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Juíza nega pedido de vacinação prioritária dos delegados de Polícia

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido da Associação de Delegados para que a categoria tivesse prioridade na campanha de vacinação. A entidade alegou que a posição dos delegados na ordem de vacinação não condiz com o risco de exposição à contaminação a que os agentes são submetidos.

‚ÄúVeja que os profissionais das for√ßas de seguran√ßa e salvamento encontram-se na 11¬™ posi√ß√£o para vacina√ß√£o, atr√°s at√© mesmo da ‚Äėpopula√ß√£o privada de liberdade e das pessoas em situa√ß√£o de rua‚Äô‚ÄĚ, afirmou a entidade ao jornal O Estado de S. Paulo.

A Associa√ß√£o comparou os agentes de seguran√ßa p√ļblica com os agentes penitenci√°rios. ‚ÄúOra, os delegados s√£o obrigados a ficarem na linha de frente, em contato direto com toda a popula√ß√£o de modo geral, enquanto que, por exemplo os funcion√°rios do sistema de priva√ß√£o de liberdade, cuida, em tese, de pessoas reclusas e que n√£o t√™m ou pouco devem ter contato com o mundo externo, ou seja, deste modo, estando mais protegidos‚ÄĚ.

A Associa√ß√£o defende que os agentes de seguran√ßa deveriam estar na mesma ordem de prioridade que os profissionais da sa√ļde. Em dezembro de 2021, a Associa√ß√£o de Delegados enviou, por meio de of√≠cio, um pedido para o governador Jo√£o Doria (PSDB) para que os delegados e policiais civis tivessem prioridade na campanha do Estado. Na ocasi√£o, os representantes disseram que estavam preocupados com¬†‚Äúrela√ß√£o √† log√≠stica de vacina√ß√£o que se avizinha contra o novo coronav√≠rus‚Ä̬†e que os agentes de seguran√ßa¬†‚Äúest√£o na linha de frente do atendimento ao p√ļblico, h√° muito submetidos a escalas ininterruptas de trabalho‚ÄĚ.

A ju√≠za Liliane Keyko Hioki, que negou o pedido, ressaltou que h√°¬†‚Äúnot√≥ria escassez de imunizantes disponibilizado em escala mundial e, especialmente, no pa√≠s, onde as vacinas aptas a serem distribu√≠das n√£o s√£o suficientes para abarcar toda a popula√ß√£o eleg√≠vel a receb√™-las‚ÄĚ.

Por isso, segundo ela, o plano nacional de vacina√ß√£o foi dividido em fases, e a categoria j√° est√° inclu√≠da entre os grupos preferenciais.¬†‚ÄúN√£o h√° qualquer prova que o impetrado n√£o esteja seguindo o Plano Nacional e/ou que as for√ßas de seguran√ßa, grupo do qual os associados da impetrante fazem parte, foram exclu√≠dos da vacina√ß√£o ou relegados para momento posterior‚ÄĚ, diz na decis√£o.

Keyko afirmou que n√£o foi apresentado¬†‚Äúqualquer motivo l√≥gico, sanit√°rio ou de sa√ļde que justifique o privil√©gio pleiteado na inicial‚ÄĚ.¬† ‚ÄúParece bastante evidente que os associados da impetrante n√£o podem, como pretendem, burlar o estabelecido no Plano Nacional, que √© seguido pelo Estado de S√£o Paulo, de modo a serem imediatamente imunizados, em detrimento de outros grupos priorit√°rios e que correm maiores riscos de contamina√ß√£o, agravamento da doen√ßa e √≥bito‚ÄĚ.

*Com informa√ß√Ķes Poder360

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