PUBLICIDADE

economia

Vendas no comércio varejista crescem 8% de maio para junho, diz IBGE

O com√©r¬≠cio vare¬≠jista cresceu 8% em jun¬≠ho na com¬≠para¬≠√ß√£o com o m√™s ante¬≠ri¬≠or. A alta, na s√©rie com ajuste sazon¬≠al, ocor¬≠reu depois do cresci¬≠men¬≠to de 14,4% em maio. Essa foi a segun¬≠da alta con¬≠sec¬≠u¬≠ti¬≠va. A m√©dia m√≥v¬≠el trimes¬≠tral subiu 0,9%, no trimestre que ter¬≠mi¬≠nou em jun¬≠ho. O acu¬≠mu¬≠la¬≠do nos √ļlti¬≠mos 12 meses alcan√ßou 0,1%. Na s√©rie sem ajuste sazon¬≠al, o com√©r¬≠cio vare¬≠jista cresceu 0,5% em rela√ß√£o a jun¬≠ho de 2019. O acu¬≠mu¬≠la¬≠do nos √ļlti¬≠mos 12 meses ficou em 0,1%. Os dados s√£o da Pesquisa Men¬≠sal do Com√©r¬≠cio (PMC), divul¬≠ga¬≠da hoje (12) pelo Insti¬≠tu¬≠to Brasileiro de Geografia e Estat√≠s¬≠ti¬≠ca (IBGE).

Segun­do o IBGE, os destaques foram para hiper­me­r­ca­dos, super­me­r­ca­dos, pro­du­tos ali­men­tí­cios, bebidas e fumo (6,4%); móveis e eletrodomés­ti­cos (25,6%); arti­gos far­ma­cêu­ti­cos, médi­cos, ortopédi­cos, de per­fumaria e cos­méti­cos (7,0%); e out­ros arti­gos de uso pes­soal e domés­ti­co (4,4%). As ativi­dades que apre­sen­taram que­da foram: teci­dos, ves­tuário e calça­dos (-44,5%); com­bustíveis e lubri­f­i­cantes (-16,3%); livros, jor­nais, revis­tas e papelar­ia (-39,5%); e equipa­men­tos e mate­r­i­al para escritório, infor­máti­ca e comu­ni­cação (-10,0%).

Varejo ampliado

O comér­cio vare­jista ampli­a­do, que inclui além do vare­jo as ativi­dades de veícu­los, motos, partes e peças e seg­men­to de mate­r­i­al de con­strução, teve cresci­men­to de 12,6%, em relação a maio, na série com ajuste sazon­al, com o segun­do mês de altas das ativi­dades de veícu­los, motos, partes e peças de 35,2%, enquan­to no mês ante­ri­or ficou em 38,6% e em mate­r­i­al de con­strução de 16,6%, quan­do em maio ficou em 22,3%.

Com o recuo de 0,9%, frente a jun­ho de 2019, o comér­cio vare­jista ampli­a­do reg­istrou a quar­ta taxa neg­a­ti­va con­sec­u­ti­va. O resul­ta­do de jun­ho de 2020 refletiu a con­tribuição de veícu­los, motos, partes e peças (-13,7%) e teci­dos, ves­tuário e calça­dos (-44,5%).

Covid-19

De acor¬≠do com o IBGE, pelo segun¬≠do m√™s con¬≠sec¬≠u¬≠ti¬≠vo, os resul¬≠ta¬≠dos mostraram menor impacto do iso¬≠la¬≠men¬≠to social no com√©r¬≠cio por causa da pan¬≠demia da covid-19. A pesquisa apon¬≠tou que 12,9% do total de empre¬≠sas cole¬≠tadas relataram influ√™n¬≠cia nas suas receitas em jun¬≠ho cau¬≠sadas pelo iso¬≠la¬≠men¬≠to social. Esse pata¬≠mar √© 5,2 pon¬≠tos per¬≠centu¬≠ais abaixo do resul¬≠ta¬≠do do m√™s ante¬≠ri¬≠or, e 15,2 pon¬≠tos per¬≠centu¬≠ais infe¬≠ri¬≠or ao de abril, que reg¬≠istrou 28,1%, maior per¬≠centu¬≠al de impacta¬≠dos des¬≠de mar√ßo, m√™s em come√ßaram as medi¬≠das de restri√ß√£o do com√©r¬≠cio tan¬≠to nas ruas como em shop¬≠pings. Ess¬≠es n√ļmeros indicam que 32,9% dos relatos de jus¬≠ti¬≠fica¬≠ti¬≠va da vari¬≠a√ß√£o de recei¬≠ta das empre¬≠sas da amostra se rela¬≠ciona ao novo coro¬≠n¬≠av√≠rus como prin¬≠ci¬≠pal causa de mod¬≠i¬≠fi¬≠ca√ß√£o no val¬≠or das ven¬≠das.

Vendas

O vol¬≠ume de ven¬≠das do com√©r¬≠cio vare¬≠jista ampli¬≠a¬≠do, que inclui ve√≠cu¬≠los, motos, partes e pe√ßas e de mate¬≠r¬≠i¬≠al de con¬≠stru√ß√£o, cresceu 12,6% em rela√ß√£o a maio, sendo que na m√©dia m√≥v¬≠el do trimestre chegou a 3,9%. Na com¬≠para¬≠√ß√£o com jun¬≠ho de 2019, hou¬≠ve um recuo de 0,9%, a quar¬≠ta taxa neg¬≠a¬≠ti¬≠va. O acu¬≠mu¬≠la¬≠do nos √ļlti¬≠mos 12 meses caiu 1,3% e inten¬≠si¬≠fi¬≠cou a que¬≠da no rit¬≠mo de ven¬≠das. Con¬≠sideran¬≠do o impacto da covid-19 no com√©r¬≠cio vare¬≠jista ampli¬≠a¬≠do, a vari¬≠a√ß√£o das empre¬≠sas impactadas recu¬≠ou 6,8%, enquan¬≠to as que n√£o relataram impacto cresce¬≠r¬≠am 0,5%.

Atividades

Sete das oito ativi¬≠dades pesquisadas no com√©r¬≠cio vare¬≠jista reg¬≠is¬≠traram alta na pas¬≠sagem de maio para jun¬≠ho de 2020: livros, jor¬≠nais, revis¬≠tas e papelar¬≠ia (69,1%); teci¬≠dos, ves¬≠tu√°rio e cal√ßa¬≠dos (53,2%); m√≥veis e eletrodom√©s¬≠ti¬≠cos (31,0%); Out¬≠ros arti¬≠gos de uso pes¬≠soal e dom√©s¬≠ti¬≠co (26,1%); equipa¬≠men¬≠tos e mate¬≠r¬≠i¬≠al para escrit√≥rio, infor¬≠m√°ti¬≠ca e comu¬≠ni¬≠ca√ß√£o (22,7%); com¬≠bust√≠veis e lubri¬≠f¬≠i¬≠cantes (5,6%); e hiper¬≠me¬≠r¬≠ca¬≠dos, super¬≠me¬≠r¬≠ca¬≠dos, pro¬≠du¬≠tos ali¬≠men¬≠t√≠¬≠cios, bebidas e fumo (0,7%). A √ļni¬≠ca que¬≠da nas ven¬≠das frente a maio de 2020 foi ver¬≠i¬≠fi¬≠ca¬≠da no setor de arti¬≠gos far¬≠ma¬≠c√™u¬≠ti¬≠cos, m√©di¬≠cos, ortop√©di¬≠cos, de per¬≠fumaria e cos¬≠m√©ti¬≠cos (-2,7%).

“O dado de jun­ho é a primeira taxa no cam­po pos­i­ti­vo, após três meses de quedas seguidas. Um fator impor­tante desse perío­do é que pelo segun­do mês con­sec­u­ti­vo os resul­ta­dos mostraram um menor impacto no comér­cio do quadro de iso­la­men­to social dev­i­do à covid-19 “, disse o ger­ente da PMC, Cris­tiano San­tos.

Estados

As ven­das do comér­cio crescem em 24 das 27 unidades da fed­er­ação. De maio para jun­ho de 2020, na série com ajuste sazon­al, a taxa média de ven­das do comér­cio vare­jista no país cresceu 8%, Os destaques são: Pará (39,1%), Ama­zonas (35,5%) e Ceará (29,3%). Os destaques de que­da ficaram com Rio Grande do Sul (-9,0%), Paraí­ba (-2,4%) e Mato Grosso (-2,0%).

No comér­cio vare­jista ampli­a­do, entre maio e jun­ho, hou­ve alta de 12,6%, com resul­ta­dos pos­i­tivos tam­bém em 24 das 27 unidades da fed­er­ação. Amapá (43,3%), Pará (43,0%) e Ama­zonas (38,7%) foram os destaques pos­i­tivos, enquan­to Rio Grande do Sul (-6,5%), Mato Grosso (-2,2%) e Paraí­ba (-0,3%) reg­is­traram quedas.

Trimestre

A redu√ß√£o do rit¬≠mo de ven¬≠das do com√©r¬≠cio vare¬≠jista na pas¬≠sagem do primeiro para o segun¬≠do trimestre de 2020, quan¬≠do saiu de 1,6% para ‚ÄĎ7,7%, sig¬≠nifi¬≠ca, segun¬≠do o IBGE, recorde hist√≥ri¬≠co, no cam¬≠po neg¬≠a¬≠ti¬≠vo, para a com¬≠para¬≠√ß√£o trimestre con¬≠tra igual trimestre do ano ante¬≠ri¬≠or. √Č o primeiro resul¬≠ta¬≠do neg¬≠a¬≠ti¬≠vo nes¬≠sa com¬≠para¬≠√ß√£o des¬≠de o per√≠o¬≠do de janeiro a mar√ßo de 2017.

Hou­ve recorde tam­bém no vare­jo ampli­a­do, que reg­istrou que­da de 14,6% com relação ao mes­mo trimestre de 2019, a primeira que­da des­de o primeiro trimestre de 2017 (-2,2%).

Seis das oito ativi­dades do comér­cio vare­jista, tiver­am recuo nes­ta com­para­ção com destaque para: teci­dos, ves­tuário e calça­dos (-61,4%); Livros, jor­nais, revis­tas e papelar­ia (-59,7%); equipa­men­tos e mate­r­i­al para escritório, infor­máti­ca e comu­ni­cação (-31,7%); com­bustíveis e lubri­f­i­cantes (-21,1%); out­ros arti­gos de uso pes­soal e domés­ti­co (-20,1%); e móveis e eletrodomés­ti­cos (-6,3%).

As duas ativi­dades que con­tin­uaram no cam­po pos­i­ti­vo para este indi­cador foram as que não tiver­am suas ativi­dades no iso­la­men­to social no perío­do: hiper­me­r­ca­dos, super­me­r­ca­dos, pro­du­tos ali­men­tí­cios, bebidas e fumo (6,8%); e arti­gos far­ma­cêu­ti­cos, médi­cos, ortopédi­cos, de per­fumaria e cos­méti­cos (1,7%).

Semestre

A pan¬≠demia cau¬≠sou resul¬≠ta¬≠dos semes¬≠trais neg¬≠a¬≠tivos para o vare¬≠jo. Como ocor¬≠reu nos resul¬≠ta¬≠dos trimes¬≠trais, o impacto do fechamen¬≠to de lojas f√≠si¬≠cas e redu√ß√£o no rit¬≠mo do com√©r¬≠cio des¬≠de a segun¬≠da quinzena de mar√ßo resul¬≠tou em n√ļmeros des¬≠fa¬≠vor√°veis no per√≠o¬≠do. O com√©r¬≠cio vare¬≠jista teve que¬≠da de 3,1%, em rela√ß√£o ao semes¬≠tre ante¬≠ri¬≠or, sendo o primeiro val¬≠or neg¬≠a¬≠ti¬≠vo des¬≠de o primeiro semes¬≠tre de 2017 (-0,2%) e o mais inten¬≠so des¬≠de o segun¬≠do semes¬≠tre de 2016 (-5,6%). No vare¬≠jo ampli¬≠a¬≠do, o recuo ficou em 7,4%, primeira vari¬≠a√ß√£o neg¬≠a¬≠ti¬≠va des¬≠de o segun¬≠do semes¬≠tre de 2016 (-8,1%).

Edição: Valéria Aguiar/AB

PUBLICIDADE