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Três cientistas americanos dividem o Nobel de Medicina

O Nobel de Medicina e Fisiologia de 2017 foi para os cientistas norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young por suas descobertas no ritmo circadiano, espécie de relógio biológico interno que regula nosso metabolismo às diversas fases do dia. O prêmio foi anunciado na manhã desta segunda-feira (2) na Suécia.

Os laureados conseguiram isolar um gene que controla o nosso ritmo interno. Depois, eles mostraram que esse gene fornece informa√ß√Ķes para que o corpo fabrique uma prote√≠na que se acumula nas c√©lulas durante √† noite e vai se degradando durante o dia.

O achado responde a uma d√ļvida que h√° muito tempo intriga os cientistas: o mecanismo biol√≥gico que faz com qu√™ o corpo responda √†s diversas fases do dia geradas pelas rota√ß√Ķes da Terra.

A import√Ęncia da descoberta

Todo o organismo humano sofre influ√™ncia do circuito claro-escuro. Nossa temperatura, nosso metabolismo, nossos horm√īnios e nosso sono reagem de acordo com essas mudan√ßas.

Quando esse mecanismo est√° desregulado temporariamente, em um “jet lag”, por exemplo, nossa sa√ļde e nosso bem-estar s√£o afetados.

Pesquisas tamb√©m demonstram que disfun√ß√Ķes nesse sistema contribuem para o surgimento e agravamento de uma s√©rie de doen√ßas; entre elas, a depress√£o.

 

Mais sobre os laureados:

Jeffrey C. Hall nasceu em 1945 em Nova York, EUA. Em 1971, terminou o seu doutorado na Washington University. Em 1974, passou a dar aulas na Universidade de Brandeis, nos Estados Unidos. Depois, em 2002, se associou à Universidade de Maine (EUA).

Michael Rosbash nasceu em 1944 em Kansas City (EUA). Em 1970, terminou o seu doutorado no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos. Desde 1974, é professor na Universidade de Brandeis (EUA).

Michael W. Young nasceu em 1949 em Miami, nos Estados Unidos e fez o seu doutorado na Universidade de Texas (Austin), em 1975. Entre 1975 e 1977, fez pós-doutorado na Universidade de Stanford, na Califórnia. Desde 1978, ele dá aulas na Universidade de RockFeller, em Nova York.

 

Veja a lista dos √ļltimos 11 laureados com Nobel de Medicina:

2017: Os norte-americanos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young levaram o prêmio por suas pesquisas sobre o ritmo circadiano, o nosso relógio biológio interno.

2016:¬†Yoshinori Ohsumi (Jap√£o), por suas pesquisas sobre a autofagia, cruciais para entender como as c√©lulas se renovam e a resposta do corpo √† fome e √†s infec√ß√Ķes.

2015:¬†William Campbell (americano nascido na Irlanda), Satoshi Omura (Jap√£o) e Tu Youyou (China), pelo desenvolvimento de tratamentos contra infec√ß√Ķes parasit√°rias e a mal√°ria.

2014:¬†John O’Keefe (EUA/Reino Unido) e May-Britt e Edvard Moser (Noruega), por suas pesquisas sobre o “GPS interno” do c√©rebro, que pode permitir avan√ßos no conhecimento do mal de Alzheimer.

2013:¬†James Rothman, Randy Schekman (EUA) e Thomas S√ľdhof (Alemanha), por seus trabalhos sobre os transportes intracelulares, que ajudam a conhecer melhor doen√ßas como a diabetes.

2012: Shinya Yamanaka (Japão) e John Gurdon (Reino Unido), por suas pesquisas sobe a reversibilidade das células-tronco, que permite criar todo tipo de tecidos do corpo humano.

2011:¬†Bruce Beutler (Estados Unidos), Jules Hoffmann (Fran√ßa) e Ralph Steinman (Canad√°), por estudos sobre o sistema imunol√≥gico que permite ao organismo humano defender-se contra as infec√ß√Ķes, favorecendo a vacina√ß√£o e a luta contra doen√ßas como o c√Ęncer.

2010: Robert Edwards (Reino Unido), pioneiro da medicina reprodutiva, por sua contribuição ao desenvolvimento da fecundação in vitro.

2009:¬†Elizabeth Blackburn (Austr√°lia/EUA), Carol Greider e Jack Szostak (EUA), por suas descobertas sobre os mecanismos da vida e suas aplica√ß√Ķes na luta contra o envelhecimento.

2008:¬†Harald zur Hausen (Alemanha), Fran√ßoise Barr√©-Sinoussi e Luc Montagnier (Fran√ßa), por trabalhos sobre o c√Ęncer e a aids.

2007:¬†Mario Capecchi (EUA), Oliver Smithies (EUA) e Martin Evans (Reino Unido), pela cria√ß√£o de ratos transg√™nicos que abriram um novo horizonte para as pesquisas de doen√ßas como o Alzheimer ou o c√Ęncer.

 

 

Foto: Reprodução

Fonte: G1

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