Crédito

Operações de crédito somam R$3,2 trilhões em setembro, divulga BC

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$3,2 trilhões em setembro, com expansões de 0,4% no mês, com pessoas físicas e com pessoas jurídicas, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central. (BC). Na comparação interanual, a carteira total de crédito cresceu 3,9%, ante 3,4% no mês anterior.

No crédito a pessoas físicas, as operações com recursos livres permaneceram estáveis no mês e cresceram 9,2% em doze meses, destacando-se aumentos em crédito consignado e financiamento de veículos, contrabalançados pela redução do saldo de cartão de crédito à vista. O saldo de crédito direcionado a pessoas físicas aumentou 1% no mês e 4,8% na comparação interanual, refletindo expansões de 1,6% no crédito rural e de 0,8% no imobiliário.

O saldo de crédito a pessoas jurídicas com recursos livres aumentou 1,7% no mês e 10,3% em doze meses. Destacaram-se as expansões em antecipação de faturas de cartão e desconto de duplicatas e recebíveis. O crédito às empresas com recursos direcionados recuou 1,2% no mês (-9,2% em doze meses), refletindo a diminuição das contratações e a apreciação cambial nas operações com recursos do BNDES.

As concessões de crédito somaram R$295 bilhões em setembro, com redução mensal influenciada pelo menor número de dias úteis (quatro a menos que agosto). No acumulado do ano, comparativamente a igual período do ano anterior, ocorreram aumentos de 11,2% nas contratações totais, de 13,4% no crédito a pessoas jurídicas e de 9,6% no crédito a pessoas físicas.

O Indicador de Custo de Crédito (ICC), que mede o custo de todas as operações ativas na carteira do sistema financeiro, manteve-se em 20,8% a.a. (-0,9 p.p. em doze meses). No crédito livre, o ICC declinou 0,1 p.p. no mês e 3,3 p.p. em doze meses, situando-se em 32,5% a.a. A redução mensal no ICC livre foi observada principalmente nas modalidades não rotativas, com o indicador alcançando 29,3% (-0,2 p.p. no mês). O spread do ICC se manteve estável (13,8 p.p.) e o spread do ICC com recursos livres, diminuiu 0,1 p.p., para 24 p.p.

A taxa média de juros das operações contratadas em setembro alcançou 24,4% a.a., -0,1 p.p. no mês e -2,5 p.p. nos últimos doze meses. Na carteira livre, a taxa atingiu 38,1% (+0,1 p.p. e -5,1 p.p., em iguais períodos), com aumento de 0,4 p.p. no segmento de pessoas físicas (52,2% a.a.) e estabilidade no de pessoas jurídicas (20,4% a.a.). Nas contratações com pessoas físicas, ocorreram aumentos de taxas no não consignado (+0,8 p.p.), cartão regular e não regular (+9,6 p.p., +0,9 p.p., na ordem) e reduções no cheque especial (-1,8 p.p.) e cartão parcelado (-2,2 p.p.). No crédito às empresas, aumentos de taxas em capital de giro e financiamentos a exportações (+0,6 p.p. em ambos) e diminuições em desconto de duplicatas e recebíveis (-1,1 p.p.) e antecipação de faturas (-2,9 p.p.). A taxa de juros do crédito livre, excluindo-se as operações rotativas permaneceu estável em 29,3% (-2,2 p.p. na comparação interanual).

Agregados monetários

A base monetária totalizou R$279,4 bilhões em setembro, aumentos de 0,6% no mês e de 6,3% em doze meses. No mês, o papel-moeda emitido cresceu 2,2%, enquanto as reservas bancárias reduziram-se em 7,1%. Entre os fatores condicionantes da evolução da base monetária, destacaram-se as operações do Tesouro Nacional, com impacto expansionista de R$21,7 bilhões. Em sentido inverso, observaram-se resultados contracionistas dos ajustes nas operações com derivativos (R$12,8 bilhões) e dos depósitos de instituições financeiras, que refletem principalmente as variações nos saldos dos recolhimentos compulsórios (R$7,7 bilhões).

Os meios de pagamento restritos (M1) atingiram R$368,9 bilhões em setembro, expansões de 1,6% no mês e de 10% em doze meses, após aumentos de 2% no saldo do papel-moeda em poder do público e de 1,3% nos depósitos à vista. O M2 alcançou R$2,7 trilhões (+0,8% no mês), destacando-se a expansão dos depósitos de poupança. Em setembro, ocorreram captações líquidas de R$8,5 bilhões na poupança e de R$19,2 bilhões em depósitos a prazo. O M3 cresceu 0,5%, situando-se em R$6,1 trilhões, com aumento de 0,7% nas quotas de fundos de investimento. O M4 totalizou R$6,6 trilhões, com expansões de 0,3% no mês e de 8,6% em doze meses.

Fotos: Divulgação

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