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economia

Investidor poder√° negociar BDRs de empresas brasileiras listadas no exterior

A par¬≠tir do dia 1¬ļ de setem¬≠bro, investi¬≠dores brasileiros ter√£o a pos¬≠si¬≠bil¬≠i¬≠dade de inve¬≠stir, do Brasil, em empre¬≠sas nacionais que optaram por abrir cap¬≠i¬≠tal fora do pa√≠s. Esse √© o caso de com¬≠pan¬≠hias como Stone, XP, PagSe¬≠guro, Afya e Arco Edu¬≠ca√ß√£o.

A res¬≠olu√ß√£o CVM 3, edi¬≠ta¬≠da nes¬≠ta ter√ßa-feira pela Comis¬≠s√£o de Val¬≠ores Mobil¬≠i√°rios (CVM), pro¬≠move ain¬≠da out¬≠ras alter¬≠a√ß√Ķes nas regras rela¬≠ciona¬≠dos aos Brazil¬≠ian Deposi¬≠tary Receipts.

O instru¬≠men¬≠to √© um canal para o investi¬≠dor nego¬≠ciar, do Brasil, ativos cor¬≠re¬≠spon¬≠dentes a a√ß√Ķes de empre¬≠sas nego¬≠ci¬≠adas no exte¬≠ri¬≠or.

A par¬≠tir de ago¬≠ra, os BDRs podem ser las¬≠trea¬≠d¬≠os em a√ß√Ķes emi¬≠ti¬≠das por emis¬≠sores estrangeiros com ativos ou receitas no Brasil ou em t√≠tu¬≠los de d√≠vi¬≠da, inclu¬≠sive emi¬≠ti¬≠dos por com¬≠pan¬≠hias aber¬≠tas brasileiras.

At√© a refor¬≠ma, infor¬≠ma a CVM, ape¬≠nas a√ß√Ķes emi¬≠ti¬≠das por com¬≠pan¬≠hias aber¬≠tas, ou assemel¬≠hadas, com sede e ativos pre¬≠pon¬≠der¬≠an¬≠te¬≠mente local¬≠iza¬≠dos no exte¬≠ri¬≠or pode¬≠ri¬≠am servir como las¬≠tro para os val¬≠ores mobil¬≠i√°rios nego¬≠ci¬≠a¬≠dos no Brasil.

Out¬≠ra mudan√ßa de peso diz respeito ao n√≠v¬≠el de aces¬≠so do investi¬≠dor. A par¬≠tir de setem¬≠bro, investi¬≠dores n√£o qual¬≠i¬≠fi¬≠ca¬≠dos, por¬≠tan¬≠to sem a neces¬≠si¬≠dade de deter pelo menos R$ 1 mil¬≠h√£o em apli¬≠ca√ß√Ķes finan¬≠ceiras, poder√£o nego¬≠ciar BDRs N√≠v¬≠el I, a depen¬≠der do mer¬≠ca¬≠do em que os val¬≠ores mobil¬≠i√°rios que servem como las¬≠tro sejam lis¬≠ta¬≠dos.

Os pro­gra­mas de BDR são clas­si­fi­ca­dos em Níveis I, II ou III. O aces­so ao primeiro era mais restri­to, pelo fato de as exigên­cias reg­u­latórias sobre os emis­sores serem menores.

Por fim, a CVM ain­da desta­cou a pre­visão de emis­são de BDR las­trea­d­os em cotas de fun­dos de índice (ETFs) admi­ti­das à nego­ci­ação no exte­ri­or.

‚ÄúA nor¬≠ma con¬≠fere maior liber¬≠dade para investi¬≠dores e emis¬≠sores, na esteira de uma cres¬≠cente deman¬≠da por diver¬≠si¬≠fi¬≠ca√ß√£o de port¬≠f√≥lios e de taxas de juros reduzi¬≠das‚ÄĚ, afir¬≠mou, em nota Marce¬≠lo Bar¬≠bosa, pres¬≠i¬≠dente da CVM.

As mudan√ßas s√£o fru¬≠to de audi√™n¬≠cia p√ļbli¬≠ca, ap√≥s con¬≠sul¬≠ta real¬≠iza¬≠da entre dezem¬≠bro de 2019 e fevereiro de 2020.

*Com infor¬≠ma√ß√Ķes InfoMoney 

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