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Neurocientista brasileira da Rede Sarah recebe prêmio internacional

A neu¬≠ro¬≠ci¬≠en¬≠tista e pres¬≠i¬≠dente da Rede Sarah de hos¬≠pi¬≠tais, L√ļcia Willadi¬≠no Bra¬≠ga, rece¬≠beu o pr√™mio Dis¬≠tin¬≠guished Career Award, da Sociedade Inter¬≠na¬≠cional de Neu¬≠rop¬≠si¬≠colo¬≠gia (INS, na sigla em ingl√™s). O pr√™mio √© con¬≠ce¬≠di¬≠do a cien¬≠tis¬≠tas com anos de car¬≠reira, que ten¬≠ham dado con¬≠tribui√ß√Ķes impor¬≠tantes para o setor.

A pre¬≠mi¬≠a√ß√£o ocor¬≠reu na noite de quar¬≠ta-feira (10), no Rio de Janeiro, durante o encon¬≠tro anu¬≠al do INS, real¬≠iza¬≠do no Brasil este ano. H√° 40 anos na Rede Sarah, L√ļcia √© a primeira pes¬≠soa lati¬≠no-amer¬≠i¬≠cana a rece¬≠ber a pre¬≠mi¬≠a√ß√£o. Momen¬≠tos antes de rece¬≠ber o pr√™mio, L√ļcia con¬≠ver¬≠sou com a reportagem da Ag√™n¬≠cia Brasil.

Ag√™n¬≠cia Brasil: N√≥s con¬≠hece¬≠mos muito ou con¬≠hece¬≠mos pouco o c√©re¬≠bro?
L√ļcia Bra¬≠ga: Eu acho que ain¬≠da con¬≠hece¬≠mos pouco. Se a gente com¬≠parar com 20 anos atr√°s, a gente con¬≠hece muito mais. Mas se a gente pen¬≠sar daqui a 20 anos, real¬≠mente vai achar que sabia muito pouco hoje. A gente tem mui¬≠ta coisa a desco¬≠brir no c√©re¬≠bro. Cada dia est√° desco¬≠brindo mais. Isso que √© muito boni¬≠to, con¬≠stru¬≠ir um con¬≠hec¬≠i¬≠men¬≠to. O que eu acho legal deste momen¬≠to √© que o Brasil faz parte da con¬≠stru√ß√£o do con¬≠hec¬≠i¬≠men¬≠to inter¬≠na¬≠cional em neu¬≠ro¬≠ci√™n¬≠cia. Ent√£o n√≥s esta¬≠mos geran¬≠do o con¬≠hec¬≠i¬≠men¬≠to. Isso √© muito impor¬≠tante para o pa√≠s.

Ag√™n¬≠cia Brasil: De quarenta anos para c√° mudou muito na neu¬≠rop¬≠si¬≠colo¬≠gia?
L√ļcia Bra¬≠ga: Nes¬≠sa √©poca s√≥ tin¬≠ha o raio‚ÄĎX, nem tomo¬≠grafia havia. Ent√£o tudo a gente tin¬≠ha que provar pelo com¬≠por¬≠ta¬≠men¬≠to. E hoje a gente pode com¬≠pro¬≠var as mudan√ßas no com¬≠por¬≠ta¬≠men¬≠to e as mudan√ßas que ocor¬≠rem no c√©re¬≠bro. Ent√£o hoje a gente entende muito mais o c√©re¬≠bro. Depois que vier¬≠am os equipa¬≠men¬≠tos de neu¬≠roim¬≠agem, a gente p√īde ver o c√©re¬≠bro fun¬≠cio¬≠nan¬≠do, ficou muito mais pro¬≠fun¬≠da a nos¬≠sa an√°lise sobre tudo o que acon¬≠tece no c√©re¬≠bro e come√ßamos a desco¬≠brir muitas coisas do c√©re¬≠bro que n√≥s n√£o sab√≠amos. Ent√£o, os √ļlti¬≠mos anos t√™m tido in√ļmeras descober¬≠tas, por parte de todos n√≥s, neu¬≠ro¬≠ci¬≠en¬≠tis¬≠tas, em fun√ß√£o de gan¬≠hos tec¬≠nol√≥gi¬≠cos de diag¬≠n√≥s¬≠ti¬≠cos.

Ag√™n¬≠cia Brasil: O seu recon¬≠hec¬≠i¬≠men¬≠to √© impor¬≠tante para a sen¬≠ho¬≠ra e para o pa√≠s tam¬≠b√©m?
L√ļcia Bra¬≠ga: Acho que √© muito impor¬≠tante, porque colo¬≠ca o Brasil geran¬≠do con¬≠hec¬≠i¬≠men¬≠to. E quan¬≠do √© um pr√™mio de car¬≠reira, √© uma tra¬≠jet√≥ria que eu fiz, mas eu e os meus cole¬≠gas da Rede Sarah, porque ningu√©m faz nada soz¬≠in¬≠ho. A inter¬≠a√ß√£o com os cien¬≠tis¬≠tas brasileiros. Ent√£o √© um pr√™mio que n√£o √© para mim, mas para todos os brasileiros.

Ag√™n¬≠cia Brasil: Tam¬≠b√©m √© um est√≠¬≠mu¬≠lo para os jovens que est√£o entran¬≠do na fac¬≠ul¬≠dade‚Ķ
L√ļcia Bra¬≠ga: Sim. A gente pre¬≠cisa se apro¬≠fun¬≠dar em neu¬≠ro¬≠ci√™n¬≠cia. Tem mui¬≠ta coisa para desco¬≠brir. E tem pes¬≠soas incr√≠veis no pa√≠s. Vamos dar opor¬≠tu¬≠nidade para essas pes¬≠soas pesquis¬≠arem. Estu¬≠dantes, jovens, pes¬≠soas inter¬≠es¬≠sadas nos mis¬≠t√©rios do c√©re¬≠bro.

Ag√™n¬≠cia Brasil: Aos 50 ou 60 anos a pes¬≠soa tem que con¬≠tin¬≠uar a estu¬≠dar, para man¬≠ter a neu¬≠ro¬≠plas¬≠ti¬≠ci¬≠dade?
L√ļcia Bra¬≠ga: Vou mostrar em min¬≠ha palestra [no segun¬≠do dia do encon¬≠tro] o que muda na sub¬≠st√Ęn¬≠cia cinzen¬≠ta e na sub¬≠st√Ęn¬≠cia bran¬≠ca do c√©re¬≠bro quan¬≠do a gente aprende. Ent√£o isso √© a import√Ęn¬≠cia do apren¬≠der. O estu¬≠do √© per¬≠ma¬≠nente e voc√™ pode con¬≠tin¬≠uar desen¬≠vol¬≠ven¬≠do novas redes neu¬≠ron¬≠ais depois dos 50 ou 60 anos. Pode e deve. Antes se acha¬≠va que n√£o se podia mais. Que a par¬≠tir de um momen¬≠to voc√™ j√° esta¬≠va com o c√©re¬≠bro con¬≠stru√≠¬≠do. O que √© h√° √© uma espe¬≠cial¬≠iza¬≠√ß√£o do c√©re¬≠bro durante a vida. Ent√£o o c√©re¬≠bro do adul¬≠to j√° est√° mais orga¬≠ni¬≠za¬≠do que o da cri¬≠an√ßa, que tem mais plas¬≠ti¬≠ci¬≠dade. Mas n√£o sig¬≠nifi¬≠ca que este¬≠ja estag¬≠na¬≠do. A gente tem que con¬≠tin¬≠uar em frente. Apren¬≠den¬≠do coisas, tro¬≠can¬≠do ideias, tro¬≠can¬≠do con¬≠hec¬≠i¬≠men¬≠tos. Toda a apren¬≠diza¬≠gem exerci¬≠ta o c√©re¬≠bro.

Ag√™n¬≠cia Brasil: Como fun¬≠ciona a Rede Sarah? Tem aporte pri¬≠va¬≠do?
L√ļcia Bra¬≠ga: A Rede Sarah √© 100% p√ļbli¬≠ca. E isso pro¬≠va que o servi√ßo p√ļbli¬≠co pode fun¬≠cionar, sim. Com boa gest√£o, transpar√™n¬≠cia, gov¬≠er¬≠nan√ßa e cuida¬≠do, a gente vai mostran¬≠do que n√≥s temos todo um Brasil pos¬≠s√≠v¬≠el. Pre¬≠cisamos olhar mais para esse pa√≠s. S√£o nove unidades. Temos hos¬≠pi¬≠tais em Bras√≠lia, S√£o Lu√≠s, Sal¬≠vador, Belo Hor¬≠i¬≠zonte, For¬≠t¬≠aleza, Bel√©m, Macap√°, Rio de Janeiro. Aten¬≠demos 1,7 mil¬≠h√£o de pes¬≠soas por ano. Faze¬≠mos um atendi¬≠men¬≠to todo human¬≠ista, com evid√™n¬≠cias cien¬≠t√≠¬≠fi¬≠cas. √Č um atendi¬≠men¬≠to todo p√ļbli¬≠co. A entra¬≠da √© pelo site. Bas¬≠ta a pes¬≠soa entrar. Quem n√£o tem aces¬≠so por inter¬≠net, pode lig¬≠ar.

Crédi­to: Agên­cia Brasil

Foto: Fer¬≠nan¬≠do Fraz√£o/Ag√™ncia Brasil

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