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Rio vive 24h de caos com 29 tiroteios; oito mortos foram confirmados

RIO – Vinte e nove tiroteios ocorreram no Rio em apenas 24 horas, segundo levantamento do site Fogo Cruzado, que fez um levantamento das ocorr√™ncias entre as 10h45m de domingo e o mesmo hor√°rio de ontem. Os confrontos resultaram em oito mortes e onze feridos. Uma das v√≠timas foi Lu√≠s Carlos Pereira Vieira, de 60 anos, despachante da Real Auto √Ēnibus, baleado na manh√£ de ontem no Centro. Ele estava no Terminal Rodovi√°rio Proc√≥pio Ferreira, pr√≥ximo √† Central do Brasil, um dos pontos mais movimentados da cidade, quando foi atingido por uma bala perdida.

Luís Carlos foi ferido por bandidos que, momentos antes, haviam assaltado uma loja de telefones na esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua Regente Feijó. Os quatro homens, que estavam em duas motos, trocaram tiros, diante do estabelecimento, com policiais militares que atuam no programa Centro Presente. Ninguém se feriu, mas, durante a fuga, os criminosos continuaram atirando a esmo. Balas perdidas acertaram, além de Luís Carlos, a diarista Aparecida dos Santos, de 45 anos, e o segurança Jorge Bastos da Silva, de 35 anos.

Sobrinho do despachante, o cabo da Aeronáutica Luiz Célio da Silva Filho, contou que o tio havia começado há pouco tempo a trabalhar no terminal, na Avenida Presidente Vargas.

‚ÄĒ O ponto dele era na Leopoldina, tem no m√°ximo dois meses que ele passou a trabalhar na Central ‚ÄĒ disse Luiz. ‚ÄĒ O medo dele era com pivete, que tem muito por l√°. Ningu√©m nem pensou em um tiroteio ali.

As outras duas vítimas foram encaminhadas ao Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro, e liberadas ainda ontem. Jorge Bastos foi ferido apenas por estilhaços, e Aparecida dos Santos levou um tiro no pé.

Aparecida conta que estava a caminho do trabalho, esperando para atravessar a Avenida Presidente Vargas, quando tiroteio começou. Ela tentou se abrigar, mas quando os disparos cessaram notou que estava sangrando.

‚ÄĒ Foi horr√≠vel, a gente ouve falar, mas nunca imaginei que iria acontecer comigo ‚ÄĒ disse.

O funcionário de uma banca de jornal próxima à loja assaltada contou que balas perfuraram veículos num estacionamento próximo e a porta de vidro do prédio do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER):

‚ÄĒ Eu estava trabalhando quando, de repente, come√ßou o maior tiroteio. Primeiro me abaixei e, quando levantei, vi os policiais indo na dire√ß√£o dos criminosos. Os bandidos abriram fogo para escapar.

Pouco tempo depois, por volta das 9h, um homem foi atingido na cabeça por uma bala perdida durante uma troca de tiros entre policiais e bandidos na Rua do Bispo, no Rio Comprido, na Zona Norte. O confronto ocorreu depois que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Prazeres se depararam com criminosos armados em dois carros roubados. Uma administradora de empresas, que pediu para não ter o nome divulgado, foi uma das vítimas dos assaltantes. Moradora do Humaitá, ela seguia para o trabalho, na Tijuca, quando foi abordada por bandidos.

‚ÄĒ Eu estava na Rua Bar√£o de Itapagipe, por volta as 9h, quando dois homens em uma moto me abordaram e anunciaram o assalto. Mandaram que eu descesse e fugiram. Um taxista viu a a√ß√£o e alertou os policiais que passavam pela Rua do Bispo ‚ÄĒ relatou.

Ant√īnio Carlos foi transferido, l√ļcido e com quadro de sa√ļde est√°vel. Ele est√° internado no Hospital Souza Aguiar.

HOMEM √Č EXECUTADO

Na Baixada Fluminense, a violência também deixou duas vítimas na noite de anteontem. Quando chegava à Rua Beira Rio, no bairro Cobrex, em Nova Iguaçu, Alexandre Rodrigues Alves, de 38 anos, foi abordado por um homem, que disparou pelo menos oito tiros contra ele. Uma das balas atingiu a adolescente Larissa Henriques da Silva Maia, de 14 anos, que conversava com a avó no portão de casa quando houve os disparos. Alexandre foi ferido por três tiros no tórax, três na cabeça e um na axila, e morreu no local. Atingida na barriga, Larissa chegou a ser levada para uma UPA, mas não resistiu.

Fonte: O Globo

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