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Brasil terá 8 milhões de empregos a mais com reforma, aponta SPE

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(Crédito: SPE/ME) 

O Brasil terá, em 2023, 8 milhões de empregos a mais do que teria sem a aprovação da reforma da Previdência. Essa é uma das conclusões do estudo “Efeito da Reforma da Previdência no crescimento do PIB”, apresentado pela Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Economia. O estudo faz um comparativo da situação econômica do país nos próximos cinco anos, entre um cenário de aprovação ou não da reforma pelo Congresso Nacional em 2019.

O levantamento revela que o impacto positivo da reforma no crescimento econômico, traria um   resultado significativo na geração de empregos. O valor médio de criação de empregos com a reforma seria de 1,33 milhões por ano, alcançando um valor total de empregos de quase 8 milhões até 2023. Já em um ambiente sem reforma, a queda de investimentos seria acompanhada por uma elevação na taxa de desemprego, que alcançaria 15,1% em 2023.

Segundo o estudo, o crescimento anual do PIB tenderia a ser, em média, 2,9 p.p. maior nos próximos cinco    anos, em comparação a um cenário sem a mudança. Caso a reforma não seja aprovada, o crescimento do PIB seria inferior a 1% e o Brasil já entraria em recessão a partir do segundo semestre de 2020.

De acordo com o secretário da SPE, Adolfo Sachsida, com o novo regime previdenciário e o crescimento do PIB per capita, o brasileiro poderá aumentar sua própria renda em R$ 5.772,00 até 2023. “É claro que esse efeito se distribui de acordo com as faixas de renda da população, mas o fundamental é que a reforma é justa e favorece os mais pobres, pois a crise econômica bate de maneira ainda mais pesada nas classes menos favorecidas”, enfatiza.

O estudo mostra que na ausência da reforma, cada brasileiro receberia R$ 2,5 mil a menos por ano, o equivalente a 2,6 salários mínimos nos próximos cincos anos.  “A tendência é repetir o cenário de recessão ocorrido entre 2014 e 2016”, observa.

Dívida pública

O estudo da SPE mostra que o descontrole das contas públicas está   na raiz da grave crise econômica  pela  qual o país atravessa.  A deterioração fiscal é, explicada,  principalmente, pelo aumento dos gastos do governo com benefícios previdenciários.

“Com a dívida pública aumentando fica mais arriscado emprestar para o governo. Os juros aumentam, o investimento cai e o PIB também cai. É um ciclo nocivo, com uma série de efeitos ruins sobre a economia, prejudicando o desenvolvimento da sociedade”, aponta Adolfo Sachsida.

Segundo ele, em um eventual cenário sem a reforma, a dívida pública dará um pulo, haverá aumento dos juros, redução do crescimento econômico e queda de empregos. “A aprovação colocará a dívida pública de maneira sustentável. Com isso, o país poderá manter os juros baixos, abrindo caminho para o crescimento econômico, para ampliação dos investimentos, para a geração de empregos”, frisa.