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economia

Em meio √† crise, Mansueto descarta aumento de impostos 

O secret√°rio do Tesouro Nacional, Man¬≠sue¬≠to Almei¬≠da, descar¬≠tou nes¬≠ta sex¬≠ta-feira qual¬≠quer ten¬≠ta¬≠ti¬≠va, no momen¬≠to, de dis¬≠cuss√£o em torno do aumen¬≠to da car¬≠ga trib¬≠ut√°ria no pa√≠s, ape¬≠sar da dete¬≠ri¬≠o¬≠ra√ß√£o das con¬≠tas p√ļbli¬≠cas com a expan¬≠s√£o dos gas¬≠tos para com¬≠bate aos efeitos da pan¬≠demia do coro¬≠n¬≠av√≠rus.

‚ÄúN√£o √© hora para se dis¬≠cu¬≠tir aumen¬≠to de impos¬≠to, aumen¬≠to de car¬≠ga trib¬≠ut√°ria, muito menos um impos¬≠to sobre transa√ß√£o finan¬≠ceira. Ent√£o isso est√° fora de cog¬≠i¬≠ta√ß√£o‚ÄĚ, afir¬≠mou Man¬≠sue¬≠to em entre¬≠vista √† CNN Brasil.

De acor¬≠do com ele, dada a atu¬≠al con¬≠jun¬≠tu¬≠ra, com o gov¬≠er¬≠no poster¬≠gan¬≠do datas de recol¬≠hi¬≠men¬≠to de impos¬≠tos, a pri¬≠or¬≠i¬≠dade √© com¬≠bat¬≠er os efeitos econ√īmi¬≠cos e soci¬≠ais da propa¬≠ga√ß√£o do coro¬≠n¬≠av√≠rus, enquan¬≠to a retoma¬≠da grad¬≠ual da econo¬≠mia pre¬≠cisa ser fei¬≠ta ‚Äúcom muito cuida¬≠do‚ÄĚ e basea¬≠da em dados da sa√ļde.

Em opos¬≠to √† ideia de recri¬≠a√ß√£o de trib¬≠u¬≠tos para com¬≠pen¬≠sar a situ¬≠a√ß√£o fis¬≠cal, o secret√°rio do Tesouro reit¬≠er¬≠ou a import√Ęn¬≠cia da agen¬≠da de refor¬≠mas estru¬≠tu¬≠rais pas¬≠sa¬≠da a crise da pan¬≠demia.

‚ÄúComo a gente vai pagar essa con¬≠ta (fis¬≠cal), a gente tem que dis¬≠cu¬≠tir depois. Inclu¬≠sive, se a gente fiz¬≠er as refor¬≠mas e o pa√≠s crescer mais r√°pi¬≠do, (isso) vai aju¬≠dar a pagar essa con¬≠ta‚ÄĚ, com¬≠ple¬≠tou.

Segun¬≠do dados divul¬≠ga¬≠dos pelo Ban¬≠co Cen¬≠tral nes¬≠ta sex¬≠ta-feira, a d√≠vi¬≠da bru¬≠ta brasileira saltou a 79,7% do Pro¬≠du¬≠to Inter¬≠no Bru¬≠to (PIB) em abril, um recorde, na esteira do forte d√©ficit prim√°rio reg¬≠istra¬≠do pelo setor p√ļbli¬≠co con¬≠sol¬≠i¬≠da¬≠do, de 94,303 bil¬≠h√Ķes de reais em abril ‚Äďtam¬≠b√©m um recorde des¬≠de o in√≠¬≠cio da s√©rie em 2001.

CONTRAÇÃO DE 7% DO PIB

Man¬≠sue¬≠to tam¬≠b√©m afir¬≠mou que uma con¬≠tra√ß√£o do PIB entre 9% e 11% no segun¬≠do trimestre ‚Äďesti¬≠ma¬≠da, segun¬≠do ele, por parte do mer¬≠ca¬≠do‚Äď √© com¬≠pat√≠v¬≠el com um decl√≠nio da econo¬≠mia entre 6% e 7% neste ano.

‚ÄúMais ou menos todo mun¬≠do no mer¬≠ca¬≠do est√° con¬≠vergin¬≠do para uma que¬≠da, no segun¬≠do trimestre, entre 9% e 11%. Ent√£o uma que¬≠da em torno dis¬≠so‚Ķ √© com¬≠pat√≠v¬≠el com a que¬≠da do PIB do ano entre 6%, 7%‚ÄĚ, disse.

Ele lem­brou que a esti­ma­ti­va ofi­cial do Min­istério da Econo­mia para o desem­pen­ho da econo­mia em 2020 é de retração de 4,7%.

Sobre os dados do PIB do primeiro trimestre, divul­ga­dos nes­ta man­hã, Man­sue­to frisou as per­das no setor de serviços, que rep­re­sen­ta 74% da econo­mia.

‚ÄúS√≥ a segun¬≠da quinzena de mar√ßo, quan¬≠do a gente j√° tin¬≠ha come√ßa¬≠do esse proces¬≠so de dis¬≠tan¬≠ci¬≠a¬≠men¬≠to social, teve um impacto muito forte (sobre o resul¬≠ta¬≠do do PIB no trimestre)‚ÄĚ, disse.

O Pro¬≠du¬≠to Inter¬≠no Bru¬≠to (PIB) brasileiro con¬≠traiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano sobre os tr√™s meses ante¬≠ri¬≠ores, infor¬≠mou nes¬≠ta sex¬≠ta-feira o Insti¬≠tu¬≠to Brasileiro de Geografia e Estat√≠s¬≠ti¬≠ca (IBGE), na mais forte retra√ß√£o des¬≠de 2015, na esteira dos primeiros sinais dos impactos das restri√ß√Ķes por causa das medi¬≠das para con¬≠ter a dis¬≠sem¬≠i¬≠na√ß√£o do coro¬≠n¬≠av√≠rus.

Por Gabriel Ponte / BRAS√ćLIA (Reuters)

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