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economia

√ćndices de a√ß√Ķes dos EUA fecham em alta nesta sexta, mas registram pior semana desde mar√ßo

Os índices da bol­sa amer­i­cana fecharam em alta nes­ta sex­ta-feira (12), ape­sar de terem ameniza­do gan­hos des­de as máx­i­mas atingi­das na aber­tu­ra, quan­do saltaram 3%. O Dow Jones ter­mi­nou a sessão com alta de 1,90%, aos 25.605 pon­tos, enquan­to o S&P 500 e Nas­daq avançaram 1,31% e 1,01%, respec­ti­va­mente, para 3.041 pon­tos e 9.588 pon­tos.

Ape¬≠sar do desem¬≠pen¬≠ho de hoje, os √≠ndices tiver¬≠am sua pior que¬≠da sem¬≠anal des¬≠de mar√ßo, per¬≠for¬≠mance bas¬≠tante atre¬≠la¬≠da ao ‚Äúsell-off‚ÄĚ de ontem, quan¬≠do as bol¬≠sas ca√≠ram em torno de 5% dev¬≠i¬≠do √† pre¬≠ocu¬≠pa√ß√£o de que regi√Ķes que est√£o flex¬≠i¬≠bi¬≠lizan¬≠do suas quar¬≠ente¬≠nas reg¬≠istrem novos picos da pan¬≠demia ap√≥s a uni¬≠ver¬≠si¬≠dade Johns Hop¬≠kins rev¬≠e¬≠lar aumen¬≠tos na con¬≠t¬≠a¬≠m¬≠i¬≠na√ß√£o em esta¬≠dos amer¬≠i¬≠canos como Ari¬≠zona, Car¬≠oli¬≠na do Sul e Texas.

Ari­zona, Utah e Novo Méx­i­co reg­is­traram aumen­tos de 40% de novos casos, enquan­to Flóri­da, Arkansas, Car­oli­na do Sul e Car­oli­na do Norte viram os casos aumentarem mais de 30% na sem­ana encer­ra­da em 7 de jun­ho, de acor­do com a Reuters.

Durante a tarde, o ban¬≠co cen¬≠tral amer¬≠i¬≠cano pub¬≠li¬≠cou seu relat√≥rio Fed Lis¬≠tens, no qual ficou mais uma vez clara a pre¬≠ocu¬≠pa√ß√£o com o desem¬≠prego no lon¬≠go pra¬≠zo ape¬≠sar dos EUA terem cri¬≠a¬≠do 2,5 mil¬≠h√Ķes de vagas em maio. ‚ÄúOs empre¬≠gos podem demor¬≠ar para retornar e para os tra¬≠bal¬≠hadores das ind√ļs¬≠trias de servi√ßos que foram sig¬≠ni¬≠fica¬≠ti¬≠va¬≠mente afe¬≠ta¬≠dos ‚Äď via¬≠gens e restau¬≠rantes, por exem¬≠p¬≠lo ‚Äď algu¬≠mas per¬≠das de emprego podem ser per¬≠ma¬≠nentes.‚ÄĚ

Al√©m dis¬≠so, em v√≠deo divul¬≠ga¬≠do hoje, Gita Gopinath, econ¬≠o¬≠mista-chefe do Fun¬≠do Mon¬≠et√°rio Inter¬≠na¬≠cional (FMI), disse que a econo¬≠mia glob¬≠al est√° se recu¬≠peran¬≠do mais lenta¬≠mente do que o esper¬≠a¬≠do e enfrenta ‚Äúcica¬≠trizes sig¬≠ni¬≠fica¬≠ti¬≠vas‚ÄĚ. Ela afir¬≠mou ain¬≠da que o FMI divul¬≠gar√° pro¬≠je√ß√Ķes de cresci¬≠men¬≠to atu¬≠al¬≠izadas em 24 de jun¬≠ho que provavel¬≠mente ser√£o piores que as pro¬≠je√ß√Ķes de abril, que apon¬≠tavam para uma con¬≠tra√ß√£o glob¬≠al de 3%.

Os anal­is­tas estão divi­di­dos no exte­ri­or sobre o que a que­da de ontem e recu­per­ação de hoje podem sig­nificar. Para alguns, este movi­men­to de alta não é sus­ten­táv­el por con­ta dos novos temores, enquan­to algu­mas casas de análise acred­i­tam que ontem ocor­reu ape­nas uma cor­reção por con­ta do forte rali do mer­ca­do.

Em entre­vista para a CNBC, Andrew Slim­mon, anal­ista do Mor­gan Stan­ley, disse que diante do forte rali recente do mer­ca­do, seria uma sur­pre­sa se ocor­resse ape­nas um dia de cor­reção.

‚ÄúAs a√ß√Ķes que mais subi¬≠ram em rela√ß√£o √†s m√≠n¬≠i¬≠mas ain¬≠da s√£o as de risco, alto beta e small caps‚ÄĚ, disse Slim¬≠mon. ‚ÄúElas ain¬≠da s√£o as grandes vence¬≠do¬≠ras e eu sus¬≠peitaria que ain¬≠da haver√° mais dor a cur¬≠to pra¬≠zo antes que o mer¬≠ca¬≠do limpe esse tipo de espec¬≠u¬≠la√ß√£o exces¬≠si¬≠va que vimos recen¬≠te¬≠mente‚ÄĚ, com¬≠ple¬≠tou.

* Por Rodri­go Tolotti/InfoMoney /Foto: Spencer Platt/Getty Images

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