A Justiça argentina determinou fim do foro privilegiado e prisão preventiva da ex-presidente Cristina Kirchner sob acusação de acobertar criminosos do Irã, envolvidos em atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994.
O caso será analisado pelo Senado, já que Cristina possui foro privilegiado por ser senadora atualmente.
Por ordens emitidas pelo juiz Claudio Bonadio, foram presos nesta quinta-feira antigos aliados de Kirchner. Carlos Zannini, secretário Legal e Técnico de Cristina, e o líder sindical Luis D’Elía, além de Jorge “Yussuf” Khalil, representante da comunidade muçulmana da Argentina, foram detidos por envolvimento suspeita de interferir nas investigações sobre o atentado.
Segundo a imprensa argentina, é improvável que o Senado investigue com rapidez. De acordo com o “Clarín“, o regimento interno do Senado argentino, bem como o fato de a casa estar em recesso, pode fazer com que o pedido de perda do foro seja votado em uma questão de meses.
Cristina Kirchner nega as acusações e diz que o governo de Mauricio Macri usa o Poder Judiciário para perseguir opositores.
Cristina Kirchner é acusada de traição à pátria por ter assinado em 2012 um acordo com o Irã para que os iranianos acusados pelo atentado fossem interrogados em Teerã ou em um terceiro país.
Fonte: G1
Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina /AFP