto, além dos investimentos socioambientais de caráter obrigatório previstos no Licenciamento Ambiental.

Assim como o 1° bipolo, o 2º utilizará a tecnologia de Ultra-Alta Tensão (UAT), até então inédita no Brasil. Essa tecnologia é mais eficiente para transmissão de grandes quantidades de energia e a grandes distâncias, uma vez que possibilita menos perdas. Além disso, a utilização da tecnologia UAT é interessante do ponto de vista ambiental, uma vez que requer menores áreas de passagem e de supressão vegetal em relação às tecnologias de transmissão convencionais.

Foto: Divulgação

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