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Após 15 anos sem planejamento, Porto de Santos aprova novo PDZ

O Minist√©rio da Infraestrutura (Minfra) aprovou o novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos nesta ter√ßa-feira (28/07), ap√≥s mais de uma d√©cada sem planejamento do mais importante porto do Pa√≠s. A Portaria n¬ļ 1.620, do Minfra, foi publicada no Di√°rio Oficial da Uni√£o desta quarta-feira (29/07) e permitir√° a moderniza√ß√£o do Porto de Santos, ao planejar estrategicamente a ocupa√ß√£o das √°reas p√ļblicas pelos pr√≥ximos 20 anos. A concretiza√ß√£o do plano elevar√° a capacidade do complexo santista em aproximadamente 50% at√© 2040, atingindo 240,6 milh√Ķes de toneladas.

O instrumento foi elaborado ao longo do √ļltimo ano pela Santos Port Authority (SPA) a partir das diretrizes de efici√™ncia operacional e integra√ß√£o porto-cidade, em linha com as melhores pr√°ticas mundiais. O novo PDZ atualiza a vers√£o de 2006, que j√° n√£o dava conta do escoamento eficiente das cargas identificadas no Plano Mestre, instrumento de planejamento macro do Minfra publicado em abril de 2019 e que deflagrou o cronograma para atualiza√ß√£o do planejamento portu√°rio.

‚ÄúCom o novo PDZ, projetamos o Porto de Santos para o futuro, propiciando um salto de efici√™ncia, economia de escala e produtividade. Representa um marco para a moderniza√ß√£o do complexo, gera√ß√£o de emprego e renda na regi√£o. Fundamental dizer que esse trabalho s√≥ logrou √™xito por conta do alinhamento entre SPA, Minfra e Planalto em prol da infraestrutura nacional, pois o novo PDZ representa um avan√ßo n√£o s√≥ para Baixada Santista, mas para toda a cadeia log√≠stica nacional que depende do principal equipamento do com√©rcio exterior brasileiro‚ÄĚ, afirma o diretor-presidente da SPA, Fernando Biral.

No que se refere √† efici√™ncia operacional, o novo PDZ prev√™ a movimenta√ß√£o de 100% das cargas da regi√£o de influ√™ncia do Porto, a consolida√ß√£o de √°reas para a clusteriza√ß√£o de cargas e o aumento da participa√ß√£o do modal ferrovi√°rio. No aspecto de integra√ß√£o com a cidade, o plano abrange solu√ß√Ķes para interfer√™ncias de acessos rodoferrovi√°rios e destina√ß√£o do cais do Valongo √† movimenta√ß√£o de passageiros em navios de cruzeiro.

As instala√ß√Ķes destinadas a cont√™ineres ter√£o um dos maiores crescimentos de capacidade entre todas as cargas: alta de 64%, saindo de 5,4 milh√Ķes TEU (cont√™iner padr√£o de 20 p√©s) para 8,7 milh√Ķes TEU, com um novo terminal dedicado na regi√£o do Sabo√≥. Mas haver√° aumento de oferta para todos os tipos de carga at√© 2040. Seguem os destaques:

  • Gran√©is s√≥lidos vegetais: alta de 37%, para 95,3 milh√Ķes de toneladas
  • Gran√©is l√≠quidos: amplia√ß√£o de 40%, para 22,4 milh√Ķes de toneladas
  • Gran√©is minerais de descarga: aumento de 74%, para 16,5 milh√Ķes de toneladas
  • Celulose: crescimento de 49%, para 10,5 milh√Ķes de toneladas
  • Dois ber√ßos de atraca√ß√£o para descarga direta, entre a Alemoa e o Sabo√≥

Atendendo a diretrizes do governo federal de aumentar a participa√ß√£o da ferrovia na matriz de transporte, a movimenta√ß√£o prevista para o modal em Santos deve crescer 91%, para 86 milh√Ķes de toneladas, elevando a fatia dos trilhos no Porto de atuais 33% para 40%.

O novo plano ser√° implantado imediatamente, com as altera√ß√Ķes de tipologia de carga realizadas √† medida que os atuais contratos terminarem. Haver√° novos arrendamentos, expans√£o de √°reas, al√©m da amplia√ß√£o do modal ferrovi√°rio ‚Äď mais limpo e eficiente. Tudo somado, a estimativa √© que sejam necess√°rios R$ 9,7 bilh√Ķes entre os pr√≥ximos cinco e dez anos divididos em investimentos em terminais com contratos vigentes (R$ 2,5 bilh√Ķes), investimentos previstos em 8 novos arrendamentos a serem realizados a partir de 2021 (R$ 5,2 bilh√Ķes), e obras de acessos rodoferrovi√°rios (R$ 2 bilh√Ķes).

‚ÄúEram 14 anos sem planejamento do mais importante complexo portu√°rio do Pa√≠s. O novo PDZ n√£o √© um fim em si mesmo. Tem uma dimens√£o socioecon√īmica fundamental. Ao abrir caminho para investimentos de aproximadamente R$ 10 bilh√Ķes, a maior parte nos pr√≥ximos cinco anos, a estimativa √© que entre obras e novos postos nos terminais sejam criados 60,4 mil empregos, equivalente a 21% da popula√ß√£o ocupada nas tr√™s cidades do entorno do Porto ‚Äď Santos, Guaruj√° e Cubat√£o‚ÄĚ, afirma o diretor de Desenvolvimento de Neg√≥cios e Regula√ß√£o, Bruno Stupello, que conduziu a elabora√ß√£o do PDZ.

Somente em obras, a SPA projeta a cria√ß√£o de 58 mil empregos nos pr√≥ximos 5 anos, sendo 19,3 mil diretos, 9 mil indiretos e 29,7 mil efeito-renda. Para mensurar esses n√ļmeros, a Companhia utilizou a metodologia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ√īmico e Social (BNDES), adaptada pela Empresa de Planejamento e Log√≠stica (EPL), cujos valores representam o total de empregos gerados ao longo de todo o per√≠odo de execu√ß√£o dos projetos.

Al√©m disso, a amplia√ß√£o de capacidade e movimenta√ß√£o resultar√° em ao menos 2,4 mil novos empregos diretos nos terminais, um incremento de 15% sobre a base atual, saindo de 16,1 mil trabalhadores para 18,5 mil ‚Äď inclu√≠dos na conta os trabalhadores vinculados aos terminais portu√°rios e avulsos escalados pelo √ďrg√£o Gestor de M√£o de Obra (Ogmo).

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