Segundo dados do IBGE divulgados nesta terça, o PIB cresceu 0,8% no primeiro trimestre, levemente acima do esperado pelo mercado.
Analistas destacam preocupações com o impacto econômico das chuvas do RS nas próximas leituras do PIB, confira:
Gabriel Couto, economista do Santander Brasil, destaca que a redução do efeito do pagamento de precatórios e o impacto negativo das chuvas deve desacelerar o PIB no segundo trimestre. O banco projeta um PIB de 2% em 2024.
— O impacto das chuvas no Rio Grande do Sul sobre o PIB nacional ainda é incerto. Por ora, acreditamos que os auxílios concedidos e os investimentos para a reconstrução do estado poderão compensar a possível baixa na atividade econômica no segundo trimestre — diz Claudia Moreno, economista do C6 Bank.
Ibovespa recua, pressionado por commodities
O Ibovespa iniciou as negociações desta terça em queda, pressionado por ações ligadas a commodities. Por volta das 10h20, o índice recuava 0,72%, aos 121.157 pontos. Do total de 86 ações, apenas 12 operavam em alta.
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Painel mostra variação das cotações na B3 (Foto: Edilson Dantas/Infoglobo)
As ações da Vale (VALE3), de peso no índice, recuavam 1,31%, em linha com a forte desvalorização do minério de ferro no mercado internacional. CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) também operavam em queda.
Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) caíam 0,87% e os preferenciais (PETR4) operavam em baixa de 0,93%, acompanhando a queda do petróleo. As ações da PetroRio (PRIO3), da 3R Petroleum (RRRP3) e da PetroRecôncavo (RECV3) também recuavam.
Por volta das 10h, o dólar subia 0,64% e era cotado a R$ 5,26, em linha com a valorização da moeda no exterior. Na máxima do dia, o câmbio chegou a bater R$ 5,27.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/B/D/7CcCIGSVO4fQpYUmJYbg/106773922-a-clerk-poses-with-us-dollar-banknotes-at-a-money-changer-in-jakarta-on-may-2-2024.-photo.jpg)
Notas de dólar (Foto: Adek Berry/AFP)
A forte desvalorização do minério de ferro e do petróleo também pesa sobre o câmbio.
Diego Costa, diretor de câmbio para o norte e nordeste da B&T Câmbio, também destaca que, antes da divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos nesta semana, o clima é de cautela no mercado.
— Os indicadores dos Estados Unidos nesta semana têm o potencial de ser mais um catalisador do cenário divulgado desde maio, mostrando um controle maior dos preços, menor aquecimento no mercado de trabalho e um caminho possível para a flexibilização da política monetária do país — ele diz.
Por O Globo