PUBLICIDADE

brasil

Atividades religiosas em rol de serviços essenciais são incluídas por Bolsonaro 

© Carolina Antunes/PRO presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incluiu atividades religiosas e lotéricas em rol de serviços essenciais. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (26). Bolsonaro atendeu a um pedido de líderes de diferentes religiões. A ala evangélica, por exemplo, tem forte presença no núcleo ideológico do governo e representa um de seus principais apoiadores políticos.

De acordo com o texto, são consideradas essenciais atividades religiosas de qualquer natureza, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde”, ou seja, evitando aglomerações.

Na noite de ontem (25), o chefe do Executivo já havia anunciado as casas lotéricas no rol de serviços que não podem parar em meio à crise do coronavírus. Bolsonaro comentou o assunto nas redes sociais.

“Bolsonaro:  CASAS LOTÉRICAS/FUNCIONAMENTO: No Brasil existem 12.956 casas lotéricas e 2.463 se encontram fechadas por decretos estaduais ou municipais.

Para que as lotéricas possam funcionar em sua plenitude, atualizei, nessa data, o Decreto 10.282, incluindo as mesmas no rol das prestadoras de serviços essenciais”, escreveu.

A lista de serviços inclui assistência à saúde, atividades de segurança e defesa nacional;serviços de telecomunicações, energia elétrica e gás, produção e venda de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas;serviços bancários e postais; produção e venda de combustíveis. Neste domingo, 22, Bolsonaro incluiu a imprensa na lista de serviços essenciais e vedou que trabalhadores desta área sejam proibidos de circular, o que poderia afetar a atividade jornalística.

Em entrevista à CBN nesta manhã, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, já avisou que as igrejas na região continuarão fechadas. Na última terça (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello decidiu que tanto o presidente, quanto governadores e prefeitos podem editar regras sobre isolamento, quarentena e restrições de transporte. Antes, apenas Bolsonaro poderia decidir sobre a paralisação ou não de um serviço.

Bolsonaro, por outro lado, defende a reabertura do comércio. Em discurso no último dia (24), Bolsonaro frisou o fim do confinamento, que as escolas reabram as portas, culpou a mídia por ‘histeria’ e ainda defendeu a volta da ‘normalidade’ no país.

“O vírus chegou. Está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. empregos devem ser mantidos, o sustento da família deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo têm mostrado que um grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, questionou.

Por Ingrid Soares / Correiro Brasiliense