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economia

Inflação fecha 2018 em 3,75%

 - REVISTA MAISJR

Crédito: Divulgação (INTERNET)

O √ćndice Nacional de Pre√ßos ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou dezembro com a menor taxa de varia√ß√£o para o m√™s (0,15%) desde o in√≠cio do Plano (1994), ficando acima dos (-0,21%) de novembro. No acumulado do ano, a infla√ß√£o ficou em 3,75%, dentro da meta estipulada pelo governo federal ‚Äď que era de 4,5% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Apesar de o √≠ndice ter ficado dentro da meta, o IPCA, divulgado hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE), ficou 0,80% percentual acima dos 2,95% registrados em 2017. Segundo o levantamento, a infla√ß√£o de dezembro foi impulsionada, em grande parte, pelas altas de Alimenta√ß√£o e Bebidas (0,44%), Vestu√°rio (1,14%) e Sa√ļde e Cuidados Pessoais (0,32%), que contribu√≠ram com 0,21 ponto percentual para o √≠ndice. Por outro lado, Transportes (-0,54%) e Habita√ß√£o (-0,15%) seguraram o √≠ndice com contribui√ß√£o negativa de 0,12 p. p.

No grupo de alimentação, a maior pressão foi causada pela variação de preços dos alimentos para consumo em casa (0,50%). Apesar de alguns produtos passarem a custar menos em dezembro, como por exemplo o leite longa vida (-7,73%), o pão francês (-1,31%) e o arroz (-1,19%), outros produtos, também importantes, exerceram pressão contrária, como a cebola (24,03%), a batata-inglesa (20,05%), o feijão-carioca (12,98%), as frutas (3,11%) e as carnes (2,04%). Já na alimentação fora de casa, os custos desaceleraram de novembro (0,49%) para dezembro (0,33%).

Já os principais responsáveis pela queda no grupo dos Transportes (-0,54%) foram os combustíveis (-4,25%), em especial a gasolina (-4,80%), acompanhada pelo óleo diesel (-3,45%) e o etanol (-2,70%).  No grupo habitação, a queda de 0,15%, Р menos intensa que a registrada em novembro (-0,71%) Рteve  influência do item energia elétrica (-1,96% e -0,08 p.p.) e, também, da mudança na bandeira tarifária, que passou de amarela, em novembro, com a cobrança adicional de R$0,01 para cada kwh consumido, para verde, em dezembro, sem cobrança.

Ainda no grupo Habita√ß√£o (-0,15%), o item taxa de √°gua e esgoto (0,71%) retrata o reajuste de 6,04% das tarifas, no Rio de Janeiro (5,65%), em vigor desde 1¬ļ de dezembro, e de 8,60%, em Porto Alegre (1,85%), a partir de 16 de dezembro. No grupo Vestu√°rio (1,14%), os destaques ficam com os itens roupa feminina (2,34%), roupa masculina (1,57%) e roupa infantil (0,91%).

Quanto aos √≠ndices regionais, o mais elevado foi o de Aracaju (0,67%), reflexo do reajuste na tarifa dos √īnibus urbanos (9,43%), em vigor desde 09 de dezembro e do item passagem a√©rea (32,15%). A regi√£o metropolitana de Curitiba (-0,17%) apresentou o √≠ndice mais baixo em fun√ß√£o das quedas de 6,40% na gasolina e de 2,72% na energia el√©trica.

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