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Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é preso em Atibaia, SP

Fab­rí­cio Queiroz, ex-asses­sor do hoje senador Flávio Bol­sonaro (Repub­li­canos-RJ), foi pre­so no iní­cio da man­hã des­ta quin­ta-feira (18) em Ati­ba­ia, inte­ri­or de São Paulo. Ele dev­erá ser lev­a­do para o Rio de Janeiro.

A a√ß√£o faz parte da Oper¬≠a√ß√£o Anjo, que cumpre ain¬≠da out¬≠ras medi¬≠das caute¬≠lares autor¬≠izadas pela Justi√ßa, rela¬≠cionadas ao inqu√©ri¬≠to que inves¬≠ti¬≠ga a chama¬≠da ‚Äúrachad¬≠in¬≠ha‚ÄĚ, em que servi¬≠dores da Assem¬≠bleia Leg¬≠isla¬≠ti¬≠va do Esta¬≠do (Alerj) devolve¬≠ri¬≠am parte dos seus venci¬≠men¬≠tos ao ent√£o dep¬≠uta¬≠do estad¬≠ual Fl√°vio Bol¬≠sonaro.  Ap√≥s ser pre¬≠so, Queiroz pas¬≠sou por exam¬≠es no IML e foi lev¬≠a¬≠do ao DHPP. Por vol¬≠ta das 10h, foi lev¬≠a¬≠do de helic√≥ptero para o Rio de Janeiro.

Queiroz era lota­do no gabi­nete do par­la­men­tar à época em que Flávio era dep­uta­do estad­ual.

O nome de Fab­rí­cio Queiroz con­s­ta em um relatório do Con­sel­ho de Con­t­role de Ativi­dades Finan­ceiras (Coaf), que apon­ta uma movi­men­tação atípi­ca de R$ 1,2 mil­hão em uma con­ta em nome do ex-asses­sor.

O relatório inte­grou a inves­ti­gação da Oper­ação Fur­na da Onça, des­do­bra­men­to da Lava Jato no Rio de Janeiro, que pren­deu dep­uta­dos estad­u­ais no iní­cio de novem­bro do ano pas­sa­do.

Con¬≠tra out¬≠ros sus¬≠peitos de par¬≠tic¬≠i¬≠pa√ß√£o no esque¬≠ma (o servi¬≠dor Matheus Azere¬≠do Coutin¬≠ho, os ex-fun¬≠cion√°rios Luiza Paes Souza e Alessan¬≠dra Esteve Marins e o advo¬≠ga¬≠do Luis Gus¬≠ta¬≠vo Bot¬≠to Maia), o Min¬≠ist√©rio P√ļbli¬≠co do Esta¬≠do do Rio de Janeiro obteve na Justi√ßa a dec¬≠re¬≠ta√ß√£o de medi¬≠das caute¬≠lares que incluem bus¬≠ca e apreen¬≠s√£o, afas¬≠ta¬≠men¬≠to da fun√ß√£o p√ļbli¬≠ca, com¬≠parec¬≠i¬≠men¬≠to men¬≠sal em ju√≠¬≠zo e a proibi√ß√£o de con¬≠ta¬≠to com teste¬≠munhas.

Segun¬≠do a pol√≠¬≠cia, no inte¬≠ri¬≠or do im√≥v¬≠el, foram encon¬≠tra¬≠dos car¬≠tazes com men√ß√£o ao AI‚ÄĎ5, uma das prin¬≠ci¬≠pais medi¬≠das da repress√£o ado¬≠tadas pela ditadu¬≠ra mil¬≠i¬≠tar no pa√≠s (1964‚Äď1985).

Segun¬≠do o del¬≠e¬≠ga¬≠do Nico Gon√ßalves, respon¬≠s√°v¬≠el pela oper¬≠a√ß√£o em S√£o Paulo, um dos caseiros que esta¬≠va na casa infor¬≠mou √† pol√≠¬≠cia que o ex-asses¬≠sor mora¬≠va no local h√° cer¬≠ca de um ano. ‚ÄúO caseiro infor¬≠mou que ele esta¬≠va por vol¬≠ta de um ano aqui. Tin¬≠ham dois fun¬≠cion√°rios no fun¬≠do da casa, em uma ed√≠cu¬≠la‚ÄĚ, rev¬≠el¬≠ou o del¬≠e¬≠ga¬≠do em entre¬≠vista √† GloboNews.

Em setem­bro de 2019, o advo­ga­do Fred­er­ick Wassef disse ao pro­gra­ma Em Foco não saber onde esta­va o ex-asses­sor, e afir­mou não ser o advo­ga­do dele.

A defe­sa de Queiroz ain­da não se man­i­festou.

Repercuss√£o

Pelo Twit¬≠ter, o senador Fl√°vio Bol¬≠sonaro disse que encara a pris√£o do ex-asses¬≠sor com tran¬≠quil¬≠i¬≠dade e que ‚Äúa ver¬≠dade prevale¬≠cer√°‚ÄĚ. De acor¬≠do com o senador, a oper¬≠a√ß√£o de hoje √© ‚Äúmais uma pe√ßa foi movi¬≠men¬≠ta¬≠da no tab¬≠uleiro para atacar Bol¬≠sonaro‚ÄĚ

Fotos: divul­gação Polí­cia Civ­il e redes soci­ais

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