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As empresas que mais contratam brasileiros nos EUA

O Brasil foi o sexto pa√≠s com mais cidad√£os sendo empregados nos EUA em 2021, atr√°s apenas da √ćndia, China, M√©xico, Coreia do Sul e Filipinas, de acordo com um levantamento do escrit√≥rio de advocacia AG Immigration, especializado em green cards e vistos de trabalho para os EUA, com dados do Departamento de Trabalho do pa√≠s.

√Č em busca de um cen√°rio de maior estabilidade socioecon√īmica, e principalmente de melhores sal√°rios, que muitos brasileiros embarcam para os EUA, n√£o mais visando trabalhos informais ou subempregos, mas carreiras que exigem especializa√ß√£o e em grandes empresas como Microsoft e Google.

Al√©m dessas duas, Abbyland Foods, Orion Travel Technologies e SS Concrete Floors foram as que mais contrataram imigrantes brasileiros. Juntas, as companhias contrataram 142 brasileiros ‚Äď ou 9,9% de todas as 1.428 admiss√Ķes no ano fiscal de 2021 (de 1¬ļ de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021). Eles foram aos Estados Unidos para receber, em m√©dia, um sal√°rio anual de US$ 84 mil ‚Äď ou cerca de R$ 37 mil por m√™s.

As remunera√ß√Ķes variam e dependem dos cargos e das empresas. O maior sal√°rio foi de R$ 152 mil por m√™s para um desenvolvedor de softwares contratado pela Netflix e graduado pela PUC-Rio.

Seis brasileiros tamb√©m foram contratados para ocupar a posi√ß√£o de vice-presidente em institui√ß√Ķes financeiras como Goldman Sachs, BNP Paribas e Santander. E 27 pesquisadores e professores foram admitidos em universidades americanas por meio do green card.

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Um economista do Goldman Sachs foi admitido com um salário equivalente a R$ 142 mil por mês e um jornalista do LinkedIn, por R$ 119 mil.

Depois do setor de restaurantes e cafeterias, a área que mais contratou brasileiros foi a de tecnologia, programação e serviços computacionais, que exige profissionais altamente especializados, em empresas como SAP, Uber, HP e IBM. Os cargos mais desejados são os de desenvolvedores e analistas de sistemas.

Rodrigo Costa, CEO da AG Immigration, explica a defasagem na for√ßa de trabalho americana. ‚ÄúOs Estados Unidos precisam obrigatoriamente contratar m√£o de obra estrangeira para dar conta de preencher todos esses postos de trabalho‚ÄĚ, diz. Engenheiros, programadores, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas e pilotos de avi√£o acabam sendo atra√≠dos pelos altos sal√°rios caracter√≠sticos de um mercado em escassez.

Um fator que ajuda é a política imigratória do presidente Joe Biden, com medidas administrativas para aumentar o limite de vistos de trabalho e facilitar a entrada de profissionais estrangeiros, sobretudo da área conhecida como STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

Do Brasil aos EUA

‚ÄúUm grande n√ļmero de brasileiros tem ido aos EUA para trabalhar em √°reas que exigem especializa√ß√£o e n√≠veis educacionais mais elevados‚ÄĚ, explica Costa. Os motivos, ele diz, s√£o a proximidade cultural do Brasil com os EUA e a amplia√ß√£o do acesso ao ensino superior e a forma√ß√£o de uma m√£o de obra qualificada. ‚ÄúO profissional brasileiro √© muito bem avaliado pelos empregadores americanos em raz√£o de sua √©tica profissional, dedica√ß√£o e atendimento humanizado.‚ÄĚ

Dos 1.428 brasileiros contratados no per√≠odo, 520 tinham bacharelado, 157 haviam feito mestrado e 39 conclu√≠ram o doutorado. Os cursos superiores mais comuns entre eles foram administra√ß√£o de empresas, ci√™ncia da computa√ß√£o, engenharia el√©trica, engenharia mec√Ęnica, sistemas de informa√ß√£o, economia e engenharia da computa√ß√£o.

Como se preparar para trabalhar nos EUA

Para conseguir um visto ou green card, n√£o √© preciso falar ingl√™s, mas pesquisas mostram que quanto melhor o seu conhecimento no idioma, maior pode ser o seu sal√°rio. Segundo um estudo do grupo de pesquisa americano Brookings, imigrantes que v√£o para os EUA falando ingl√™s fluentemente t√™m remunera√ß√Ķes at√© 135% maiores do que aqueles que n√£o dominam o idioma.

Ser fluente em ingl√™s faz de voc√™ um profissional bil√≠ngue nos EUA. ‚ÄúEm cidades como Nova York, Boston e Miami, por exemplo, saber falar ingl√™s e portugu√™s √© um enorme diferencial, que tamb√©m se traduz em sal√°rios maiores‚ÄĚ, diz Costa.

Em rela√ß√£o √† documenta√ß√£o necess√°ria, ele explica que depende do tipo de visto para entrar no pa√≠s, permanente ou tempor√°rio, por exemplo. ‚ÄúOs EUA t√™m mais de 150 tipos de vistos, cada um com suas exig√™ncias, e alguns deles com crit√©rios bem subjetivos.‚ÄĚ

As exigências, em geral, são estas:

Vistos que n√£o exigem que a pessoa tenha uma oferta de emprego formal de uma empresa americana
‚Äď Passaporte;
‚Äď Evid√™ncias que comprovem habilidades acima da m√©dia, de acordo com as exig√™ncias de cada visto (reportagens, artigos publicados, livros, participa√ß√£o em bancas, pr√™mios, etc);
‚Äď Diploma e hist√≥rico escolar;
‚Äď Comprovante de remunera√ß√£o acima da m√©dia da sua √°rea (holerites, extratos, etc);
‚Äď Cartas de recomenda√ß√£o;
‚Äď Exames M√©dicos e atestado de vacina√ß√£o;
‚Äď Atestado de antecedentes criminais.

Vistos que exigem que a pessoa tenha uma oferta de emprego formal de uma empresa americana
‚Äď Passaporte;
‚Äď Oferta de trabalho;
‚Äď Certifica√ß√£o laboral;
‚Äď Curr√≠culo;
‚Äď Diploma e hist√≥rico escolar;
‚Äď Atestado de antecedentes criminais;
‚Äď Exames M√©dicos e atestado de vacina√ß√£o;
‚Äď Atestado de profici√™ncia em ingl√™s (apenas se o empregador pedir; n√£o √© necess√°rio para o visto).

*Com informa√ß√Ķes da Forbes