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França suspende hidroxicloroquina como tratamento para a Covid-19

O gov¬≠er¬≠no franc√™s proibiu nes¬≠ta quar¬≠ta-feira (27) o uso de hidrox¬≠i¬≠cloro¬≠quina no trata¬≠men¬≠to de doentes com a Covid-19, depois de dois organ¬≠is¬≠mos de sa√ļde p√ļbli¬≠ca terem se declar¬≠a¬≠do con¬≠tra o uso do medica¬≠men¬≠to. A decis√£o foi toma¬≠da depois de um estu¬≠do ter prova¬≠do n√£o s√≥ a inefic√°¬≠cia do rem√©¬≠dio no con¬≠tex¬≠to da pan¬≠demia, como o aumen¬≠to do risco de morte dos pacientes.

A Fran√ßa revo¬≠gou o decre¬≠to de 11 de maio que autor¬≠iza¬≠va a admin¬≠is¬≠tra√ß√£o de hidrox¬≠i¬≠cloro¬≠quina a pacientes infec¬≠ta¬≠dos pelo novo coro¬≠n¬≠av√≠rus. Des¬≠de o fim de mar√ßo que o antivi¬≠ral, usa¬≠do no com¬≠bate √† mal√°ria,  era apli¬≠ca¬≠do para tratar casos mais graves da infec√ß√£o.

O Con¬≠sel¬≠ho Supe¬≠ri¬≠or de Sa√ļde P√ļbli¬≠ca e a Ag√™n¬≠cia Nacional de Segu¬≠ran√ßa de Medica¬≠men¬≠tos e Pro¬≠du¬≠tos de Sa√ļde divul¬≠gar¬≠am pare¬≠cer neg¬≠a¬≠ti¬≠vo sobre a pre¬≠scri√ß√£o do rem√©¬≠dio no trata¬≠men¬≠to da covid-19.

As con¬≠clus√Ķes neg¬≠a¬≠ti¬≠vas dos dois organ¬≠is¬≠mos de sa√ļde p√ļbli¬≠ca france¬≠ses seguem-se ao estu¬≠do pub¬≠li¬≠ca¬≠do na sem¬≠ana pas¬≠sa¬≠da, na revista cien¬≠t√≠¬≠fi¬≠ca The Lancet, que desacon¬≠sel¬≠ha o uso de hidrox¬≠i¬≠cloro¬≠quina como trata¬≠men¬≠to con¬≠tra o novo coro¬≠n¬≠av√≠rus, j√° que aumen¬≠ta sub¬≠stan¬≠cial¬≠mente o risco de morte dos pacientes.

O Con¬≠sel¬≠ho Supe¬≠ri¬≠or de Sa√ļde P√ļbli¬≠ca con¬≠sider¬≠ou que as descober¬≠tas dessa inves¬≠ti¬≠ga√ß√£o, assim como out¬≠ros estu¬≠dos e opini√Ķes de autori¬≠dades de sa√ļde, jus¬≠ti¬≠fi¬≠cam ‚Äún√£o usar hidrox¬≠i¬≠cloro¬≠quina iso¬≠lada¬≠mente ou em com¬≠bi¬≠na√ß√£o com um antibi√≥ti¬≠co para o trata¬≠men¬≠to de covid-19 em pacientes em ambu¬≠lat√≥rio ou hos¬≠pi¬≠tal¬≠iza¬≠dos, qual¬≠quer que seja o n√≠v¬≠el de gravi¬≠dade‚ÄĚ.

No dia em que foi pub¬≠li¬≠ca¬≠do o estu¬≠do na The Lancet, o min¬≠istro da Sa√ļde franc√™s, Olivi¬≠er V√©ran, escreveu em sua con¬≠ta no Twit¬≠ter que pediu ao Con¬≠sel¬≠ho Supe¬≠ri¬≠or de Sa√ļde P√ļbli¬≠ca uma an√°lise e ofer¬≠e¬≠ceu 48 horas para uma revis√£o das regras de pre¬≠scri√ß√£o.

O uso do antivi¬≠ral como trata¬≠men¬≠to da covid-19 pas¬≠sou a ser alvo de v√°rias dis¬≠cuss√Ķes, na medi¬≠da em que a hidrox¬≠i¬≠cloro¬≠quina era uti¬≠liza¬≠da em alguns pa√≠s¬≠es para esse fim, mas sem nen¬≠hu¬≠ma inves¬≠ti¬≠ga√ß√£o que apoiasse a sua efic√°¬≠cia no con¬≠tex¬≠to da atu¬≠al pan¬≠demia.

Nos √ļlti¬≠mos dias, o rem√©¬≠dio gan¬≠hou ain¬≠da mais pro¬≠tag¬≠o¬≠nis¬≠mo depois de o pres¬≠i¬≠dente norte-amer¬≠i¬≠cano, Don¬≠ald Trump, ter admi¬≠ti¬≠do que o toma¬≠va diari¬≠a¬≠mente para pre¬≠venir a infe√ß√£o pelo novo coro¬≠n¬≠av√≠rus. Trump defendia que exis¬≠ti¬≠am ‚Äúsinais muito fortes‚ÄĚ de que o antivi¬≠ral fun¬≠ciona¬≠va como trata¬≠men¬≠to da covid-19.

O estu¬≠do da The Lancet √©, por isso, o primeiro ensaio em larga escala sobre os efeitos da cloro¬≠quina e da hidrox¬≠i¬≠cloro¬≠quina em doentes de covid-19, e os resul¬≠ta¬≠dos s√£o claros quan¬≠to √† sua inefic√°¬≠cia e riscos.

O estu¬≠do tam¬≠b√©m lev¬≠ou a Orga¬≠ni¬≠za¬≠√ß√£o Mundi¬≠al da Sa√ļde (OMS) a sus¬≠pender tem¬≠po¬≠rari¬≠a¬≠mente os ensaios cl√≠ni¬≠cos com hidrox¬≠i¬≠cloro¬≠quina no com¬≠bate √† doen√ßa.

Fonte: Agên­cia Brasil

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