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economia

Brasil tem 12,2 milh√Ķes de pessoas sem trabalho, segundo IBGE

A taxa de pes¬≠soas des¬≠ocu¬≠padas no Brasil √© de 13,1% da pop¬≠u¬≠la√ß√£o, em um total de 12,2 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas sem tra¬≠bal¬≠ho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic√≠lios Covid-19 (Pnad Covid-19) para a segun¬≠da sem¬≠ana de jul¬≠ho, entre os 5 a 11, divul¬≠ga¬≠da hoje (31) pelo Insti¬≠tu¬≠to Brasileiro de Geografia e Estat√≠s¬≠ti¬≠ca (IBGE).

O n√ļmero fica aci¬≠ma da taxa de 12,3% da sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (11,5 mil¬≠h√Ķes) e da primeira sem¬≠ana de maio, que reg¬≠istrou 10,5% da pop¬≠u¬≠la√ß√£o des¬≠ocu¬≠pa¬≠da.

Ocupados

A Pnad Covid-19 esti¬≠ma em 81,1 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas a pop¬≠u¬≠la√ß√£o ocu¬≠pa¬≠da do pa√≠s na segun¬≠da sem¬≠ana de jul¬≠ho, enquan¬≠to nos sete dias ante¬≠ri¬≠ores o n√ļmero esta¬≠va em 81,8 mil¬≠h√Ķes, o que mostra que¬≠da rela¬≠ciona¬≠da √† primeira sem¬≠ana da pesquisa, na primeira sem¬≠ana de maio. L√° eram 83,9 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas ocu¬≠padas.

Em ter­mos per­centu­ais, o nív­el de ocu­pação alcançou 47,6%. O IBGE con­sider­ou estáv­el na com­para­ção com a sem­ana ante­ri­or (48,1%), mas recuo em relação à sem­ana de 3 a 9 de maio (49,4%). A prox­im­i­dade da taxa de infor­mal­i­dade chegou a 34%, tam­bém uma esta­bil­i­dade frente a sem­ana ante­ri­or (34,2%) e de que­da se rela­ciona­da à sem­ana entre 3 a 9 de maio (35,7%).

Distanciamento

Entre 5 e 11 de jul¬≠ho, 8,6% das pes¬≠soas ocu¬≠padas, 7 mil¬≠h√Ķes, estavam afas¬≠tadas do tra¬≠bal¬≠ho por causa do dis¬≠tan¬≠ci¬≠a¬≠men¬≠to social. Na sem¬≠ana que ante¬≠cedeu eram de 10,1%. A difer¬≠en√ßa √© ain¬≠da maior na com¬≠para¬≠√ß√£o com a primeira sem¬≠ana da pesquisa, de 3 a 9 de maio, quan¬≠do a taxa era de 19,8%, 16,6 mil¬≠h√Ķes de ocu¬≠pa¬≠dos afas¬≠ta¬≠dos.

A pop¬≠u¬≠la√ß√£o ocu¬≠pa¬≠da e n√£o afas¬≠ta¬≠da do tra¬≠bal¬≠ho chegou a 71 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas, est√°v¬≠el em rela√ß√£o √† sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (71,1 mil¬≠h√Ķes) e aumen¬≠to na com¬≠para¬≠√ß√£o com o per√≠o¬≠do de 3 a 9 de maio, quan¬≠do eram 63,9 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas. A pesquisa indi¬≠cou ain¬≠da que nesse grupo, 8,2 mil¬≠h√Ķes ou 11,6% tra¬≠bal¬≠havam remo¬≠ta¬≠mente. Em n√ļmeros abso¬≠lu¬≠tos, o con¬≠tin¬≠gente ficou est√°v¬≠el em rela√ß√£o √† sem¬≠ana de 3 a 9 de maio (8,6 mil¬≠h√Ķes), mas sig¬≠nifi¬≠ca que¬≠da em ter¬≠mos per¬≠centu¬≠ais (13,4%). Segun¬≠do o IBGE, pela primeira vez, o n√ļmero de pes¬≠soas ocu¬≠padas que tra¬≠bal¬≠havam de for¬≠ma remo¬≠ta caiu, porque na primeira sem¬≠ana de jul¬≠ho eram 8,9 mil¬≠h√Ķes.

Para a coor¬≠de¬≠nado¬≠ra da pesquisa, Maria L√ļcia Vieira, esse movi¬≠men¬≠to indi¬≠ca um retorno ao tra¬≠bal¬≠ho pres¬≠en¬≠cial com a flex¬≠i¬≠bi¬≠liza¬≠√ß√£o das medi¬≠das de dis¬≠tan¬≠ci¬≠a¬≠men¬≠to social.

‚ÄúEssa √© a primeira que¬≠da sig¬≠ni¬≠fica¬≠ti¬≠va nesse grupo des¬≠de o in√≠¬≠cio de maio, quan¬≠do a pesquisa come√ßou. A redu√ß√£o foi obser¬≠va¬≠da tan¬≠to em val¬≠ores abso¬≠lu¬≠tos (643 mil) quan¬≠to per¬≠centu¬≠ais (11,6%) e reflete o que j√° esta¬≠mos ven¬≠do, que √© o retorno de parte dessas pes¬≠soas aos seus locais de tra¬≠bal¬≠ho de antes da pan¬≠demia‚ÄĚ, obser¬≠vou.

Força de trabalho

O IBGE infor­mou tam­bém que a taxa de par­tic­i­pação na força de tra­bal­ho ficou em 54,8% na segun­da sem­ana deste mês, bem per­to do perío­do ante­ri­or (54,9%) e da primeira sem­ana de maio (55,2%).

J√° a pop¬≠u¬≠la√ß√£o fora da for√ßa de tra¬≠bal¬≠ho, as pes¬≠soas que n√£o estavam tra¬≠bal¬≠han¬≠do nem procu¬≠ra¬≠va por tra¬≠bal¬≠ho, era de 76,9 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas. Isso rep¬≠re¬≠sen¬≠ta esta¬≠bil¬≠i¬≠dade em rela√ß√£o √† sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (76,8 mil¬≠h√Ķes) e tam¬≠b√©m em rela√ß√£o √† sem¬≠ana de 3 a 9 de maio (76,2 mil¬≠h√Ķes).

Con¬≠forme a pesquisa, cer¬≠ca de 28,3 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas ou 36,7% da pop¬≠u¬≠la√ß√£o fora da for√ßa de tra¬≠bal¬≠ho dis¬≠ser¬≠am que gostari¬≠am de tra¬≠bal¬≠har. O con¬≠tin¬≠gente ficou est√°v¬≠el frente a sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (28,7 mil¬≠h√Ķes ou 37,4%), no entan¬≠to, cresceu frente a sem¬≠ana de 3 a 9 de maio (27,1 mil¬≠h√Ķes ou 35,5%).

A pan¬≠demia ou a fal¬≠ta de uma ocu¬≠pa√ß√£o na local¬≠i¬≠dade em que moravam foram as causas para cer¬≠ca de 19,2 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas fora da for√ßa que gostari¬≠am de tra¬≠bal¬≠har, n√£o procu¬≠rarem tra¬≠bal¬≠ho. Esse dado cor¬≠re¬≠sponde a 68% das pes¬≠soas n√£o ocu¬≠padas que n√£o bus¬≠caram por tra¬≠bal¬≠ho e gostari¬≠am de tra¬≠bal¬≠har. O resul¬≠ta¬≠do se man¬≠teve est√°v¬≠el na com¬≠para¬≠√ß√£o com a sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (19,4 mil¬≠h√Ķes ou 67,4%) e tam¬≠b√©m na rela√ß√£o com a sem¬≠ana de 3 a 9 de maio (19,1 mil¬≠h√Ķes ou 70,7%).

Sa√ļde

Ain¬≠da entre 5 a 11 de jul¬≠ho, a esti¬≠ma¬≠ti¬≠va √© de que 13,9 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas (ou 6,6% da pop¬≠u¬≠la√ß√£o do pa√≠s) apre¬≠sen¬≠tavam pelo menos um dos 12 sin¬≠tomas asso¬≠ci¬≠a¬≠dos √† s√≠n¬≠drome gri¬≠pal, que s√£o febre, tosse, dor de gar¬≠gan¬≠ta, difi¬≠cul¬≠dade para res¬≠pi¬≠rar, dor de cabe√ßa, dor no peito, n√°usea, nar¬≠iz entupi¬≠do ou escor¬≠ren¬≠do, fadi¬≠ga, dor nos olhos, per¬≠da de olfa¬≠to ou pal¬≠adar e dor mus¬≠cu¬≠lar. Ess¬≠es s√£o os sin¬≠tomas inves¬≠ti¬≠ga¬≠dos pela pesquisa. O total √© est√°v¬≠el se com¬≠para¬≠do √† sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (14,3 mil¬≠h√Ķes ou 6,8% da pop¬≠u¬≠la√ß√£o), mas de que¬≠da em rela√ß√£o √† de 3 a 9 de maio (26,8 mil¬≠h√Ķes ou 12,7%).

De acor¬≠do com a Pnad Covid-19, aprox¬≠i¬≠mada¬≠mente 3 mil¬≠h√Ķes de pes¬≠soas ou 21,5% daque¬≠les que apre¬≠sen¬≠taram algum sin¬≠toma, procu¬≠raram um esta¬≠b¬≠elec¬≠i¬≠men¬≠to de sa√ļde como pos¬≠tos de sa√ļde, equipe de sa√ļde da fam√≠lia, pron¬≠to socor¬≠ro ou hos¬≠pi¬≠tal do SUS ou, ain¬≠da, ambu¬≠lat√≥rio /consult√≥rio, pron¬≠to socor¬≠ro ou hos¬≠pi¬≠tal pri¬≠va¬≠do, para ter atendi¬≠men¬≠to. O resul¬≠ta¬≠do ficou bem per¬≠to da sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (3,1 mil¬≠h√Ķes ou 21,5%). Emb¬≠o¬≠ra, seja de que¬≠da em n√ļmeros abso¬≠lu¬≠tos, foi de alta em ter¬≠mos per¬≠centu¬≠ais em rela√ß√£o √† sem¬≠ana de 3 a 9 de maio (3,7 mil¬≠h√Ķes ou 13,7%). Mais de 84% destes atendi¬≠men¬≠tos foram na rede p√ļbli¬≠ca de sa√ļde.

Entre as pes­soas que tiver­am sin­tomas de sín­drome gri­pal de 5 e 11 de jul­ho, 315 mil (10,6%) procu­raram atendi­men­to em ambu­latório ou con­sultório pri­va­do ou lig­a­do às forças armadas. Essa resul­ta­do é de esta­bil­i­dade tan­to na com­para­ção com a sem­ana ante­ri­or (311 mil ou 10,1%), como em relação à primeira sem­ana de maio (320 mil ou 8,7%).

De for¬≠ma ger¬≠al, 914 mil pes¬≠soas que tiver¬≠am os sin¬≠tomas procu¬≠raram o servi√ßo de hos¬≠pi¬≠tais na sem¬≠ana entre 5 e 11 de jul¬≠ho. Esta¬≠tis¬≠ti¬≠ca¬≠mente, o n√ļmero ficou est√°v¬≠el em rela√ß√£o √† sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (933 mil) e, ain¬≠da √† sem¬≠ana de 3 a 9 de maio (1,1 mil¬≠h√£o). Entre os que procu¬≠raram atendi¬≠men¬≠to, 124 mil (13,6%) pre¬≠cis¬≠aram ficar inter¬≠na¬≠dos. Nesse caso, tam¬≠b√©m hou¬≠ve esta¬≠bil¬≠i¬≠dade frente a sem¬≠ana ante¬≠ri¬≠or (136 mil ou 14,6%) e a sem¬≠ana de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

Edição: Aline Leal/AB

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