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Preço dos combustíveis não devem cair tão cedo

O aumento generalizado dos preços do petróleo no exterior e a desvalorização do real frente ao dólar são os dois principais fatores para a gasolina estar sendo cobrada a mais de R$ 7 em alguns estados, segundo Marcelo Magalhães, CEO da PetroReconcavo (RECV3).

Em live do InfoMoney nesta quinta-feira (11), ele disse que todas as tentativas de controlar artificialmente os preços do petróleo no mundo no último século “resultaram em estrondosos fracassos”, e comentou sobre o que é preciso acontecer para que os preços voltem a se normalizar no mercado interno.

“A forma, ao meu ver, de resolver isso é, sobretudo, do lado do câmbio. Se a gente tiver políticas fiscais conservadoras, uma organização entre o governo e a sociedade, a gente tende a ter uma apreciação do real, tende a atrair mais investimentos [para o país]. O fluxo de dólar para o Brasil aumenta muito. Vamos ter benefício disso com mais investimentos e geração de empregos, e também uma valorização do real perante ao dólar”, disse.

O executivo comentou ainda sobre o anúncio da Petrobras no passado de que deixaria o mercado de gás natural do Nordeste por ser uma operação que já não valia mais a pena para a companhia. É justamente um dos mercados em que a PetroReconcavo planeja crescer cada vez mais.

“A saída da Petrobras está acontecendo de uma forma mais lenta do que deveria”, disse Magalhães. O CEO espera que a partir do próximo ano a PetroReconcavo possa vender gás para outras empresas, a preços diferenciados — hoje ele só pode vender o produto para a própria Petrobras.

Rafael Procaci, CFO da PetroReconcavo, também participou da live e explicou sobre a situação financeira da companhia. “A empresa opera campos maduros, que estão em produção há muito tempo, então a companhia já tem um caixa forte”, afirmou. “Historicamente, a gente sempre foi uma empresa pagadora de dividendos. Isso só mudou em 2019 com a aquisição do polo de Riacho da Forquilha, que foi uma aquisição grande, de US$ 350 milhões.”

Segundo o executivo, 60% do valor da compra foi financiada com as reservas da companhia como garantia. “Hoje em dia, essa dívida está em US$ 140 milhões e vem sendo amortizada desde meados de 2020. Com a nossa captação no IPO, hoje a gente tem uma posição de caixa que é maior do que essa dívida. Então, a gente tem uma alavancagem negativa”, afirmou.

*Com informações do InfoMoney

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