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economia

Bitcoin cai mais de 7%, perde os US$ 53 mil e bate mínima em quase 2 meses

Depois de passar dias oscilando em torno dos US$ 57 mil, o Bitcoin (BTC) passou a cair forte na tarde desta sexta-feira (3), voltando a negociar em torno dos US$ 53 mil, batendo sua menor cotação desde o dia 6 de outubro.

Às 17h40, a maior criptomoeda do mundo operava com queda de 7,56% no acumulado de 24 horas, a US$ 52.871. Na Binance, considerada a maior corretora do mundo, o valor do Bitcoin chegou a uma mínima de US$ 51.600.

O movimento puxou outros criptoativos também, caso do Ethereum (ETH), que cai 8,11%, para US$ 4.159,85, Binance Coin (BNB), com perdas de 5,44%, a US$ 588,52.

Desde a virada de outubro para novembro, quando o Bitcoin atingiu sua máxima histórica em torno de US$ 69 mil, o mercado engatou um movimento de correção e estagnou pouco abaixo dos US$ 60 mil, deixando o final de ano, que era de grande otimismo, para um cenário imprevisível.

Em novembro, diversos analistas acreditavam que mesmo diante da correção recente, o Bitcoin ainda tinha espaço para chegar aos US$ 100 mil até o início do próximo ano. Em uma das lives da Semana Cripto+ do InfoMoney, Bruno Milanello, executivo de novos negócios do Mercado Bitcoin, disse que acreditava que isso poderia ocorrer ainda esse ano (confira clicando aqui).

Apesar disso, a tese de investimento em Bitcoin é focada principalmente no longo prazo, e a visão geral segue que a criptomoeda está em tendência positiva, caminhando para mais altas nos próximos meses.

Neste momento, um dos receios entre especialistas é de que investidores institucionais que compraram a moeda digital na baixa entre julho e setembro realizem lucros no fechamento do ano, provocando uma possível onda de liquidações que impediria uma recuperação mais contundente do preço no curto prazo.

Pelo mesmo motivo, novas quedas também não estariam descartadas, com o nível de suporte de US$ 53 mil no radar dos traders, algo que nesse momento a criptomoeda está rompendo.

Além disso, o número de contratos abertos em bolsas de derivativos (reguladas ou não) vem aumentando, o que aponta um crescente interesse por opções para proteção contra volatilidade ou por operação de futuros. Os investimentos em derivativos, que costumam vir acompanhados de alta alavancagem, são mais um ingrediente que se soma à expectativa de aumento da volatilidade até o final do ano.
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