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1.0 - RADARmundo

Independentistas catalães são pressionados por justiça espanhola

 

A justi√ßa espanhola convocou a prestar depoimento por suspeita de perturba√ß√£o da ordem p√ļblica o comandante da pol√≠cia e dois l√≠deres independentistas da Catalunha por causa de uma manifesta√ß√£o. O governo da regi√£o, que est√° decidido a declarar a independ√™ncia, foi acusado de “deslealdade” pelo rei Felipe VI em um discurso no qual pediu ao Estado que defenda a ordem.

O comandante dos Mossos d’Esquadra, Josep Llu√≠s Trapero, uma subalterna, a intendente Teresa Laplana, e os l√≠deres independentistas Jordi S√°nchez e Jordi Cuixart, dirigentes de duas associa√ß√Ķes independentistas – Assembleia Nacional Catal√£ e Omnium Cultural, respectivamente – devem prestar depoimento na na sexta-feira na Audi√™ncia Nacional, a principal inst√Ęncia penal espanhola.

A investiga√ß√£o est√° relacionada com as manifesta√ß√Ķes realizadas diante de uma depend√™ncia do governo catal√£o em Barcelona nos dias 20 e 21 de setembro, quando a Guarda Civil realizava uma opera√ß√£o no local.

Os manifestantes danificaram veículos da Guarda Civil estacionados diante do prédio e impediram saída dos agentes até a madrugada.

O delito de revolta pode resultar em uma pena m√°xima de pris√£o de 10 anos para cidad√£os comuns e 15 anos no caso de autoridades.

Em Barcelona, os independentistas catalães, liderados pelo presidente do governo regional Carles Puigdemont, definirão nesta quarta-feira os próximos passos na disputa com o governo espanhol.

Puigdemont deve revelar em um discurso o que seu governo fará após o referendo de independência de domingo, considerado inconstitucional pela justiça e reprimido com violência pela polícia espanhola.

Al√©m disso, representantes dos partidos devem se reunir no Parlamento regional para decidir a data em que poderia ser declarada a independ√™ncia, o que deve ocorre ap√≥s a apura√ß√£o de todos os votos do plebiscito, do qual j√° foi anunciado que o “Sim” venceu com mais de 90% dos votos.

O Parlamento Europeu, em meio a pedidos de mediação internacional e defesa da Espanha como uma democracia estável, também debate nesta quarta-feira a situação na Catalunha.

Tudo isto apenas um dia depois do discurso do rei Felipe VI da Espanha, que pediu a defesa da “ordem constitucional da deslealdade” dos independentistas, em uma mensagem sem concess√Ķes.

O porta-voz do governo catal√£o, Jordi Turull, afirmou na televis√£o p√ļblica regional TV3 que o monarca “jogou gasolina na fogueira”.

“Foi espantoso e um erro de todos os pontos de vista”, disse o porta-voz, que acusou o monarca de esquecer dos catal√£es.

No primeiro discurso institucional de seu reinado, Felipe VI recordou que “√© responsabilidade dos leg√≠timos poderes do Estado assegurar a ordem constitucional e o normal funcionamento das institui√ß√Ķes”.

“Determinadas autoridades da Catalunha, de maneira reiterada, consciente e deliberada, vieram descumprindo a Constitui√ß√£o e seu Estatuto de Autonomia”, disse.

“Com suas decis√Ķes, vulnerabilizaram de maneira sistem√°tica as normas aprovadas legal e legitimamente, demonstrando uma deslealdade inadmiss√≠vel”, completou o rei, sem mencionar em nenhum momento a viol√™ncia registrada durante o domingo.

Independência em poucos dias

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, disse √† rede brit√Ęnica BBC que o governo regional deve declarar a independ√™ncia da Espanha “em quest√£o de dias”, ap√≥s a apura√ß√£o total dos votos do referendo proibido realizado no domingo.

“Vamos declarar a independ√™ncia 48 horas ap√≥s a apura√ß√£o oficial de toda a vota√ß√£o. Provavelmente isto vai acabar quando tivermos os votos do exterior. Nos movemos entre o final de semana e o in√≠cio da semana que vem”, disse Puigdemont.

O governo de Puigdemont já havia informado que a independência seria declarada 48 horas após a divulgação dos resultados.

 

Foto: Reprodução

Fonte: G1/CorreioBraziliense

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