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6.0 - ESTILO DE VIDAmúsica

Artista e produção apostam em regravações para conquistar um público mais exigente

Grandes sucessos, interpretado na voz de artistas consagrados mundialmente, sempre inspiraram pessoas talentosas a se lançarem no mundo da música.  A ideia é “pegar” uma carona no sucesso do hit, mas dar uma cara nova, com arranjos sofisticados e sonoridade atual, para acompanhar a voz do atual intérprete. Afinal, essa era de ouro é muito inspiradora, uma vez que contava com uma indústria fonográfica voltada para música de melhor qualidade e grandes artistas, que cantavam e tocavam de verdade.

Ale Ragazzi, cantor e compositor desde os 12 anos, apostou nessa fórmula para lançar seus clips e versões. O terceiro desta série é o “I’ve Got You Under My Skin”, canção escrita por Cole Porter em 1936 e imortalizada na voz de grandes intérpretes como Diana Krall, Neneh Cherry, Michael Bouble, Rod Stweart, Ella Fiztegerald, Frank Sinatra e também na voz da brasileiríssima Elis Regina.  “Esta é uma música sensacional, muito tocada nos bailes e festas, de onde eu venho. Por conta disso, resolvi regravar também como forma de homenagear meus amigos e mestres músicos”, explica.

A experiência tanto de emprestar a voz para interpretar um grande sucesso, como trabalhar com grandes profissionais da indústria da música, foram marcantes para o artista. “Gravar  Bennet,  Sinatra  e estes grandes mestres é sempre um aprendizado. A energia desta canção, tantos anos depois, continua ativa e cada vez maior. Procurei dar minha interpretação sem esquecer da forma genial como os grandes cantores a interpretaram! Enfim, foi uma experiência incrível”, destaca Ale.

Em relação a versão original de I`ve Got You Under My Skin, o produtor musical pianista e arranjador Erik Escobar afirma que há poucas diferenças, e quem ouve a versão de Ale Ragazzi, sente a essência do arranjo original contido nos metais, mas com peculiaridade no meio da canção. “O arranjo é basicamente o mesmo, mas com encadeamentos de acordes diferentes, acompanhado de um solo de trombone incrível feito por um grande trombonista, o Jorginho Neto”.

O que fizemos foram pequenas adaptações, até para conservar a  essência original do arranjo, uma re-harmonização do interlúdio, da parte especial da música onde acontece o solo de trombone, e uma frase diferente de contrabaixo feita pelo baixista Leandro Matsumoto ao final da música”, destaca.  Hoje, os recursos tecnológicos são infinitos, além de possuírem um papel fundamental em todo o processo. Uma prova disto é o próprio estúdio de gravação, do Luiz Gustavo Garcia, em Itatiba, onde esse trabalho foi gravado.

“O estúdio é um dos melhores e mais bonitos do Brasil, com uma engenharia acústica fantástica, um equipamento incrível, e grandes profissionais colaboradores, outro fator que contribui para que tenhamos um produto final de ótima qualidade”, firma Escobar.

Alinhado com as mais novas tendências do universo musical,  este trabalho contou com equipamentos de ponta, como os melhores microfones disponíveis nos melhores estúdios do mundo, um console Ameck Recall, NEVE, teclados analógicos como o lendário Yamaha Dx7, que é um instrumento marcante na história da música pop, um Vk7 da Roland que é emulador do Organ Hammond B3, muito usado na música gospel, no jazz, no rock e no R&B americano, e um moderno Casio Px-5s com timbres que remetem a sonoridade dos anos 80. “Aliado a isto, há as atuais técnicas de gravação, que permitem um produto final mais contemporâneo e que foram aplicadas nesse projeto do Ale Ragazzi”, com a  experiência e o talento do grande engenheiro de áudio Luis Paulo Serafim “LP”, que gravou e mixou esse trabalho, com a masterização do Brendan Duffey, finaliza o produtor.

O time de profissionais foi fundamental.  Os músicos que participaram dessa gravação foram escolhidos a dedo, parte dos metais são integrantes da Banda Mantiqueira, e da Orquestra Jazz Sinfônica, e todos os músicos já trabalharam individualmente com artistas de grande porte no mainstream.

Foto: Reprodução

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