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economia

Ministra diz que governo tomou medidas para controlar preço do arroz

A min¬≠is¬≠tra da Agri¬≠cul¬≠tura, Tereza Cristi¬≠na, afir¬≠mou que o gov¬≠er¬≠no tomou as medi¬≠das necess√°rias para ten¬≠tar con¬≠ter a alta no pre√ßo do arroz e evi¬≠tar um desabastec¬≠i¬≠men¬≠to do pro¬≠du¬≠to nas prateleiras dos super¬≠me¬≠r¬≠ca¬≠dos. 

‚ÄúAs medi¬≠das que podi¬≠am ser tomadas, foram tomadas, para faz¬≠er a esta¬≠bil¬≠i¬≠dade e o equi¬≠l√≠brio para esse pro¬≠du¬≠to‚ÄĚ, disse em um v√≠deo pub¬≠li¬≠ca¬≠do em suas redes soci¬≠ais.

‚ÄúO Brasil abriu m√£o, tirou a al√≠quo¬≠ta de impor¬≠ta√ß√£o, para que pro¬≠du¬≠to de fora pudesse entrar e traz¬≠er um equi¬≠l√≠brio para os pre√ßos. Abri¬≠mos somente uma cota, porque n√£o temos neces¬≠si¬≠dade de muito arroz, mas isso √© uma cota de reser¬≠va, para que pos¬≠samos ter a tran¬≠quil¬≠i¬≠dade de que o pre√ßo vai voltar, vai ser equi¬≠li¬≠bra¬≠do, e que o pro¬≠du¬≠to con¬≠tin¬≠uar√° na g√īn¬≠dola para todos os brasileiros‚ÄĚ, acres¬≠cen¬≠tou.

Taxa de importação

A C√Ęmara de Com√©r¬≠cio Exte¬≠ri¬≠or (Camex), vin¬≠cu¬≠la¬≠da ao Min¬≠ist√©rio da Econo¬≠mia, decid¬≠iu zer¬≠ar a al√≠quo¬≠ta do impos¬≠to de impor¬≠ta√ß√£o para o arroz em cas¬≠ca e ben¬≠e¬≠fi¬≠ci¬≠a¬≠do. A isen√ß√£o tar¬≠if√°ria valer√° at√© 31 de dezem¬≠bro deste ano.

arroz
Des¬≠de o in√≠¬≠cio do ano, o pre√ßo do arroz acu¬≠mu¬≠la alta de mais de 21,2% nas prateleiras, segun¬≠do a Asso¬≠ci¬≠a√ß√£o Paulista de Super¬≠me¬≠r¬≠ca¬≠dos (Apas). ‚ÄĒ Mar¬≠cel¬≠lo Casal Jr/Ag√™ncia Brasil

A redução tem­porária está restri­ta à cota de 400 mil toneladas, inci­dente sobre o arroz com cas­ca não par­boliza­do e arroz semi­bran­quea­do ou bran­quea­do, não par­boliza­do, de acor­do com a Nomen­clatu­ra Comum do Mer­co­sul (NCM).

At√© ent√£o, a Tar¬≠i¬≠fa Exter¬≠na Comum (TEC) apli¬≠ca¬≠da sobre o pro¬≠du¬≠to era de 12%, para o arroz ben¬≠e¬≠fi¬≠ci¬≠a¬≠do, e 10% para o arroz em cas¬≠ca, v√°l¬≠i¬≠da ape¬≠nas para pa√≠s¬≠es de fora do Mer¬≠co¬≠sul. Den¬≠tro do blo¬≠co econ√īmi¬≠co region¬≠al, que re√ļne Brasil, Argenti¬≠na, Paraguai e Uruguai, a tar¬≠i¬≠fa √© de impor¬≠ta√ß√£o j√° √© zero.

Tail√Ęndia e EUA

Mais cedo, em um entre¬≠vista para a R√°dio Ga√ļcha, Tere¬≠sa Cristi¬≠na comen¬≠tou que a maior parte do arroz que ser√° impor¬≠ta¬≠do sem tar¬≠i¬≠fa deve vir da Tail√Ęn¬≠dia e dos Esta¬≠dos Unidos, que pro¬≠duzem o mes¬≠mo tipo de pro¬≠du¬≠to con¬≠sum¬≠i¬≠do no Brasil.

Ain¬≠da segun¬≠do a min¬≠is¬≠tra, no v√≠deo divul¬≠ga¬≠do em suas redes soci¬≠ais, o pre√ßo do arroz nos √ļlti¬≠mos anos vin¬≠ha abaixo do que seria seu val¬≠or de mer¬≠ca¬≠do, por causa de uma que¬≠da na pro¬≠du√ß√£o que afe¬≠tou o taman¬≠ho da √°rea pro¬≠duzi¬≠da no pa√≠s.

‚ÄúNo pas¬≠sa¬≠do, o arroz teve um pre√ßo muito baixo, durante muitos anos. N√≥s tive¬≠mos uma que¬≠da na √°rea de pro¬≠du√ß√£o e o arroz, ent√£o, hoje, tem um pre√ßo mais alto. Mas ele est√° na prateleira, vai con¬≠tin¬≠uar nas prateleiras‚ÄĚ, afir¬≠mou.

Alta nos preços

Des¬≠de o in√≠¬≠cio do ano, o pre√ßo do arroz acu¬≠mu¬≠la alta de mais de 21,2% nas prateleiras, segun¬≠do a Asso¬≠ci¬≠a√ß√£o Paulista de Super¬≠me¬≠r¬≠ca¬≠dos (Apas).

De acor¬≠do com o Cen¬≠tro de Estu¬≠dos Avan√ßa¬≠dos em Econo¬≠mia Apli¬≠ca¬≠da da Uni¬≠ver¬≠si¬≠dade de S√£o Paulo (Cepea/USP), o pre√ßo da saca de 50 kg de arroz, ven¬≠di¬≠do pelo pro¬≠du¬≠tor, var¬≠i¬≠ou mais de 107% nos √ļlti¬≠mos 12 meses, chegan¬≠do pr√≥x¬≠i¬≠mo a R$ 100.

Os motivos para a alta são uma com­bi­nação da val­oriza­ção do dólar frente ao real, o aumen­to da expor­tação e a que­da na safra. Em alguns super­me­r­ca­dos, o pro­du­to, que cus­ta­va cer­ca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo ven­di­do por até R$ 40.

*Com infor¬≠ma√ß√Ķes da Reuters

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