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Europa se prepara para segunda onda de Covid-19

Pa√≠s¬≠es europeus come√ßaram a fechar esco¬≠las e can¬≠ce¬≠lar cirur¬≠gias, indo muito al√©m das restri√ß√Ķes √† vida social ago¬≠ra que autori¬≠dades sobre¬≠car¬≠regadas enfrentam o ressurg¬≠i¬≠men¬≠to da Covid-19 √†s v√©speras da chega¬≠da do inver¬≠no.

A maio¬≠r¬≠ia da na√ß√Ķes da Europa ameni¬≠zou seus lock¬≠downs durante o ver√£o para come√ßar a reati¬≠var as econo¬≠mias j√° a cam¬≠in¬≠ho de retra√ß√Ķes e cortes de empre¬≠gos in√©di¬≠tos, resul¬≠tantes da primeira onda da pan¬≠demia.

Mas a vol¬≠ta das ativi¬≠dades nor¬≠mais ‚ÄĒ de restau¬≠rantes cheios a novos semes¬≠tres nas uni¬≠ver¬≠si¬≠dades ‚ÄĒ des¬≠en¬≠cadeou um pico acel¬≠er¬≠a¬≠do de casos em todo o con¬≠ti¬≠nente.

Bares e pubs foram dos primeiros a fechar ou ser obri¬≠ga¬≠dos a encur¬≠tar o expe¬≠di¬≠ente nos novos lock¬≠downs, mas ago¬≠ra as taxas de infec√ß√£o cres¬≠centes tam¬≠b√©m est√£o tes¬≠tando a deter¬≠mi¬≠na√ß√£o dos gov¬≠er¬≠nos a man¬≠ter as esco¬≠las aber¬≠tas e os atendi¬≠men¬≠tos de sa√ļde n√£o rela¬≠ciona¬≠dos √† covid em fun¬≠ciona¬≠men¬≠to.

A Rep√ļbli¬≠ca Tcheca, que tem o pior √≠ndice per capi¬≠ta europeu, tro¬≠cou o ensi¬≠no pres¬≠en¬≠cial pelo vir¬≠tu¬≠al e os hos¬≠pi¬≠tais come√ßaram a sus¬≠pender oper¬≠a√ß√Ķes sem urg√™n¬≠cia para lib¬≠er¬≠ar leitos. Bares, restau¬≠rantes e clubes fecharam.

‚Äú√Äs vezes esta¬≠mos √† beira do choro, isso acon¬≠tece com bas¬≠tante fre¬≠qu√™n¬≠cia ago¬≠ra‚ÄĚ, disse Lenka Kre¬≠j¬≠co¬≠va, chefe de enfer¬≠magem do hos¬≠pi¬≠tal Slany, no noroeste de Pra¬≠ga, enquan¬≠to oper√°rios cor¬≠ri¬≠am pelos corre¬≠dores para trans¬≠for¬≠mar uma ala ger¬≠al em um depar¬≠ta¬≠men¬≠to para pacientes infec¬≠ta¬≠dos com o novo coro¬≠n¬≠av√≠rus.

Nes­ta quar­ta-feira, as autori­dades de Moscou dis­ser­am que ado­tarão o ensi­no vir­tu­al para muitos estu­dantes a par­tir de segun­da-feira, e a Irlan­da do Norte anun­ciou um fechamen­to de duas sem­anas das esco­las.

As grandes econo¬≠mias europeias da Ale¬≠man¬≠ha, Reino Unido e Fran√ßa v√™m resistin¬≠do √† press√£o para fechar as esco¬≠las, uma medi¬≠da que criou transtornos para a for√ßa de tra¬≠bal¬≠ho durante os lock¬≠downs de pri¬≠mav¬≠era, j√° que os pais tiver¬≠am que se dividir entre os cuida¬≠dos com os fil¬≠hos e o tra¬≠bal¬≠ho em casa.

A Holan¬≠da reto¬≠mou um lock¬≠down par¬≠cial nes¬≠ta quar¬≠ta-feira (14), fechan¬≠do bares e restau¬≠rantes, mas man¬≠teve as esco¬≠las aber¬≠tas.

As infec√ß√Ķes europeias v√™m se man¬≠ten¬≠do em uma m√©dia de quase 100 mil por dia, obri¬≠g¬≠an¬≠do gov¬≠er¬≠nos a adotarem uma var¬≠iedade de restri√ß√Ķes sev¬≠eras, e cada um deles ten¬≠ta cal¬≠i¬≠br√°-las para pro¬≠te¬≠ger a sa√ļde sem destru¬≠ir os meios de sub¬≠sist√™n¬≠cia.

‚Äú√Č uma bagun√ßa, √© uma bagun√ßa, meu fil¬≠ho, o que pos¬≠so diz¬≠er? Real¬≠mente n√£o sabe¬≠mos o que ser√° de n√≥s‚ÄĚ, disse um aposen¬≠ta¬≠do ital¬≠iano em Roma.

Edição: Denise Griesinger/AB

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