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sa√ļde

Adoçante: mocinho ou vilão?

Vive¬≠mos um per√≠o¬≠do em que a bus¬≠ca pela per¬≠da de peso √© con¬≠stante, e uma das estrat√©¬≠gias mais usadas √© a tro¬≠ca do a√ß√ļ¬≠car refi¬≠na¬≠do pelo ado√ßante. Mas ser√° que ele real¬≠mente faz bem a nos¬≠sa sa√ļde? Segun¬≠do a nutri¬≠cionista Aline Quis¬≠sak, pre¬≠cisamos anal¬≠is¬≠ar alguns pon¬≠tos impor¬≠tantes antes de tomar¬≠mos decis√Ķes.O primeiro deles √© o porqu√™ a√ß√ļ¬≠car refi¬≠na¬≠do faz mal √† sa√ļde. Segun¬≠do a espe¬≠cial¬≠ista, por tr√™s motivos:

1) √Č uma calo¬≠ria vazia, ou seja, o cor¬≠po n√£o uti¬≠liza ele como ener¬≠gia para as ativi¬≠dades di√°rias, por isso, ele √© facil¬≠mente trans¬≠for¬≠ma¬≠do em gor¬≠du¬≠ra pelo cor¬≠po, prin¬≠ci¬≠pal¬≠mente abdom¬≠i¬≠nal.

2) Ele con­tém com­pos­tos quími­cos arti­fi­ci­ais, que foram uti­liza­dos no proces­so de refi­na­men­to para deixa-lo bran­quin­ho, reti­ran­do assim todos os nutri­entes, vit­a­m­i­nas e min­erais orig­inários da cana.

3) Por ser a√ß√ļ¬≠car puro, o cor¬≠po tem muito tra¬≠bal¬≠ho para ‚Äúlimp√°-lo‚ÄĚ como tox¬≠i¬≠na do cor¬≠po, ent√£o a pro¬≠du√ß√£o de hor¬≠m√īnios aumen¬≠ta na ten¬≠ta¬≠ti¬≠va de expul¬≠sar esse a√ß√ļ¬≠car ou uti¬≠liz√°-lo de algu¬≠ma for¬≠ma para n√£o acu¬≠mu¬≠lar, o prob¬≠le¬≠ma √© isso causa um dese¬≠qui¬≠l√≠brio no cor¬≠po, j√° que exi¬≠gi muito tra¬≠bal¬≠ho para algo que ele n√£o ir√° uti¬≠lizar.At√© a√≠ tudo bem, mas qual √© prob¬≠le¬≠ma do ado√ßante? Afi¬≠nal, ele n√£o tem a√ß√ļ¬≠car, n√£o √© refi¬≠na¬≠do, e n√£o tem calo¬≠rias? Alguns espe¬≠cial¬≠is¬≠tas afir¬≠mam que o grande prob¬≠le¬≠ma est√° no ado√ßante arti¬≠fi¬≠cial, que podem causar prob¬≠le¬≠mas como gas¬≠es, irri¬≠ta√ß√£o estom¬≠acal e at√© c√Ęncer. Mas que os chama¬≠dos ado√ßantes nat¬≠u¬≠rais, como ste¬≠via e xyl¬≠i¬≠tol, n√£o apre¬≠sen¬≠tam tais car¬≠ac¬≠ter√≠s¬≠ti¬≠cas.

E √© a√≠ que est√° o prob¬≠le¬≠ma, segun¬≠do a nutri¬≠cionista. Quan¬≠do con¬≠sum¬≠i¬≠mos um brigadeiro, por exem¬≠p¬≠lo, e sen¬≠ti¬≠mos o sabor doce, h√° um sinal qu√≠mi¬≠co envi¬≠a¬≠do para o c√©re¬≠bro recon¬≠hecen¬≠do esse sabor. Auto¬≠mati¬≠ca¬≠mente o c√©re¬≠bro rela¬≠ciona doce com alta calo¬≠ria, envian¬≠do out¬≠ro sinal qu√≠mi¬≠co para o estom¬≠a¬≠go dizen¬≠do: ‚ÄúPre¬≠pare-se para a pro¬≠du√ß√£o de enz¬≠i¬≠mas diges¬≠ti¬≠vas porque exis¬≠tem altas calo¬≠rias para voc√™ digerir‚ÄĚ. Quan¬≠do o brigadeiro chega ao est√ī¬≠ma¬≠go come√ßa todo o proces¬≠so de digest√£o e depois de absor√ß√£o no intesti¬≠no.

Ago¬≠ra, e se eu con¬≠sumir um pro¬≠du¬≠to com ado√ßante? O mes¬≠mo sinal qu√≠mi¬≠co acon¬≠tece, j√° que min¬≠ha l√≠n¬≠gua tam¬≠b√©m vai recon¬≠hecer o sabor doce, cer¬≠to? ‚ÄúO prob¬≠le¬≠ma est√° a√≠, o ado√ßante n√£o tem calo¬≠rias, ou seja, quan¬≠do o doce chega ao est√ī¬≠ma¬≠go, ele n√£o tem o que digerir, s√≥ que ele esta¬≠va esperan¬≠do essas calo¬≠rias chegarem, e isso aca¬≠ba por ger¬≠ar alguns prob¬≠le¬≠mas de sa√ļde‚ÄĚ, expli¬≠ca a espe¬≠cial¬≠ista.

O con­sumo de adoçantes pode causar doenças como Gas­trites e Ulceras, já que são lib­er­adas muitas enz­i­ma e áci­dos, que não são uti­liza­dos pelo cor­po. Além de des­en­cadear uma com­pul­são ali­men­tar, e, prin­ci­pal­mente o aumen­to da von­tade de ingestão de doces.

‚ÄúQuan¬≠do o est√ī¬≠ma¬≠go percebe que n√£o rece¬≠beu as calo¬≠rias que esta¬≠va esperan¬≠do, ele retor¬≠na o sinal qu√≠mi¬≠co para o c√©re¬≠bro dizen¬≠do que aque¬≠la calo¬≠ria n√£o veio e pedin¬≠do por ela, e isso √© traduzi¬≠do pelo c√©re¬≠bro como ‚Äėfome‚Äô. Na ten¬≠ta¬≠ti¬≠va de suprir essa neces¬≠si¬≠dade, o cor¬≠po age por impul¬≠so, req¬≠ui¬≠si¬≠tan¬≠do ener¬≠gia r√°p¬≠i¬≠da. E qual a for¬≠ma de ener¬≠gia r√°p¬≠i¬≠da? A√ß√ļ¬≠car. Por isso, sen¬≠ti¬≠mos essa von¬≠tade exager¬≠a¬≠da de com¬≠er doces e mas¬≠sas‚ÄĚ, com¬≠ple¬≠ta.Al√©m de tudo isso, o Ph do ado√ßante n√£o √© com¬≠pat√≠v¬≠el com o intesti¬≠no, matan¬≠do as bac¬≠t√©rias boas, respon¬≠s√°veis pela absor√ß√£o de c√°l¬≠cio, fer¬≠ro, pro¬≠du√ß√£o de imu¬≠nidade, hor¬≠m√īnios do ema¬≠grec¬≠i¬≠men¬≠to e ger¬≠a√ß√£o de gas¬≠es.

Dev­i­do a isso, é comum pes­soas que con­somem uma grande quan­ti­dade de pro­du­tos diet, adoçante sendo ele nat­ur­al ou não, com uma bar­ri­ga car­ac­terís­ti­ca: um inchaço car­ac­terís­ti­co de gor­du­ra acu­mu­la­da cen­tral­mente.

E para com­ple­tar a lista, o con­sumo diário de adoçante diminui a imu­nidade, cau­san­do prob­le­mas como com rinite, sinusite, gripes e res­fri­a­dos com maior fre­quên­cia.

 

Fotos: Repro­dução

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