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economia

Fundos de pens√£o reduzem d√©ficit para R$ 9,3 bilh√Ķes em julho

Com cer¬≠ca de R$ 982 bil¬≠h√Ķes em ativos sob gest√£o no mer¬≠ca¬≠do, de aprox¬≠i¬≠mada¬≠mente 900 mil aposen¬≠ta¬≠dos e pen¬≠sion¬≠istas, o sis¬≠tema da pre¬≠v¬≠id√™n¬≠cia com¬≠ple¬≠men¬≠tar fecha¬≠da tam¬≠b√©m vem se recu¬≠peran¬≠do dos estra¬≠ga¬≠dos cau¬≠sa¬≠dos pela Covid-19, embal¬≠a¬≠do pela retoma¬≠da da Bol¬≠sa.

Em mar√ßo, na fase mais agu¬≠da da crise, o d√©ficit dos fun¬≠dos de pen¬≠s√£o, que cor¬≠re¬≠sponde √† insu¬≠fi¬≠ci√™n¬≠cia finan¬≠ceira pro¬≠je¬≠ta¬≠da para hon¬≠rar com os com¬≠pro¬≠mis¬≠sos jun¬≠to aos segu¬≠ra¬≠dos no futuro, chegou a R$ 58 bil¬≠h√Ķes.

Com a forte recu¬≠per¬≠a√ß√£o de quase 60% das a√ß√Ķes des¬≠de o piso do ano, o rom¬≠bo caiu, em jul¬≠ho, para R$ 9,3 bil¬≠h√Ķes, segun¬≠do dados divul¬≠ga¬≠dos nes¬≠ta quin¬≠ta-feira pela Abrapp, asso¬≠ci¬≠a√ß√£o nacional do setor.

A carteira glob­al de inves­ti­men­tos dos cer­ca de 300 fun­dos de pen­são do país, por sua vez, que reg­istrou um tombo médio de 6,3% em março, acu­mu­la retorno pos­i­ti­vo de 1,83% no ano, até jul­ho.

Em cole­ti­va online com a impren­sa, o pres­i­dente da Abrapp, Luis Ricar­do Mar­tins, se mostrou con­fi­ante com a con­tinuidade da recu­per­ação dos mer­ca­dos até dezem­bro.

‚ÄúIre¬≠mos bater nos¬≠sas metas atu¬≠ar¬≠i¬≠ais‚ÄĚ, afir¬≠mou o espe¬≠cial¬≠ista, em refer¬≠√™n¬≠cia √† rentabil¬≠i¬≠dade m√≠n¬≠i¬≠ma que as enti¬≠dades pre¬≠cisam cumprir anual¬≠mente para man¬≠ter a solv√™n¬≠cia den¬≠tro do plane¬≠ja¬≠do. ‚ÄúVamos ter um fechamen¬≠to de ano que n√£o ser√° nada cat¬≠a¬≠str√≥¬≠fi¬≠co como se apon¬≠tou em mar√ßo.‚ÄĚ

Ape­nas como refer­ên­cia, já que cada fun­do de pen­são tem a própria meta, a depen­der da idade média dos par­tic­i­pantes, a da Pre­vi, do Ban­co do Brasil, que é a maior do país, cor­re­sponde a 4,75% neste ano, além da vari­ação do INPC, que sobe 1,1%, de janeiro a jul­ho.

Na contram√£o

Ape­sar de os juros baixos forçarem a bus­ca por diver­si­fi­cação, entre os fun­dos de pen­são, con­heci­dos pelo maior con­ser­vadoris­mo por lidarem com o din­heiro da aposen­ta­do­ria de ter­ceiros, o movi­men­to em direção ao risco está deva­gar. E mais do que isso. Em uma análise exten­sa, a parcela de menor volatil­i­dade não só não perdeu, como gan­hou espaço.

Do port¬≠f√≥lio total apli¬≠ca¬≠do no mer¬≠ca¬≠do pelas fun¬≠da√ß√Ķes, a maior parte est√° na ren¬≠da fixa, que respon¬≠dia por 73,6% das reser¬≠vas, em jul¬≠ho. Em 2013, a classe rep¬≠re¬≠sen¬≠ta¬≠va 60,4% dos inves¬≠ti¬≠men¬≠tos das fun¬≠da√ß√Ķes de pre¬≠v¬≠id√™n¬≠cia com¬≠ple¬≠men¬≠tar fecha¬≠da, e tem oscila¬≠do no pata¬≠mar atu¬≠al des¬≠de 2016.

Já o espaço ocu­pa­do pela ren­da var­iáv­el encer­rou jul­ho de 2020 em 18,9%, con­tra 29% há sete anos, e 19,6%, em dezem­bro de 2019.

Por Lucas Bombana/InfoMoney

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