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Imóveis herdados por Andreas Richthofen estão abandonados e acumulam dívidas

Andreas Richthofen, de 36 anos, irmão de Suzane Richthofen, condenada por matar os próprios pais, não foi mais visto desde que ela passou a cumprir o regime aberto, em janeiro do ano passado. Esse isolamento tem gerado problemas ao rapaz, que está sendo processado em função de uma dívida milionária sobre impostos das casas que herdou. Além de deixar os imóveis em situação de abandono, sendo que alguns já foram invadidos, o rapaz também não quita a taxa de manutenção do túmulo onde os pais estão enterrados, em São Paulo.

Conforme o jornalista Ulisses Campbell, que assina o blog “True Crime”, no jornal “O Globo”, apesar de ser o único herdeiros dos bens do casal Richthofen, entre eles carros, terrenos e seis imóveis, avaliados em R$ 10 milhões na época do espólio, Andreas não tem demonstrado interesse em cuidar do patrimônio.

Segundo revelado por Campbell, Andreas enfrenta 24 ações na Justiça de São Paulo por dívidas de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e condomínios atrasados, somando débitos de aproximadamente R$ 500 mil.

Os imóveis foram deixados em situação de abandono e, dois deles, que ficam no bairro Campo Belo, foram invadidos. Essas pessoas já obtiveram o título de propriedade por usucapião, que é quando a pessoa não era a dona, mas passou a cuidar do local por um período prolongado. Outra casa de Andreas, que fica na Rua Barão de Suruí, na Vila Congonhas, também foi invadida e está ocupada.

Andreas, que herdou o bem, segue isolado e acumula dívidas
Rapaz segue isolado e acumula dívidas
Outro imóvel de Andreas fica na Rua República do Iraque, no bairro Brooklin Paulista. O local é onde funcionava a clínica de psiquiatria de Marísia, mas também segue fechado e sem manutenção. A casa geminada, de dois pavimentos, tem 135 metros quadrados e chegou a ser habitada pelo próprio rapaz enquanto cursava Farmácia e Bioquímica na Universidade de São Paulo, entre 2005 e 2015. Porém, ele deixou o local e não quis vendê-lo, apesar da procura de vários interessados.

Amigos do rapaz contaram ao jornalista que ele não quer se desfazer dos imóveis, pois mantê-los seria uma forma de preservar a memória dos pais. Porém, ele também não quer que Suzane tenha acesso a eles. Como não é casado e não tem filhos, a irmã seria sua única herdeira.

Desde que se refugiou em um sítio em São Roque, também herdado dos pais, durante a pandemia, Andreas manteve pouco contato com os conhecidos. Ele comprou uma outra propriedade na cidade, onde vive sem telefone ou internet por escolha própria. Assim, não é encontrado para ser oficialmente citado sobre os processos de dívidas movidos contra ele.

Campbell destacou que, nos autos dessas ações judiciais, os procuradores do município de São Paulo afirmam que vão preparar ações para levar os imóveis de Andreas a leilão, já que ele se recusa a quitar os débitos.

Túmulo dos pais

Entre os débitos acumulados por Andreas, está a manutenção do túmulo em que os pais estão enterrados, no Cemitério do Redentor, no Sumaré, Zona Oeste da Capital.

Campbell destacou que a taxa está atrasada há quatro anos, sendo R$ 650 por semestre. Em 2019, quando a sepultura quase foi a leilão por inadimplência, Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane e Andreas, quitou os valores. Desde então, os pagamentos seguem em aberto.

Ele recebeu herança milionária, mas se isolou e não faz pagamentos
Conforme apurado pelo jornalista, outras pessoas anônimas já tentaram pagar as taxas, mas, como o túmulo está no nome de Andreas, é recusado qualquer valor que não venha de familiares. A sepultura costuma receber visitas de estranhos e recebe os cuidados dos funcionários do cemitério.

“O túmulo da família von Richthofen é cuidado por nós porque sabemos o drama pessoal que o Andreas vive. Esse garoto é a maior vítima dessa tragédia, e essa sepultura é simbólica para os coveiros e jardineiros. Não merece ser engolida pelo mato”, disse um funcionário.

Como está Suzane Richthofen?

Suzane Richthofen, de 40 anos, segue levando uma vida tranquila em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Nesta quinta-feira, ela completa um ano cumprindo pena no regime aberto. Imagens publicadas pelo Portal Leo Dias mostraram a ex-presidiária, que está grávida, fazendo compras em um supermercado da cidade (veja abaixo):

Conforme a publicação, as imagens foram registradas nos primeiros dias deste ano. Suzane chegou ao supermercado em um VW/Polo. Após estacionar, ela entrou no estabelecimento e encheu o carrinho de compras e foi embora. Bem arrumada, ela exibia a gestação da primeira filha.

A ex-presidiária vive em um condomínio de luxo em Bragança Paulista com o namorado, o médico Felipe Zecchini Muniz. Ele já teria enfrentado problemas profissionais e até familiares por conta do relacionamento.

A gravidez de Suzane foi revelada em setembro do ano passado por Ulisses Campbell, que destacou que ela, inclusive, já teria escolhido o nome da menina: Isabela. A notícia causou revolta na mãe de Isabella Nardoni, que seria o alvo de uma homenagem, mas o jornalista destacou que a escolha não teve nada a ver com a menina que morreu após ser jogada de um prédio.

Campbell contou que a ex-presidiária marcou vários encontros pelo aplicativo de relacionamento Tinder, onde usava seu segundo nome, Louise, para disfarçar, antes de começar a se relacionar o médico. Exigente, ela teria dispensado alguns candidatos.

Depois disso, ela teria conhecido Muniz pelo Instagram e eles passaram a manter conversas, engatando o relacionamento. Em julho deste ano, ela teria descoberto a gravidez e os dois passaram a morar juntos.

Casal mora no interior de SP
Morte do casal Richthofen

Segundo a Justiça, Suzane Richthofen planejou a morte dos próprios pais e teve a ajuda do então namorado, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Cristian Cravinhos, para a execução do casal. O crime ocorreu no dia 31 de outubro de 2022.

Logo depois do início das investigações, a jovem foi presa. Em 2006, ela foi julgada e condenada a 39 anos e seis meses de prisão em regime fechado. No entanto, entrou com vários pedidos de revisão e conseguiu reduzir o tempo para 34 anos e 4 meses de prisão. A previsão é que ela, que está em regime aberto desde o início deste ano, cumpra a sentença no dia 25 de fevereiro de 2038.

A primeira vez que Suzane deixou a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo, foi em março de 2016, depois de conquistar o regime semiaberto e ter direito a uma saída temporária de Páscoa. Em setembro do ano passado ela obteve mais uma “saidinha temporária”, quando chamou a atenção por conta da aparência. Bem vestida, ela virou alvo de várias publicações nas redes sociais.

Ela tentava obter a progressão desde 2017 para o regime aberto, mas até então todos os pedidos tinham sido negados. No início de 2023, ela finalmente conseguiu o benefício.