PUBLICIDADE

brasil

Insulina inal√°vel pode ajudar no tratamento do diabetes

A recente libera√ß√£o da insulina inal√°vel (03/06) marca a passagem do Dia Nacional do Diabetes. O medicamento, autorizado para venda e consumo pela¬†Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria¬†em oito formas de apresenta√ß√£o, ainda precisa ser importado dos Estados Unidos.

Para o médico e pesquisador Freddy Goldberg Eliaschewitz, a disponibilidade do medicamento pode ajudar no tratamento da doença no Brasil, pois é mais confortável do que a aplicação da insulina por injeção e o manejo é mais eficiente. A insulina inalável começa a funcionar em 10 minutos no organismo e o efeito dura até 90 minutos.

A insulina injetável pode demorar até 60 minutos para começar a fazer efeito e permanece ativa por até cinco horas no organismo.

‚ÄúPor um lado, se o paciente aplica a insulina injet√°vel antes do almo√ßo e o medicamento demora a agir, o n√≠vel de a√ß√ļcar sobe muito no in√≠cio da refei√ß√£o. Muitas vezes, a comida foi ingerida, mas a insulina nem come√ßou a agir. Por outro lado, se o efeito da insulina demora a passar, o paciente pode sofrer uma queda de a√ß√ļcar mais adiante. A absor√ß√£o dos alimentos j√° terminou, mas a insulina continua agindo‚ÄĚ, explica Eliaschewitz que √© m√©dico Hospital Israelita Albert Einstein¬†e diretor clinico do¬†Centro de Pesquisas Clinicas, que desde 2014 trabalhou nos testes para o desenvolvimento da nova droga.

O diabetes √© considerado uma doen√ßa cr√īnica onde o p√Ęncreas n√£o produz insulina suficiente ou quando o organismo do paciente n√£o consegue utiliz√°-la.¬†A insulina √© o horm√īnio que regula a glicose no sangue.

Fora de controle

Eliaschewitz descreve que j√° h√° cerca de 15 milh√Ķes de pessoas com diabetes no Brasil, mas 90% dos pacientes com o tipo 1 e 73% dos que sofrem com o tipo 2 ‚Äún√£o t√™m controle sobre a doen√ßa‚ÄĚ. Ele contabiliza que ‚Äúmetade dos pacientes n√£o controla¬†a doen√ßa por falta de conhecimento do diagn√≥stico. Entre os que sabem do diabetes, metade n√£o vai com regularidade ao m√©dico. E mesmo os que v√£o, mais da metade n√£o toma os devidos cuidados‚ÄĚ.

Segundo o¬†Minist√©rio da Sa√ļde, o diabetes do tipo 1, geralmente, surge na inf√Ęncia ou adolesc√™ncia. ‚ÄúA causa desse tipo de diabetes ainda √© desconhecida (…) Sabe-se que, via de regra, √© uma doen√ßa cr√īnica n√£o transmiss√≠vel gen√©tica, ou seja, √© heredit√°ria, que concentra entre 5% e 10% do total de diab√©ticos no Brasil”.

O diabetes do tipo 2 √© mais frequente em adultos e¬†est√° diretamente relacionado ao sobrepeso, ao sedentarismo e √† m√° alimenta√ß√£o. ‚ÄúOcorre quando o corpo n√£o aproveita adequadamente a insulina produzida‚ÄĚ, explica o Minist√©rio da Sa√ļde.

Para Freddy Eliaschewitz, o Brasil vive uma ‚Äúpandemia de diabete do tipo 2 a reboque da pandemia de obesidade‚ÄĚ. Segundo ele, o pa√≠s poder√° viver no futuro uma pandemia das complica√ß√Ķes causadas pela doen√ßa, ‚Äúque s√£o penosas e custosas de tratar‚ÄĚ, como o¬†glaucoma, problema nos rins e disfun√ß√£o er√©til.

De acordo com o Sistema de Informa√ß√Ķes sobre Mortalidade (Minist√©rio da Sa√ļde), entre 2010 e 2016, mais de 406 mil pessoas morreram por causa do diabetes. No per√≠odo, o n√ļmero de mortes cresceu 11,8% por causa da doen√ßa, saindo de 54.877 mortes (2010) para 61.398 (2016).

Crédito: Agência Brasil