PUBLICIDADE

1.0 - RADARbrasil

Complexo de GO que teve 9 mortes registra 3ª rebelião em 5 dias

Uma terceira rebelião atingiu, nesta sexta-feira (5), o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Desta vez, o motim ocorreu na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), uma unidade de regime fechado do complexo – as outras duas foram na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto. Segundo a Polícia Militar, não há registro de feridos. A primeira, na segunda-feira (1º), deixou 9 mortos.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou em nota que a situação no local foi “controlada” depois que o Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com o apoio da PM, invadiu o local. Segundo o órgão, por volta das 7h um “procedimento de revista” começou a ser feito.

O conflito começou por volta das 4h30 desta sexta-feira, quando tiros começaram a ser ouvidos na região do Complexo Prisional. De acordo com o assessor de comunicação da PM, o tenente-coronel Marcelo Granja, o conflito começou em alas que ficam ao fundo da penitenciária e foi “rapidamente” identificado pelos agentes.

“Houve uma intervenção de forma rápida, enérgica, por parte, tanto da Polícia Militar, quanto do Gope. O presídio já está tomado, não há relato de nenhuma morte, nenhuma vítima. As forças de segurança já entraram no momento em que houve uma movimentação estranha. Agora vamos passar para a parte de vistoria”, disse o tenente-coronel.

De acordo com a corporação, foram deslocados policiais dos batalhões de Choque, Operações Especiais, Grupo de Radiopatrulha Aérea, além da cavalaria da corporação para a POG. Equipes do Corpo de Bombeiros também acompanharam a movimentação no presídio.

Semana de conflitos

A primeira rebelião ocorreu na última segunda-feira (1º), no presídio onde ficam presos do regime semiaberto. Detentos invadiram alas rivais por meio de um buraco feito na parede de uma das celas, que ficaram destruídas após a ação. Nove pessoas morreram. Na terça-feira (2), a ministra Cármen Lúcia determinou que o TJ-GO realizasse a inspeção no prazo máximo de 48 horas.

Uma comissão composta por integrantes do TJ-GO, do Ministério Público Estadual (MP-GO), da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás – Seção Goiás (OAB-GO) realizou a vistoria, na quarta-feira (3). O parecer da visita, divulgado nesta tarde, cita uma série de irregularidades.

Na noite de quinta-feira (4), presos da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto fizeram uma nova rebelião. A polícia interveio e controlou a situação. Não houve mortos ou feridos, mas um reeducando fugiu.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que várias equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e do Choque foram enviadas para controlar a ação. A área em volta da unidade foi isolada por policiais.

Em nota, o Governo de Goiás tratou o caso como uma “tentativa de invasão de presos da ala C nas alas A, B e D”. Disse que o serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública já monitorava a situação e que “houve tentativa de explosão de uma granada e troca de tiros”, situação controlada pelos policiais.

Fonte: G1

Foto: TV Anhanguera/Reprodução

PUBLICIDADE