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Brasil registra mais de 100 mil mortes por Covid-19

O Brasil atingiu neste final de sem¬≠ana o n√ļmero de 100 mil 477 mortes por Covid-19, des¬≠de o in√≠¬≠cio da pan¬≠demia do novo coro¬≠n¬≠av√≠rus. Nas √ļlti¬≠mas 24 horas, segun¬≠do bal¬≠an√ßo divul¬≠ga¬≠do pelo Min¬≠ist√©rio da Sa√ļde, foram reg¬≠istra¬≠dos 905 √≥bitos.

Dos 3.012.412 casos de pes¬≠soas infec¬≠tadas pelo novo coro¬≠n¬≠av√≠rus, 2.094.293 (69,5%), mais da metade, s√£o de recu¬≠per¬≠a¬≠dos. Tam¬≠b√©m foram ano¬≠ta¬≠dos 49.970 novos casos infor¬≠ma¬≠dos pelas sec¬≠re¬≠tarias de sa√ļde. O bal¬≠an√ßo apon¬≠ta ain¬≠da que o n√ļmero de pes¬≠soas em acom¬≠pan¬≠hamen¬≠to √© de 817.642 (21,1%).

Estados

Os esta­dos com mais mortes pelo novo coro­n­avírus são: São Paulo (25.016), Rio de Janeiro (14.070), Ceará (7.951), Per­nam­bu­co (6.920) e Pará (5.871). Tocan­tins (444), Mato Grosso do Sul (492), Roraima (547), Acre (559) e Amapá (601) são as unidades da Fed­er­ação com menos óbitos.

Os n√ļmeros atu¬≠al¬≠iza¬≠dos do Paran√° ain¬≠da n√£o foram encam¬≠in¬≠hados para o min¬≠ist√©rio. A Sec¬≠re¬≠taria Estad¬≠ual de Sa√ļde infor¬≠mou ‚Äúestar aju¬≠s¬≠tan¬≠do os dados nos sis¬≠temas ofi¬≠ci¬≠ais, cor¬≠rigin¬≠do, por exem¬≠p¬≠lo, even¬≠tu¬≠ais dupli¬≠ci¬≠dades‚ÄĚ.

Luto oficial

Pelas redes soci¬≠ais, v√°rios pol√≠ti¬≠cos e autori¬≠dades se man¬≠i¬≠fes¬≠taram pela mar¬≠ca dos 100 mil √≥bitos no pa√≠s. O pres¬≠i¬≠dente do Con¬≠gres¬≠so Nacional, senador Davi Alcolum¬≠bre (DEM-AP), clas¬≠si¬≠fi¬≠cou este s√°ba¬≠do como um dos dias mais tristes da hist√≥ria do pa√≠s. ‚ÄúO Brasil reg¬≠is¬≠tra 100 mil vidas per¬≠di¬≠das para a Covid-19. O Con¬≠gres¬≠so Nacional dec¬≠re¬≠ta luto ofi¬≠cial de qua¬≠tro dias em sol¬≠i¬≠dariedade a todos os brasileiros afe¬≠ta¬≠dos pela pan¬≠demia e √†s v√≠ti¬≠mas des¬≠ta trag√©¬≠dia‚ÄĚ, disse.

O pres¬≠i¬≠dente da C√Ęmara dos Dep¬≠uta¬≠dos, Rodri¬≠go Maia (DEM-RJ) tam¬≠b√©m se man¬≠i¬≠festou. ‚ÄúEsta¬≠mos con¬≠viven¬≠do diari¬≠a¬≠mente com a pan¬≠demia, mas n√£o podemos ficar aneste¬≠si¬≠a¬≠dos e tratar com nat¬≠u¬≠ral¬≠i¬≠dade ess¬≠es n√ļmeros. Cada vida √© √ļni¬≠ca e impor¬≠ta. Em nome da C√Ęmara dos Dep¬≠uta¬≠dos, presto mais uma vez sol¬≠i¬≠dariedade aos famil¬≠iares e ami¬≠gos das v√≠ti¬≠mas des¬≠ta grande trag√©¬≠dia‚ÄĚ, disse Maia pelo Twit¬≠ter.

Quem tam¬≠b√©m lamen¬≠tou foi o pres¬≠i¬≠dente do Supre¬≠mo Tri¬≠bunal Fed¬≠er¬≠al (STF), min¬≠istro Dias Tof¬≠foli. Ele decre¬≠tou luto ofi¬≠cial no Judi¬≠ci√°rio por tr√™s dias. ‚ÄúJamais vive¬≠mos uma trag√©¬≠dia dessa dimen¬≠s√£o em nos¬≠so pa√≠s. S√£o 100 mil pes¬≠soas que tin¬≠ham um nome, uma profis¬≠s√£o, pro¬≠je¬≠tos e son¬≠hos. 100 mil vidas que cer¬≠ta¬≠mente deixaram sua mar¬≠ca no mun¬≠do e na vida de out¬≠ras pes¬≠soas. S√£o fil¬≠has e fil¬≠hos que n√£o mais estar√£o com seus pais no dia espe¬≠cial de aman¬≠h√£. S√£o pais que n√£o ter√£o o que fes¬≠te¬≠jar neste domin¬≠go‚ÄĚ, disse o min¬≠istro, em nota divul¬≠ga¬≠da neste s√°ba¬≠do.

No doc¬≠u¬≠men¬≠to, em nome do Poder Judi¬≠ci√°rio e do STF, T√≥f¬≠foli man¬≠i¬≠festou ain¬≠da sen¬≠ti¬≠men¬≠tos de pro¬≠fun¬≠da tris¬≠teza e sol¬≠i¬≠dariedade aos famil¬≠iares e ami¬≠gos de cada uma das v√≠ti¬≠mas. ‚ÄúNess¬≠es tem¬≠pos de tan¬≠tos temores e per¬≠das, humanas e mate¬≠ri¬≠ais, somos insta¬≠dos a exercer a sol¬≠i¬≠dariedade e o esp√≠ri¬≠to fra¬≠ter¬≠nal; a olhar¬≠mos uns aos out¬≠ros como irm√£os, como com¬≠pan¬≠heiros de jor¬≠na¬≠da‚ÄĚ, acres¬≠cen¬≠tou o pres¬≠i¬≠dente do STF.

Secom

A Sec¬≠re¬≠taria Espe¬≠cial de Comu¬≠ni¬≠ca√ß√£o Social da Presid√™n¬≠cia da Rep√ļbli¬≠ca se man¬≠i¬≠festou sobre o n√ļmero de mortes pela doen√ßa, por meio do Twit¬≠ter. Na men¬≠sagem posta¬≠da, a Sec¬≠omVc diz que ‚ÄúTodas as vidas impor¬≠tam: as que v√£o e as que ficam. Lamen¬≠ta¬≠mos as mortes por Covid, assim como por out¬≠ras doen√ßas. Nos¬≠sas ora√ß√Ķes e nos¬≠sos esfor√ßos t√™m a for√ßa de um Gov¬≠er¬≠no que d√° tudo para sal¬≠var vidas, com uma rea√ß√£o que serve de exem¬≠p¬≠lo ao mun¬≠do todo. O Brasil vai em frente‚ÄĚ.

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Manifestação

Pela man¬≠h√£, uma man¬≠i¬≠fes¬≠ta√ß√£o nas areias da Pra¬≠ia de Copaca¬≠bana, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, lem¬≠brou as mortes por Covid-19 no Brasil. O ato foi real¬≠iza¬≠do pela orga¬≠ni¬≠za¬≠√ß√£o Rio de Paz, que afixou 100 cruzes pre¬≠tas de madeira no local e mil bal√Ķes ver¬≠mel¬≠hos.

O fun¬≠dador da Rio de Paz, Ant√īnio Car¬≠los Cos¬≠ta, expli¬≠cou, nas redes soci¬≠ais da enti¬≠dade, os motivos da man¬≠i¬≠fes¬≠ta√ß√£o. ‚ÄúPoder p√ļbli¬≠co e sociedade pre¬≠cisam respon¬≠der a uma quest√£o para a qual nos reme¬≠tem as 100 mil mortes por coro¬≠n¬≠av√≠rus: por que somos o segun¬≠do pa√≠s em n√ļmero de mor¬≠tos? Da respos¬≠ta racional, isen¬≠ta e hon¬≠es¬≠ta a essa per¬≠gun¬≠ta depen¬≠dem as mudan√ßas pelas quais o Brasil pre¬≠cisa pas¬≠sar a fim de viver¬≠mos num pa√≠s no qual a san¬≠ti¬≠dade da vida humana seja respeita¬≠da‚ÄĚ, disse.

O taxista M√°r¬≠cio Ant√īnio do Nasci¬≠men¬≠to Sil¬≠va, que teve um fil¬≠ho mor¬≠to por Covid-19, tam¬≠b√©m par¬≠ticipou da man¬≠i¬≠fes¬≠ta√ß√£o. No √ļlti¬≠mo ato do Rio de Paz sobre a pan¬≠demia, no dia 11 de jun¬≠ho, quan¬≠do um homem der¬≠rubou algu¬≠mas cruzes da areia, M√°r¬≠cio Ant√īnio, que pas¬≠sa¬≠va pelo local, resolveu recoloc√°-las no lugar.

Edição: Aécio Amado/AB

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