2.0 // dossiê2.6 // mundo

Tom Petty morre aos 66 anos

Tom Petty, de 66 anos, foi oficialmente declarado morto nesta segunda-feira. O músico americano sofreu um ataque cardíaco e foi encontrado desacordado e sem respiração na noite de domingo, em sua casa, em Malibu, na Califórnia. Na manhã de segunda-feira, o “TMZ” anunciou que o músico não registrava atividade cerebral, e que estava sendo mantido vivo com a ajuda de aparelhos.

A família teria emitido uma ordem para não ressuscitar o músico. A CBS, um dos mais importantes canais abertos dos Estados Unidos, chegou a confirmar a morte de Petty na tarde de segunda-feira, creditando fontes na polícia de Los Angeles, que desmentiu.

Tom Petty era o quintessencial roqueiro americano — tanto que, até mais do que Bruce Springsteen, era idolatrado em seu país e pouco conhecido no resto do mundo. Autor e intérprete de dezenas de sucessos nas paradas americanas, sozinho e com sua banda, The Heartbreakers, o músico também era conhecido por seu caráter agregador, sempre recebendo colegas de diferentes estilos e gerações nos palcos e estúdios, além de ter feito parte do supergrupo Travelling Willburys, no fim dos anos 1980, ao lado de Bob Dylan, George Harrison, Roy Orbison e Jeff Lynne.

Nascido em 1950 em Gainesville, na Flórida, Sul dos Estados Unidos, um encontro com Elvis Presley — seu tio trabalhou nas filmagens de “Follow that dream”, de 1962, o que possibilitou ao pequeno Tom ver o astro de perto, aos 10 anos — e os Beatles na televisão despertaram o amor pelo rock, que fez o jovem largar a escola para tocar em bandas de garagem, já na adolescência, enquanto trabalhava em empregos diversos, na Universidade da Flórida (que nunca frequentou como aluno) e como coveiro, entre outras atividades. Um de seus professores de música foi Don Felder, que mais tarde ficaria famoso como integrante dos Eagles.

Sua primeira banda a atrair alguma atração, na mesma Gainesville, foi uma chamada Epics, que logo mudaria de nome para Mudcructh. Ela também não foi muito longe, mas seu fim fez Petty começar sua carreira solo, com Mike Campbell (guitarra) e Benmont Tench (piano), ex-integrantes do Mudcrutch, no que seria a primeira encarnação dos Hearbreakers – e a aventura não seria tão solo assim.

O disco de estreia da banda conseguiu boa popularidade nos Estados Unidos e na Inglaterra, e foi o pontapé inicial de uma década de sete discos, com turnês e sucesso crescente, ao longo de uma década. O rock de sotaque sulista (o disco de 1985 se chama exatamente “Southern accent”), com ecos de blues e soul, de músicas como “Wildflowers”, “Free fallin'” e “You don’t know how it feels”, acertou em cheio as estações de rádio e TV da América profunda.

Em 1988, Petty se uniu ao beatle George Harrison e aos astros Bob Dylan (sempre comparado a ele, inclusive pela voz anasalada), Roy Orbison e Jeff Lynne (da Electric Light Orchestra) nos Travelling Willburys, supergrupo que aproveitou a MTV para decolar com sucessos como “Handle with care” e “End of the line”, em dois discos, de 1988 e 1990 (este sem Orbison, que morreu em dezembro de 1988).

Na época, Petty também começou a gravar discos sem os Heartbreakers, numa carreira solo iniciada com “Full moon fever” (1989) e que teve ainda dois lançamentos.À frente da banda, ele seguiu carreira pelos anos 1990 e 2000, quando o ritmo de gravações diminuiu, mas as turnês, especialmente pelos EUA, seguiram intensas, sempre com grande popularidade.

O site oficial de Tom Petty postou nesta segunda-feira, antes da morte do músico, as fotos e setlists dos últimos shows dos Heatbreakers, realizados em LosAngeles nos dias 21, 22 e 25 de setembro no Hollywood Bowl, em Los Angeles. A turnê, que comemorava os 40 anos da banda, terminou no último domingo.

Petty foi encontrado inconsciente em sua casa em Malibu, na região de Los Angeles, no domingo, após uma parada cardíaca, e os médicos não conseguiram reavivá-lo. Ele completaria 67 anos no próximo dia 20.

 

Foto: Reprodução

Fonte: OGlobo

saiba antes via instagram @maisinfluenterevista