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França abre investigação para apurar ataque com faca em Paris

A França abriu uma inves­ti­gação antiter­ror­is­mo após dois jor­nal­is­tas serem esfaque­a­d­os em Paris, próx­i­mo à anti­ga sede da revista satíri­ca Char­lie Heb­do.

O pre¬≠mi√™ franc√™s, Jean Cas¬≠tex, que se dirigiu √†s pres¬≠sas para o local, disse que o prin¬≠ci¬≠pal sus¬≠peito foi pre¬≠so e que os feri¬≠dos n√£o cor¬≠rem risco de morte. Uma segun¬≠da pes¬≠soa tam¬≠b√©m esta¬≠va sob cust√≥¬≠dia ap√≥s o ataque, no qual teste¬≠munhas dis¬≠ser¬≠am que um cute¬≠lo ou uma faca de a√ßougueiro havia sido usa¬≠do como arma.

Uma viz­in­ha afir­mou que viu sangue no chão e pes­soas puxan­do uma mul­her feri­da para um pré­dio que abri­ga uma agên­cia de notí­cias.

Tra¬≠bal¬≠hadores que repar¬≠avam a via dis¬≠ser¬≠am a ela que ‚Äúum homem de pele escu¬≠ra bateu aleato¬≠ri¬≠a¬≠mente em uma sen¬≠ho¬≠ra com uma grande faca de a√ßougueiro‚ÄĚ, em frente a um mur¬≠al que serve como memo¬≠r¬≠i¬≠al √†s v√≠ti¬≠mas do ataque de 2015.

Uma fonte poli¬≠cial afir¬≠mou que o prin¬≠ci¬≠pal sus¬≠peito tin¬≠ha 18 anos, era con¬≠heci¬≠do dos servi√ßos de segu¬≠ran√ßa, nasceu no Paquist√£o e foi pre¬≠so com sangue sobre ele. Uma segun¬≠da fonte disse que um cute¬≠lo foi encon¬≠tra¬≠do no ch√£o per¬≠to de uma esta√ß√£o de metr√ī.

O ataque foi real¬≠iza¬≠do no que Cas¬≠tex disse ser um ‚Äúlugar sim¬≠b√≥li¬≠co‚ÄĚ e coin¬≠cid¬≠iu com o in√≠¬≠cio do jul¬≠ga¬≠men¬≠to de 14 supos¬≠tos c√ļm¬≠plices do ataque de 2015. Em 2 de setem¬≠bro, 14 pes¬≠soas foram a jul¬≠ga¬≠men¬≠to em Paris, acu¬≠sadas de serem c√ļm¬≠plices do ataque √†s insta¬≠la√ß√Ķes da Char¬≠lie Heb¬≠do em janeiro de 2015, que matou 12 pes¬≠soas.

O tri¬≠bunal ouviu que o grupo havia ten¬≠ta¬≠do vin¬≠gar o pro¬≠fe¬≠ta Maom√©, quase uma d√©ca¬≠da depois de a revista pub¬≠licar desen¬≠hos que sat¬≠i¬≠rizavam o l√≠der reli¬≠gioso isl√Ęmi¬≠co.

A Pro¬≠mo¬≠to¬≠ria Nacional Antiter¬≠ror¬≠is¬≠mo afir¬≠mou que est√° inves¬≠ti¬≠gan¬≠do o caso. ‚ÄúO gov¬≠er¬≠no est√° deter¬≠mi¬≠na¬≠do, por todos os meios, a com¬≠bat¬≠er o ter¬≠ror¬≠is¬≠mo‚ÄĚ, afir¬≠mou Cas¬≠tex, acres¬≠cen¬≠tan¬≠do que as duas v√≠ti¬≠mas do ataque estavam em uma pausa para fumar.

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Nathan Mes¬≠sas, que mora em frente √† anti¬≠ga sede da Char¬≠lie Heb¬≠do, viu a pol√≠¬≠cia sain¬≠do de uma esta√ß√£o de metr√ī com um jovem alge¬≠ma¬≠do. ‚ÄúMais uma vez, √≥dio, √≥dio gra¬≠tu¬≠ito. Estive aqui h√° cin¬≠co anos. Cin¬≠co anos depois, esta¬≠mos de novo. N√£o sei quan¬≠do isso vai acabar‚ÄĚ, disse.

A polí­cia retirou o dire­tor de Recur­sos Humanos da Char­lie Heb­do de sua casa nes­ta sem­ana, após ameaças de morte.

Ima¬≠gens de TV mostraram, nes¬≠sa sex¬≠ta-feira, ambul√Ęn¬≠cias, cam¬≠in¬≠h√Ķes de bombeiros e poli¬≠ci¬≠ais isolan¬≠do a √°rea ao redor da anti¬≠ga sede da Char¬≠lie Heb¬≠do. Paul Mor¬≠eira, jor¬≠nal¬≠ista da pro¬≠du¬≠to¬≠ra Pre¬≠mieres Lignes, disse √† BFM TV que dois de seus cole¬≠gas foram feri¬≠dos. ‚ÄúFoi algu√©m que esta¬≠va na via com um cute¬≠lo que os ata¬≠cou em frente aos nos¬≠sos escrit√≥rios. Foi assus¬≠ta¬≠dor‚ÄĚ, disse ele.

A Fran√ßa viven¬≠ciou uma onda de ataques de mil¬≠i¬≠tantes isl√Ęmi¬≠cos nos √ļlti¬≠mos anos. Em novem¬≠bro de 2015, bom¬≠bas e tiros atin¬≠gi¬≠ram a casa de shows Bat¬≠a¬≠clan e out¬≠ros locais ao redor de Paris, matan¬≠do 130 pes¬≠soas. Em jul¬≠ho de 2016, um mil¬≠i¬≠tante isl√Ęmi¬≠co avan√ßou com um cam¬≠in¬≠h√£o sobre a mul¬≠ti¬≠d√£o que comem¬≠o¬≠ra¬≠va o Dia da Bastil¬≠ha em Nice, matan¬≠do 86.

A prin¬≠ci¬≠pal l√≠der da oposi√ß√£o france¬≠sa Marine Le Pen, de extrema-dire¬≠i¬≠ta, disse que a pol√≠ti¬≠ca do gov¬≠er¬≠no era covarde. ‚ÄúQuan¬≠tas v√≠ti¬≠mas ter√≠amos evi¬≠ta¬≠do con¬≠trolan¬≠do estri¬≠ta¬≠mente nos¬≠sa pol√≠ti¬≠ca de imi¬≠gra√ß√£o, depor¬≠tan¬≠do sis¬≠tem¬≠ati¬≠ca¬≠mente pes¬≠soas ile¬≠gais ao com¬≠bat¬≠er o islamis¬≠mo?‚ÄĚ, tuitou ela, sem fornecer qual¬≠quer infor¬≠ma√ß√£o sobre o hist√≥ri¬≠co do respon¬≠s√°v¬≠el pelo ataque.

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