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Trump diz que “guerras comerciais s√£o f√°ceis de ganhar”

O presidente americano, Donald Trump, usou um tom desafiador nesta sexta-feira (2) para responder as críticas a seu plano de adotar tarifas de importação sobre o aço e o alumínio, dando a entender que uma guerra comercial seria beem-vinda.

“Quando um pa√≠s (EUA) est√° perdendo bilh√Ķes de d√≥lares no com√©rcio com virtualmente todos os pa√≠ses com os quais faz neg√≥cios, guerras comerciais s√£o boas, e f√°ceis de ganhar”, escreveu Trump no Twitter.

“Por exemplo, quando estamos perdendo de US$ 100 bilh√Ķes com um certo pa√≠s e eles ficam fofos, n√£o negocie mais – n√≥s ganhamos muito. √Č f√°cil!”, escreveu o presidente.

Antes da ind√ļstria sider√ļrgica americana, Trump anunciou a decis√£o de impor a partir da pr√≥xima semana tarifas de importa√ß√£o de 25% para o a√ßo e de 10% para o alum√≠nio.tr

Os Estados Unidos importam 20 milh√Ķes de toneladas de a√ßo por ano, a US$ 24 bilh√Ķes, o que faz do pa√≠s o maior importador do mundo.

O an√ļncio provocou rea√ß√Ķes irritadas dos principais s√≥cios comerciais dos Estados Unidos, como Canad√°, Uni√£o Europeia, Austr√°lia e M√©xico.

O M√©xico representa 9% das importa√ß√Ķes americanas de a√ßo, enquanto o Brasil representa 13%.

Nesta sexta-feira, a China pediu ao governo dos Estados Unidos para “conter” o uso de medidas protecionistas e a “respeitar as regras” do com√©rcio internacional.

O governo chin√™s pede aos Estados Unidos para “conter o recurso de medidas protecionistas e a respeitar as regras do com√©rcio multilateral”, afirmou Hua Chunying, porta-voz do minist√©rio das Rela√ß√Ķes Exteriores.

“Se outros pa√≠ses seguirem seus passos, isto teria um impacto grave na ordem do com√©rcio mundial”, completou.

O governo da Alemanha afirmou que “rejeita” as tarifas americanas e alertou contra os riscos de uma “guerra comercial”.

“O governo rejeita as tarifas, que n√£o permitir√£o solucionar o problema da capacidade excessiva mundial na siderurgia e que afetar√£o fortemente os fluxos comerciais de a√ßo e alum√≠nio”, afirmou o porta-voz da chanceler Angela Merke, Steffen Seibert.

O ministro alem√£o das Rela√ß√Ķes Exteriores, Sigmar Gabriel, exigiu uma rea√ß√£o “firme” da Uni√£o Europeia (UE).

“A UE deve reagir de maneira firme √†s taxas de importa√ß√£o punitivas dos Estados Unidos, que amea√ßam milhares de empregos¬†na Europa” afirmou Sigmar Gabriel em um comunicado.

A R√ļssia tamb√©m expressou “preocupa√ß√£o” com a decis√£o de Donald Trump.

“Muitas capitais europeias j√° expressaram sua extrema preocupa√ß√£o com esta decis√£o. Compartilhamos esta inquieta√ß√£o e vamos examinar atentamente a situa√ß√£o no que diz respeito a nossas rela√ß√Ķes comerciais com Washington”, afirmou¬†o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Fonte: UOL

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