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Guns N’ Roses fecha São Paulo Trip com mesmo show do Rock in Rio

O show de mais de 3 horas que o Guns N’ Roses fez nesta terça-feira (26), em São Paulo, ajudou a mostrar que a presença no Rock in Rio, igualmente longa, não foi um fato fora da curva. Pelo contrário: o show tem o tamanho certo para acomodar os egos de Axl Rose e Slash – e, nesse longo tempo, fazer os fãs se esbaldarem.

Em SP, foi só um pouco menos: 3 horas e 15 minutos, contra 3 horas e 28 no Rio. O atraso de 20 minutos – quase nada, dado o histórico de Axl – foi o mesmo.

Era de se esperar que, nesta volta de Slash após duas décadas, a idade os levasse a reduzir o tempo ao vivo. Mas a fórmula atual é a seguinte: quanto mais Slash demora em seus solos ainda afiados e intermináveis, mais tempo Axl tem para se recuperar. O fôlego dele hoje é mais escasso, mas com essas paradas é suficiente.

Nisso vão a noite inteira, em boas condições para cada um: Slash vai à frente e sola à vontade, Axl descansa e até troca de roupa diversas vezes, e os fãs não perdem nada. Todos mundo sai feliz. Foi o mesmo esquema no Rio e São Paulo, com setlist quase igual.

A única diferença marcante foi a inclusão em SP de uma cover de “I feel good”, de James Brown, no lugar de “Whola lotta rosie”, do AC/DC. O bis nesta terça foi um pouco menor e não teve “Sorry”.

O estádio com capacidade para até 45 mil pessoas em shows estava cheio, mas não lotado – dava para ver lugares vazios nas cadeiras ao fundo.

O show teve aberturas de Tyler Bryant and the Shakedown e Alice Cooper. O São Paulo Trip teve ainda The Who, The Cult e Alter Bridge na quinta-feira (21), Bon Jovi e The Kills no sábado (23), Aerosmith e Def Leppard no domingo (24).

O dia de Bon Jovi foi o único com ingressos esgotados. Mas isso não é demérito para o Guns, já que a banda tocou em SP há menos de um ano, em novembro – provavelmente só voltou para aproveitar a viagem do Rock in Rio. Mesmo assim, arrastou de novo uma multidão. O Guns está em sua oitava turnê no país.

A voz de Axl Rose não é a mesma do começo. Está mais fraca e às vezes ele soa fanho, mas de alguma forma conseguiu se adaptar para chegar às notas que precisa. Dá suas arrancadas e solta os gritos que todos esperam.

Axl começa bem em “It’s so easy” e vai assim até quase a metade do show. Em “This I love”, falha – curiosamente, nas notas graves. É nas covers que ele escorrega mais: “Wichita lineman”, de Jimmy Web e “Black Hole Sun”, homenagem póstuma a Chris Cornell, do Soundgarden. Já “The Seeker”, do Who, tem mais a ver com a voz dele e o som da banda.

Slash evitou dessa vez o pequeno mico do Rock in Rio: não errou “Sweet child o’ mine”. A banda ajuda tanto na execução segura quanto no apoio do baixista Duff McKagan e da tecladista Melissa Reese nos vocais de Axl, cantando juntos. Eles e o estádio inteiro.

 

Foto: Reprodução

Fonte: G1/UOL

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