No segundo mês consecutivo de queda, o volume de vendas do comércio varejista caiu 0,4% em outubro, comparado a setembro. O resultado negativo reafirma a tendência de recuperação lenta do setor, que cresceu 1,9% em relação a outubro de 2017 e mantém alta de 2,2% no acumulado no ano. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje (13) pelo IBGE.
De acordo com a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o setor teve uma perda de fôlego, com dois resultados negativos mensais seguidos. “Está ainda distante do melhor momento, que foi registrado em outubro de 2014. No entanto, isso não tira o comércio da tendência de recuperação, mas de forma gradual”, esclarece.
A queda nas vendas de outubro foi influenciada pelos resultados negativos de cinco das oito atividades pesquisadas: Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,4%), Móveis e eletrodomésticos (-2,5%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,0%), Combustíveis e lubrificantes (-1,2%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,8%). Já as atividades com altas nas vendas foram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%).
“Os combustíveis vêm sendo impactados pelo aumento sistemático de preços, podemos ver isso porque há aumento nas receitas. Enquanto isso, os livros acumulam 15,7% de queda em seis meses. Essa atividade vem perdendo fôlego pela substituição do meio impresso pelo eletrônico, e, também, pelo fechamento de lojas físicas”, diz a gerente do IBGE.
No comércio varejista ampliado, as vendas em outubro variaram -0,2% frente a setembro de 2018, na série com ajuste sazonal. O setor de Veículos, motos, partes e peças ficou estável (0,1%), enquanto Material de construção subiu 1,3%, ambos, respectivamente, após recuos de 0,1% e 1,5% no mês anterior. Em relação a outubro de 2017, o comércio varejista ampliado cresceu 6,2%, a décima oitava taxa positiva seguida, com altas de 20,1% em Veículos, motos, partes e peças, e de 6,6% em Material de construção.