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Milhares de jovens protestam contra o governo e por mais democracia na Tail√Ęndia

Ter¬≠mi¬≠na hoje (20) a mobi¬≠liza¬≠√ß√£o que reuniu mil¬≠hares de jovens nas ruas de Bangkok. Con¬≠vo¬≠ca¬≠da pelos estu¬≠dantes, a man¬≠i¬≠fes¬≠ta√ß√£o exige a demis¬≠s√£o do primeiro-min¬≠istro e mudan√ßas pro¬≠fun¬≠das na Tail√Ęn¬≠dia. O movi¬≠men¬≠to, ini¬≠ci¬≠a¬≠do nos √ļlti¬≠mos tr√™s meses, se alas¬≠tra, mas h√° um risco cres¬≠cente de vio¬≠l√™n¬≠cia poli¬≠cial.

No in√≠¬≠cio da tarde deste s√°ba¬≠do (19) os man¬≠i¬≠fes¬≠tantes con¬≠seguiram entrar na Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade de Tham¬≠masat, que esta¬≠va fecha¬≠da. Eles con¬≠tro¬≠lam ago¬≠ra o cam¬≠pus, que fica no cen¬≠tro da cap¬≠i¬≠tal, e devem pas¬≠sar a noite no local. Can¬≠tores e oradores se suce¬≠dem na tri¬≠buna. As reivin¬≠di¬≠ca√ß√Ķes n√£o mudaram. Eles pedem a ren√ļn¬≠cia do gov¬≠er¬≠no, novas elei√ß√Ķes, uma nova con¬≠sti¬≠tu¬≠i√ß√£o, refor¬≠ma da edu¬≠ca√ß√£o e at√© da monar¬≠quia, que √© um tema tabu na Tail√Ęn¬≠dia.

A Uni­ver­si­dade de Tham­masat é um local sim­bóli­co. Em out­ubro de 1976, dezenas de estu­dantes pró-democ­ra­cia que protes­tavam con­tra a vol­ta do regime mil­i­tar no país foram mor­tos no cam­pus pelas forças de ordem, apoiadas por milí­cias monar­quis­tas.

Os man¬≠i¬≠fes¬≠tantes come√ßaram a deixar o cam¬≠pus em passea¬≠ta, com tr√™s dedos lev¬≠an¬≠ta¬≠dos em sinal de des¬≠obe¬≠di√™n¬≠cia, em dire√ß√£o da Pra√ßa Sanam Luan, local de cer¬≠im√ī¬≠nias ofi¬≠ci¬≠ais, em frente ao Grande Pal√°¬≠cio Real. At√© este domin¬≠go (20), eles esper¬≠am reunir ao menos 50.000 pes¬≠soas nos protestos que seri¬≠am os maiores des¬≠de o golpe de Esta¬≠do de 2014 que lev¬≠ou ao poder o atu¬≠al chefe do gov¬≠er¬≠no, Prayut Chan-O-Cha. Depois, ele foi man¬≠ti¬≠do no car¬≠go ap√≥s elei√ß√Ķes con¬≠tes¬≠tadas pela oposi√ß√£o.

Queda de bra√ßo 

O movi¬≠men¬≠to se trans¬≠for¬≠ma em uma que¬≠da de bra√ßo entre os estu¬≠dantes e o gov¬≠er¬≠no. V√°rios anal¬≠is¬≠tas temem a vio¬≠l√™n¬≠cia e a repress√£o poli¬≠cial. Este √© o caso de Ang¬≠hana Nee¬≠la¬≠pai¬≠jit, famoso advo¬≠ga¬≠do e defen¬≠sor dos dire¬≠itos humanos na Tail√Ęn¬≠dia.  A pol√≠¬≠cia, e prin¬≠ci¬≠pal¬≠mente os agentes √† paisana, dev¬≠e¬≠ri¬≠am prestar aten√ß√£o ao recor¬≠rer √† vio¬≠l√™n¬≠cia. Sabe¬≠mos que h√° 8.000 poli¬≠ci¬≠ais uni¬≠formiza¬≠dos mobi¬≠liza¬≠dos, mas n√£o sabe¬≠mos quan¬≠tos deles est√£o infil¬≠tra¬≠dos, √† paisana, nas man¬≠i¬≠fes¬≠ta√ß√Ķes‚ÄĚ, declar¬≠ou o advo¬≠ga¬≠do √† RFI.

Até ago­ra, o gov­er­no ten­tou lim­i­tar o uso da vio­lên­cia. Ape­sar de diver­sos líderes do movi­men­to de con­tes­tação terem sido deti­dos, todos foram lib­er­ta­dos. Mas a situ­ação pode­ria mudar se os estu­dantes se aliarem a out­ras forças da sociedade tai­lan­desa, nomeada­mente os Camisas Ver­mel­has, um grupo de cam­pone­ses do nordeste do país hos­til ao gov­er­no. A repressão pode­ria se inten­si­ficar tam­bém se o protesto vis­ar os sím­bo­los da monar­quia.

Com infor¬≠ma√ß√Ķes da cor¬≠re¬≠spon¬≠dente da RFI em Bangkok, Car¬≠ol Isoux

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