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economia

Transporte de contêineres deve crescer 5,9% anulamente, até 2023

 - REVISTA MAISJR

(Crédito: Porto de Santos) 

A movimentação de contêineres deve crescer a uma média anual de 5,9%, até 2023, na Costa Leste da América do Sul, impulsionada, principalmente, pelo Brasil, que deve ampliar para 6,5% por ano. É o que aponta o ECSA Container Terminals Report 2019, produzido pela consultoria especializada em comércio exterior via modal marítimo Datamar, que foi lançado na 25ª edição da  Intermodal South America, que termina hoje (21) em São Paulo.

Segundo o relatório, realizado junto aos diretores e principais autoridades de 22 terminais de contêineres no Brasil, seis na Argentina e dois no Uruguai, o volume de contêineres no Brasil deve saltar de 10,3 milhões de TEUs para 14,1 milhões de TEUs até 2023. As perspectivas de crescimento devem ser  três vezes maiores que o crescimento do PIB.   Em 2018, os portos nos três países movimentaram, ao todo, 12,7 milhões, o que representou um incremento de 4,9% em relação a 2017, quando foram registrados 12,1 milhões de TEUs.

De todas as regiões do Brasil, a que apresentou maior taxa de crescimento na modelagem econômica foi a região Norte, onde a cabotagem é muito presente para o transporte de eletroeletrônicos e auto partes. Já o Porto de Santos tende a crescer em mais de um milhão de TEUs, causando o maior impacto em números absolutos.

As classificações foram dadas por cada diretor em uma escala de 0 a 10, sendo que a média atingiu 6.1. A região que registrou maior potencial de desenvolvimento foi o Nordeste, onde os terminais acreditam que o ambiente de negócios tende a melhorar 25% no curto prazo.

Outro ponto de destaque é a previsão de utilização dos terminais no Brasil, ou seja, quanto se tem de movimentação em relação à capacidade, que deve subir de 56,6% para 64,7% em 2023, considerando as expansões, atualmente, planejadas pelos terminais.

A incorporação de embarcações cada vez maiores às frotas – navios de 14 mil TEUs – trará mudanças à navegação regional, já que nem todos os portos serão capazes de receber os grandes navios. “Buenos Aires é o caso mais emblemático, e que tende a provocar um aumento de transbordos em Santos e nos portos do sul do Brasil”, explica Andrew Lorimer, diretor da Datamar.

De acordo com o ECSA,  o mercado de transporte de contêineres na região está cada vez mais concentrado. De acordo com o relatório, os quatro maiores armadores – Maersk, MSC, CMA CGM e Hapag-Lloyd – respondem por 79,2% de toda a capacidade prevista em fevereiro de

  1. Em termos de tráfego marítimo, as quatro empresas representam 82,3% do total de contêineres embarcados em 2018. Destes quatro armadores dois são sócios em terminais de contêineres de importante relevância no Brasil. “A tendência é que os terminais independentes tentem encontrar o seu nicho. Se o otimismo apontado pelo relatório se concretizar, haverá espaço para todo mundo”, ressalta o diretor da Datamar.