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Bolsonaro: invasão de telefone é crime e ponto final

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (29), por meio de seu porta-voz, Ot√°vio R√™go Barros, que a invas√£o de telefones de autoridades “√© crime e ponto final”. Foi uma refer√™ncia √† intercepta√ß√£o de comunica√ß√Ķes privadas do ministro Sergio Moro e diversas outras autoridades. Investiga√ß√£o da¬†Pol√≠cia Federal sobre o caso, batizada de Opera√ß√£o Spoofing, prendeu quatro suspeitos do crime na semana passada.

“O presidente tem se pronunciado, no entendimento de que essa a√ß√£o de¬†hackers¬†tem ‘a inten√ß√£o de atingir a [Opera√ß√£o] Lava-Jato, o ministro Sergio Moro, atingir a minha pessoa [Bolsonaro], tentar desqualificar, tentar desgastar o governo’. E ressaltou que ‘a invas√£o de telefones √© crime e ponto final'”, disse o porta-voz, em entrevista coletiva no Pal√°cio do Planalto.

O principal suspeito de invadir as comunica√ß√Ķes privadas de autoridades, Walter Delgatti Neto, afirmou, em depoimento, que foi ele quem entregou voluntariamente o conte√ļdo das mensagens ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald e que n√£o foi pago para isso.

Greenwald √© fundador do site The Intercept, que tem divulgado as trocas de mensagens atribu√≠das a procuradores da Lava Jato e ao ministro da Justi√ßa e Seguran√ßa P√ļblica, Sergio Moro, ent√£o juiz que comandava as a√ß√Ķes da opera√ß√£o em Curitiba.

No fim de semana, Bolsonaro disse que Glenn Greenwald¬†“talvez pegue uma cana aqui no Brasil”. Segundo o porta-voz do governo, trata-se de uma “percep√ß√£o pessoal” do presidente.

 

Crédito: Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil