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economia

Setor p√ļblico de 2019 ter√° d√©ficit prim√°rio abaixo da meta

O setor p√ļbli¬≠co vai fechar o ano de 2019 com d√©ficit prim√°rio (resul¬≠ta¬≠do neg¬≠a¬≠ti¬≠vo nas con¬≠tas do gov¬≠er¬≠no sem o paga¬≠men¬≠to dos juros da d√≠vi¬≠da p√ļbli¬≠ca) entre R$ 70 bil¬≠h√Ķes e R$ 80 bil¬≠h√Ķes, val¬≠or que deve ficar abaixo da meta ini¬≠cial do gov¬≠er¬≠no, que era de R$ 132 bil¬≠h√Ķes. Quem afir¬≠ma √© o secret√°rio do Tesouro Nacional, Man¬≠sue¬≠to de Almei¬≠da Junior, ao par¬≠tic¬≠i¬≠par na sex¬≠ta (8) do sem¬≠i¬≠n√°rio Reavali¬≠a√ß√£o do Risco Brasil, na Fun¬≠da√ß√£o Getulio Var¬≠gas (FGV), no Rio de Janeiro.

De acor¬≠do com Man¬≠sue¬≠to, o resul¬≠ta¬≠do √© expli¬≠ca¬≠do pelo ajuste nas estatais e pela n√£o assi¬≠natu¬≠ra dos acor¬≠dos de recu¬≠per¬≠a√ß√£o fis¬≠cal com esta¬≠dos em dese¬≠qui¬≠l√≠brio, pois o setor p√ļbli¬≠co inclui gov¬≠er¬≠no fed¬≠er¬≠al, esta¬≠dos, munic√≠¬≠pios e empre¬≠sas estatais.

‚ÄúAs estatais j√° est√£o pas¬≠san¬≠do por um proces¬≠so de ajuste e o d√©ficit n√£o vai ser t√£o grande quan¬≠do o esper¬≠a¬≠do, que era de R$ 3,5 bil¬≠h√Ķes. Vai ser bem menor ou at√© ter um super√°vit pequeno. Os esta¬≠dos que est√£o com dese¬≠qui¬≠l√≠brio fis¬≠cal grande, a gente esper¬≠a¬≠va que j√° tivessem assi¬≠na¬≠do o acor¬≠do com a Uni√£o para o regime de recu¬≠per¬≠a√ß√£o fis¬≠cal, que s√£o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e tivessem dire¬≠ito aos empr√©s¬≠ti¬≠mos, mas n√£o con¬≠seguiram ain¬≠da assi¬≠nar o acor¬≠do e est√£o reduzin¬≠do despe¬≠sas‚ÄĚ.

Uni√£o

O secret√°rio desta¬≠cou tam¬≠b√©m o equi¬≠l√≠brio das con¬≠tas da Uni√£o, que tin¬≠ha um d√©ficit pro¬≠gra¬≠ma¬≠do de R$ 139 bil¬≠h√Ķes, e rece¬≠beu val¬≠ores a mais do BNDES, que tin¬≠ha um acor¬≠do de pagar para a Uni√£o R$ 26 bil¬≠h√Ķes, mas vai fechar o ano com repass¬≠es de R$ 126 bil¬≠h√Ķes.

‚ÄúA gente fez um con¬≠tin¬≠gen¬≠ci¬≠a¬≠men¬≠to muito grande at√© agos¬≠to para entre¬≠gar esse val¬≠or. Mas em jul¬≠ho e agos¬≠to teve uma arrecada√ß√£o muito boa, teve os leil√Ķes de petr√≥leo, que n√£o estavam den¬≠tro do Or√ßa¬≠men¬≠to e entraram, e teve um paga¬≠men¬≠to extra de div¬≠i¬≠den¬≠dos dos ban¬≠cos, que entraram ago¬≠ra no Or√ßa¬≠men¬≠to‚ÄĚ.

Sel­ic

Out¬≠ro fator que con¬≠tribuiu para a que¬≠da no d√©ficit foi a redu√ß√£o dos juros b√°si¬≠cos do pa√≠s, a Sel¬≠ic, que baixou para 5%.

‚ÄúO d√©ficit prim√°rio esti¬≠ma¬≠do era em torno de 1,8% do PIB [Pro¬≠du¬≠to Inter¬≠no Bru¬≠to, soma de todos os bens e servi√ßos pro¬≠duzi¬≠dos no pa√≠s], a gente vai ter¬≠mi¬≠nar o ano com d√©ficit prim√°rio per¬≠to de 1% do PIB. Tem uma not√≠¬≠cia muito boa da con¬≠ta dos juros, porque os juros que o setor p√ļbli¬≠co paga est√£o despen¬≠can¬≠do, a que¬≠da foi muito mais r√°p¬≠i¬≠da do que todo mun¬≠do esper¬≠a¬≠va. Isso favorece muito as con¬≠tas fis¬≠cais, porque como a d√≠vi¬≠da do Brasil √© cur¬≠ta, ent√£o aparece muito r√°p¬≠i¬≠da no finan¬≠cia¬≠men¬≠to da d√≠vi¬≠da. Nos pr√≥x¬≠i¬≠mos 12 meses, 20% da d√≠vi¬≠da vence e vai ser refi¬≠nan¬≠cia¬≠da com juros menores‚ÄĚ.

Guedes

No mes¬≠mo even¬≠to, o min¬≠istro da Econo¬≠mia, Paulo Guedes falou sobre as refor¬≠mas pre¬≠tendi¬≠das pelo gov¬≠er¬≠no para diminuir o taman¬≠ho do esta¬≠do, o que inclui a extin√ß√£o de car¬≠gos p√ļbli¬≠co.

‚ÄúCer¬≠ca de 40% dos fun¬≠cion√°rios p√ļbli¬≠cos se aposen¬≠tam nos pr√≥x¬≠i¬≠mos 4, 5 ou 6 anos. N√£o recon¬≠trata¬≠mos, dig¬≠i¬≠tal¬≠izamos, desa¬≠ba o cus¬≠to e a pro¬≠du¬≠tivi¬≠dade aumen¬≠ta. J√° est√° acon¬≠te¬≠cen¬≠do no INSS, onde se aposen¬≠taram 10 mil, 15 mil pes¬≠soas l√° e ningu√©m sen¬≠tiu fal¬≠ta‚ÄĚ.

Durante o sem¬≠i¬≠n√°rio, o pres¬≠i¬≠dente da Petro¬≠bras, Rober¬≠to Castel¬≠lo Bran¬≠co, disse que a empre¬≠sa vai abrir m√£o total¬≠mente do trans¬≠porte e dis¬≠tribui√ß√£o de g√°s nat¬≠ur¬≠al no pa√≠s, ap√≥s a ven¬≠da da sub¬≠sidi√°ria Liquig√°s na quin¬≠ta-feira (7). A pol√≠ti¬≠ca de desin¬≠ves¬≠ti¬≠men¬≠to inclui tam¬≠b√©m a redu√ß√£o ain¬≠da maior da par¬≠tic¬≠i¬≠pa√ß√£o na BR Dis¬≠tribuido¬≠ra, da qual a Petro¬≠bras j√° √© acionista minorit√°ria ap√≥s a pri¬≠va¬≠ti¬≠za¬≠√ß√£o ocor¬≠ri¬≠da em jul¬≠ho.

Fonte: Agên­cia Brasil

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