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√Āustria √© 1¬ļ pa√≠s da Europa a adotar vacina√ß√£o obrigat√≥ria

A¬†√Āustria¬†se tornou o¬†primeiro pa√≠s da Europa a determinar a obrigatoriedade da vacina¬†para toda a popula√ß√£o adulta at√© 1¬ļ de fevereiro. Detalhes de como a medida ser√° imposta n√£o foram divulgados. O governo austr√≠aco tamb√©m decretou um lockdown nacional de dez dias a partir de segunda-feira. O an√ļncio enfureceu os setores c√©ticos da sociedade, que prometem protestar no fim de semana.

‚Äú√Č hora de enfrentarmos a realidade‚ÄĚ, disse o chanceler austr√≠aco, Alexander Schallenberg, um conservador moderado, ao anunciar o novo lockdown de tr√™s semanas. ‚ÄúO consenso pol√≠tico na √Āustria √© que a vacina√ß√£o n√£o deve ser obrigat√≥ria. Tamb√©m acredito que as pessoas devam ser persuadidas a se vacinar. Mas, apesar das campanhas, elas ainda n√£o se vacinaram.‚ÄĚ

Cerca de 25% dos austr√≠acos ainda n√£o foram totalmente vacinados n√ļmero que est√° empacado no mesmo patamar h√° algum tempo. At√© o momento, apenas Indon√©sia, Micron√©sia, Turcomenist√£o e Tajiquist√£o tornaram a vacina√ß√£o obrigat√≥ria.

O ministro da Sa√ļde, Wolfgang M√ľckstein, disse que o an√ļncio foi o primeiro passo para a elabora√ß√£o de uma lei que tornar a obrigatoriedade oficial nas pr√≥ximas semanas. Segundo ele, o governo est√° confiante de que uma legisla√ß√£o pode ser elaborada dentro dos limites da Constitui√ß√£o, citando a obrigatoriedade da vacina√ß√£o contra a var√≠ola, em 1948.

IMUNIZAÇÃO

A medida anunciada pela √Āustria √© um alerta sobre para a quarta onda do v√≠rus, mas tamb√©m mostra que os governos, cada vez mais desesperados, est√£o perdendo a paci√™ncia com os c√©ticos da vacina e adotando medidas cada vez mais duras para promover a imuniza√ß√£o.

Alguns pa√≠ses europeus enfrentam seus piores n√≠veis de infec√ß√Ķes desde o in√≠cio da pandemia e avaliam apertar o cerco sanit√°rio para conter a quarta onda. B√©lgica, Alemanha e Noruega est√£o entre os que j√° anunciaram novas medidas restritivas. Na quinta-feira, a Europa registrou uma m√©dia m√≥vel nos √ļltimos sete dias de 310 mil casos di√°rios confirmados, segundo a plataforma Our World in Data, vinculada √† Universidade Oxford. √Č o pior n√ļmero desde o in√≠cio da pandemia.

Os casos mais graves s√£o de regi√Ķes da Alemanha, como a Sax√īnia, reduto do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), dominado por c√©ticos da vacina√ß√£o e manifestantes antilockdown. O n√ļmero de novos casos no Estado aumentou 14 vezes no m√™s passado. Em Berlim, o governo de Angela Merkel j√° mobilizou avi√Ķes da For√ßa A√©rea para transportar pacientes de √°reas mais afetadas para regi√Ķes com mais leitos hospitalares. ‚ÄúMuitas das medidas n√£o teriam sido necess√°rias se mais pessoas fossem vacinadas. E n√£o √© tarde demais para ser vacinado agora‚ÄĚ, disse Merkel. (com ag√™ncias internacionais)

As informa√ß√Ķes s√£o do jornal O Estado de S. Paulo.

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