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Os riscos por trás das mudanças no cheque especial

Uma importante mudança acontecerá no mundo financeiro a partir da próxima segunda-feira (6) relacionada ao limites nas taxas de juros do cheque especial.

Antes o valor dos juros do cheque especial era acima de 300% ao ano, agora os bancos não podem cobrar taxas superiores a 8% ao mês, o que equivale a 151,8% ao ano.

Para o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) essas taxas continuam abusivas.

“Se pensarmos que a poupança rende cerca de 0,3% ao mês e que os melhores investimentos dificilmente chegam ao 1%, esses valores são absurdos. Extremamente altos ainda”.

Reinaldo Domingos relata que existe ainda um outro problema nessa história, sendo que a partir de 1º de junho, as instituições bancárias estão autorizadas a cobrar uma tarifa de quem tem limite do cheque especial maior que R$ 500 por mês. O valor equivale a 0,25% do limite que exceder R$ 500. Assim, uma pessoa que possui limite de cheque especial de R$ 20,5 mil, pagará 0,25% sobre R$ 20 mil desse limite, ou seja R$ 50 ao mês e R$ 600 ao ano.

“Minha orientação sobre esse tema é que essa linha de crédito deve ser evitada. Os correntistas devem procurar os bancos em busca de reduzir o valor de limite do cheque especial ou mesmo eliminar, pois esse sempre foi uma grande armadilha. Para as famílias que já incorporaram esse valor aos salários mensais, chegou a hora de uma operação de guerra, evitando assim essa situação, pois o risco é muito grande. O caminho é buscar a educação financeira já nos primeiros meses de 2020. Priorizar a educação financeira comportamental e iniciar a poupar para criar reservas estratégicas que mudem de vez a relação com os juros, fazendo desse um aliado e não um inimigo”, avalia Reinaldo Domingos.

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