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economia

Vendas no varejo caem 16,8% em abril, queda acima das expectativas dos economistas

As ven­das no vare­jo no Brasil caíram 16,8% em abril na com­para­ção com março, uma baixa aci­ma dos 12,1% esper­a­dos pelos espe­cial­is­tas con­sul­ta­dos pela Bloomberg. Os dados foram divul­ga­dos nes­ta terça-feira (16) pelo Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca (IBGE). A baixa men­sal foi a mais acen­tu­a­da da série históri­ca ini­ci­a­da em janeiro de 2001.

J√° na com¬≠para¬≠√ß√£o com o mes¬≠mo m√™s do ano pas¬≠sa¬≠do, a que¬≠da tam¬≠b√©m foi de 16,8%. A expec¬≠ta¬≠ti¬≠va medi¬≠ana dos econ¬≠o¬≠mis¬≠tas com¬≠pi¬≠la¬≠da no con¬≠sen¬≠so Bloomberg apon¬≠ta¬≠va para uma baixa de 14,1% no per√≠o¬≠do.

O dado reflete o primeiro mês cheio de quar­ente­na e iso­la­men­to social, com shop­pings fecha­dos em diver­sas cidades para con­ter o avanço do coro­n­avírus no País. Em março, as ven­das no vare­jo já havi­am apre­sen­ta­do um recuo de 1,2%.

No com√©r¬≠cio vare¬≠jista ampli¬≠a¬≠do, que inclui Ve√≠cu¬≠los, motos, partes e pe√ßas e de Mate¬≠r¬≠i¬≠al de con¬≠stru√ß√£o, o vol¬≠ume de ven¬≠das caiu 17,5% em rela√ß√£o a mar√ßo, enquan¬≠to a m√©dia m√≥v¬≠el foi ‚ÄĎ9,9%. Em rela√ß√£o a abril de 2019, o com√©r¬≠cio vare¬≠jista ampli¬≠a¬≠do recu¬≠ou ‚ÄĎ27,1%, que¬≠da recorde da s√©rie hist√≥ri¬≠ca ini¬≠ci¬≠a¬≠da em janeiro de 2004. O acu¬≠mu¬≠la¬≠do nos √ļlti¬≠mos 12 meses foi de 0,8%.

‚ÄúOs recu¬≠os de 16,8% no vol¬≠ume de ven¬≠das no vare¬≠jo e de 17,5% para o com√©r¬≠cio vare¬≠jista ampli¬≠a¬≠do, em abril de 2020, foram as redu√ß√Ķes mais inten¬≠sas das s√©ries hist√≥ri¬≠c¬≠as, e inten¬≠si¬≠fi¬≠cam o cen√°rio de que¬≠da gen¬≠er¬≠al¬≠iza¬≠da nos indi¬≠cadores por con¬≠ta da pan¬≠demia‚ÄĚ, desta¬≠ca o IBGE.

Todos os dez setores inves­ti­ga­dos tiver­am resul­ta­dos neg­a­tivos na com­para­ção com março de 2020. Com isso, o pata­mar de ven­das atingiu seu pon­to mais baixo da série, reg­is­tran­do os maiores dis­tan­ci­a­men­tos dos recordes históri­cos: 22,7% abaixo do nív­el recorde (out­ubro de 2014) para o vare­jo e 34,1% abaixo do recorde (agos­to de 2012) para o vare­jo ampli­a­do.

Na série com ajuste sazon­al, na pas­sagem de março para abril de 2020, esse foi o desem­pen­ho em todas as oito ativi­dades pesquisadas: Teci­dos, ves­tuário e calça­dos (-60,6%), Livros, jor­nais, revis­tas e papelar­ia (-43,4%), Out­ros arti­gos de uso pes­soal e domés­ti­co (-29,5%), Equipa­men­tos e mate­r­i­al para escritório, infor­máti­ca e comu­ni­cação (-29,5%), Móveis e eletrodomés­ti­cos (-20,1%), Arti­gos far­ma­cêu­ti­cos, médi­cos, ortopédi­cos, de per­fumaria e cos­méti­cos (-17,0%), Com­bustíveis e lubri­f­i­cantes (-15,1%) e Hiper­me­r­ca­dos, super­me­r­ca­dos, pro­du­tos ali­men­tí­cios, bebidas e fumo (-11,8%).

*Por Ricar­do Bomfim/InfoMoney

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